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Frase de Maria Luiza Silveira Teles

ESPERANÇA Quando vemos a noite passar Sem que o sono venha é porque estamos a pensar: alguns em preocupações outros nas dores do coração. Quando a madrugada aponta noite e dia se misturam Os segredos que a ninguém se conta Começam a gritar em nossas almas. E a gente se põe a lembrar De entes queridos que se foram Da leveza da infância e da mocidade Tudo que mora hoje na saudade. Ah vida linda, vida louca, vida torta, Que fizeste ao bater-me na cara tua porta? Eu que amo passarinho, chuva, estrelas, Flores e cheiro de terra molhada, Eu que tenho alma de criança Sonho, amo e não perco a esperança... Eu que vivo como pastor da noite A escutar sonhos, gemidos e dores de almas alheias... Que fizeste comigo, ó vida? Por que me negaste O amor com que sonhei? Por que me deixaste Sozinha e perdida na noite do passado Sentindo n’alma o açoite Do frio cortante Da dor e da agonia? Engolindo as lágrimas, Preparo a face Para o dia que se anuncia. Encontrarei, por fim, Em qualquer de tuas esquinas A surpresa e o espanto De uma sonhada alegria? A vida prossegue Em cascatas e remansos. E eu acalento a esperança De ser plena um dia...

Maria Luiza Silveira Teles

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Pensador.com

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O MEDO Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: para mim, ela nada mais é do que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido com arma em meu estômago. Não temo…
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O MEDO Não temo a maioria das coisas que as pessoas temem. Não tenho medo da doença, pois a tenho driblado toda uma vida. Não temo a morte: para mim, ela nada mais é do que a janela para outra vida. Não temo assaltos, pois já doutrinei bandido com arma em meu estômago. Não temo perder bens materiais, porque já os perdi muitas vezes e nunca fui ligada a eles. Não tenho medo de perder entes queridos, pois sei que todas as chagas um dia cicatrizam e fica apenas a saudade. Não temo a solidão, pois gosto muito de minha companhia. Não temo luta alguma, pois, embora pacata, tenho alma de guerreira. Mas temo as pessoas que não me olham nos olhos. Elas são perigosas, pois são falsas. Temo as pessoas infelizes, que vivem amarguradas, sempre se queixando, sem o deslumbramento diante da vida, pois costumam ser cheias de fel e derramam o seu veneno por onde passam. Temo as pessoas cheias de si, pois sabem enganar os tolos com palavras empoladas e poses de reis. Temo as pessoas usurárias, pois vivem em torno do próprio umbigo. Temo, também, as pessoas que ficam “em cima do muro”, sem jamais se posicionarem. Não temo os animais, pois eles sabem perceber a brandura de um coração humano. Tenho medo dos homens! Da sua arrogância, da sua ambição, da sua hipocrisia, da sua raiva contida, de seus desejos frustrados, da ausência de compaixão e amor. Ah, pode haver coisa mais perigosa que um ser humano, cujo coração é um deserto, sem fontes e plantas? Há coisa pior que o desamor? Ele é o pai de todos os desatinos, de todas as guerras, de todos os relacionamentos mal-sucedidos. O desamor é perigosíssimo. Ele promove a injustiça, a desigualdade, a tirania, o apego, a usurpação das identidades, os preconceitos. Peço sempre a Deus que perdoe essas criaturas, pois não sabem o que fazem e nem conhecem a si próprias. Entretanto, peço, também, que me livre delas, pois não lhes suporto a vibração. Hoje, é muito comum escutarmos a frase: “O mundo está um horror!”. Mas não é o mundo! Embora ferida de morte, a Mãe-Terra continua se doando a seus filhos. Continua em sua órbita, obedecendo às leis do Universo. Todo o horror está no coração dos homens secos, áridos, impiedosos. Amo pessoas! De toda a Criação o ser humano é a que mais me encanta. Ele é o único capaz de coisas grandiosas. Mas o temo quando ele perde a ética e vive sem Deus no coração. Quando ele perde o respeito, a dignidade, a esperança. Entretanto, ainda não perdi a fé, pois, afinal de contas, em todos nós mora a Centelha Divina. Assim, sou uma mulher que ama a vida e vive sem medo, pois não construí minha casa sobre a areia, mas sobre a rocha. E os anjos estão sempre a me visitar. Além disso, procuro espalhar as sementes do bem e, com certeza, só poderei colher Amor.