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Frases de Maria Lu T S Nishimura

327 frases

Literatice Em se tratando da coruja Retratei-me no argumento.
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Literatice Em se tratando da coruja Retratei-me no argumento. O literato insigne me corrija, Se necessário, faça relato! Coruja da minha literatice Que pra muitos é chatice Está coisa de obra literária Á ser sebo de ordem etária, Tem o "que" de displicência Mas, na atual circunstância Não quero fazer relevância! Ative-me visionária futurista Sem contudo perder a vista! Não retalhe um ser de aprumo, II Em todo fazer, há conquista! Senão há que ser taciturno, Sem imaginação, só infortúnio, Do tipo que se torna um basta! Do basta, basta a tramela Que fecha porta e janela! É preciso ter a coragem Até para ser pó de aragem! Sou ainda tão pequenina Lá do resgate da minha fé Não que o meu eu menina Seja coisa de saudosismo, Ou outro do nervo do seu pé! Lanço cá o amplamismo! III No mundo de homem boné Todo feito e coisa de mané Ficam sonhando com efeito Da cirurgia dentro do peito! Do tipo que gosta de engano, Que vive entrando pelo cano Nadando no contra da maré! Andar pra frente e não de ré, Significa enfrentar o absurdo E colocar vista no que anseia Pois, afinal no tudo do mundo Tem espaço pra tudo que creia! Creia em Deus e em ti também Coloque na trilha o seu trem! IV Porque se há dizeres assim: - Se não escolhes, outro fará! Pois então, não escolha o será Escolha ser o sim do mocassim, Ao invés de chinelo de corda! Apesar de que a crise assusta Mas, não desista da sua luta Que tudo há encanto! Acorda! E daí, que se tem idade na nuca? Velho (a), novo (a), não importa! O que importa é ter muita cuca! Isso cá com os botões que tenho Deveria evitar álguma resposta, Contudo, só no riso me contenho! V Visto que, o riso é algo displicente Prefiro a precaução do silenciamento Onde ordeno o meu pensamento Na forma, deveras, a mim atraente! Não quero discutir conduta Cada um tem sua menuta Na chave da consciência Mas, há sempre uma advertência: - Sabedoria! Daí a fazer consultoria Verificada alguma obra, Há que dispor-se como cobra? Nem sempre há, que ser um ás! Faças o que te realizas e gostas Afinal, sejas um visionário (a) da paz!

Soneto da criança Pula, pula num pé só Gira, ri fazendo careta
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Soneto da criança Pula, pula num pé só Gira, ri fazendo careta Solta pipa sem fazer nó Noutra é só cambalhota! Criançada de barulho Brinca de todo o jeito! Trás o mundo no peito Apronta no piscar de olho, O mundo quer na mão! Criança pode fazer tudo Enquanto for por ilusão! Porque depois crescido Não pode fazer mais não! A não ser aí, seu feito mudo!

O novo déu Déu do cum-quibus Buscaram os urubus
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O novo déu Déu do cum-quibus Buscaram os urubus Co'a caça na mata Balburdiava a floresta! -Isso lá é campanha? Resmungou o sabiá! -Para! Só acompanha! Interveio o velho preá! Temos que escolher? Perguntou o coelho! Temos! É um dever! O urubu pressionando: - O dever é um direito! Acabou se gabando! II E daí que na floresta Depois de toda a festa Veio a torta do repolho Trazido pelo boi caolho! Eita! Que tudo tinha gosto Dos prazeres dos deuses Fartaram-se todos eles, Depois viera o desgosto: - C'o pum a atmosfera poluíram! Passou a chover reclamação! Até greve, os bichos fizeram. Só que depois de toda confusão Esqueceram do que reclamaram Estavam prontos para nova eleição!

Recordação No que pode assentar a lembrança De tudo o quanto a experiência faz
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Recordação No que pode assentar a lembrança De tudo o quanto a experiência faz Ao que prove para si, ser capaz Reside o crescer de uma criança! Depois, eis que vem a adolescência Em que o espreitar esta na esperança Do futuro de paz, amor e ciência No anseio da harmonia e da bonança! Se faz única cada expectativa No qual cada um tem seu viver Naquilo que a teu olhar cativa! Assim se desperta o merecer Cada um na sua imagem atrativa Posto a crescer, recordar e viver!

A reencarnação na flor Matizes e nuanças em luz e esperança em cada florescer da semente nascida
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A reencarnação na flor Matizes e nuanças em luz e esperança em cada florescer da semente nascida ainda que há as flores que não se lança, outras evocam imperando cor definida! Tantas quantas químicas e descobertas que imita, que reproduz tenra e vigorosa, os matizes na fibra tingida das mantas tão bonitas quanto a flor mais charmosa! Se fosse assim eu também reproduzida, queria ser pintura de mim ainda criança ou ainda aquela alma sem ser nascida... Possivelmente ainda na fila a reencarnar aos quantos poderia ser uma planta vinda e estariam na flor pelo reencarne a esperar!

Fio de pavio O três sons iguais nas três palavras foi traduzindo uma tragédia o vulcão;
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Fio de pavio O três sons iguais nas três palavras foi traduzindo uma tragédia o vulcão; Levantou ondas as placas tectônicas, lavas ardentes as entranhas do chão! Nenhum deles salvaram-o pelo dom... Nem tsuru, tsunami, nem Mitsubishi! Vixi! Na catástrofe dispersou o som o alvoroço de gritos, muito triste, vixi! Os bens caros, os carros, até navio foi levantado feito papel e papelão, nas ondas do mar alvoroçado e frio! Mas, se três sons insite o brasileiro é que ele apita no vulcão seu assobio, ria lacônico do que fora o estrangeiro!

Instinto selvagem Cuido de mim que sou onça selvagem; O meu rugido estronda floresta afora,
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Instinto selvagem Cuido de mim que sou onça selvagem; O meu rugido estronda floresta afora, passos velozes deixo sobre a aragem e sobre as árvores fico pra por a mira... Pois, da justa forma que me caçam, caço, a generosidade é somente da natureza, pelo instinto que fez livre sem duro laço na selva sem mestrado da cruel certeza! Em que no tudo se foca a padronização do quanto mais se pode, mais se explora, amansa, amassa e no dito, a regra, a lição! No mais cuido de minha vida de onça dos outros animais, cuidam a criação... Entre uns, se extinguem nalguma lança!

O prólogo da ceia Quando a terra imponderada se fez O elemento da matéria se compôs
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O prólogo da ceia Quando a terra imponderada se fez O elemento da matéria se compôs No triscar da pedra o mito do camponês Que por certo no talo seco, fogo pôs! Com o fogo tudo transformou! Uma pedra também do alto rolou E logo dotou-se á mera percepção, Descobrindo o homem sua razão! Se a chama a pedra continha O que existiria no aquecer da areia? Ou no cálculo de uma continha? Ao atentar para o sangue da veia Descobriu-se na nudez que tinha... Feito aí o prólogo da primeira ceia!

Sem superstição O azar bem ao ver não existe! Mas, há quem prefere assim,
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Sem superstição O azar bem ao ver não existe! Mas, há quem prefere assim, Á culpar o gato e a sexta treze, Isso é uma desculpa pra mim! Coisa da invenção da preguiça, Que se deixa de agradecer o dia! Daí, desatento, é pego a enguiça, Esse sim, atrasa e torna-se tardia! Pois, sem bem, todo mal vem No dia, na hora e quando quiser, Basta deixar vazio seu coração, Atraindo o mal, dispersa o bem! Coloca fé e Deus a te proteger, Viva livre e sem tal superstição!

Estampa Minha relação com o tempo Desafios em mim estampo
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Estampa Minha relação com o tempo Desafios em mim estampo Fazendo minha doce pintura Ou pelejando na dura escultura! O resultado não tem importância Se meu treino no tempo desfio, Podes ser tu critico, em mim confio, Pois tenho polido alguma elegância! Nesta arte igual escrita faço o gosto Aquele sentir d'alguma sensibilidade Onde moldo e pinto talvez meu rosto! Assim é possível fiar tranquilidade, Desfazer qualquer tipo de desgosto, Quiçá, a estampa da mera liberdade!

A felicidade interna Vou tentar um poema engraçado Para dar de presente a um amigo
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A felicidade interna Vou tentar um poema engraçado Para dar de presente a um amigo Que põe o humor no seu calçado Ou tenta fazer da lua seu abrigo! Contudo, tudo o quanto consegue, É ir ali onde a horta faz convite Daí colhe repolho, batata e segue, Come tudo e se farta com apetite! Depois disso a felicidade aperece No bom senso ele tenta o drible, Porém, o inevitável acontece: - A felicidade interna sai no puum... A alegria é pra ele algo incomum E a sequência prossegue: pum, pum!

Calça, mas saia Criaram e inventaram a calça saia daí que numa calça que cortei,
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Calça, mas saia Criaram e inventaram a calça saia daí que numa calça que cortei, porque na internet eu vi, que por dentro das pernas um corte, para dar à calça um outro norte! A calça virou jaqueta as pernas ficou as mangas e na cintura o cós aparecia a etiqueta, deixei num canto e pensei: estraguei! Toda vez que abria o guarda- roupa a calça com o furo que virou gola, mas, sem coragem de usar, rindo hoje eu vesti para dormir! O furo bem no meio das pernas, meu esposo malicioso suspirou e eu com isso me veio as idéias: - Calça de fundo aberto... Meu esposo exclamou! - Isso não dá certo! Mas, daí que achei na internet muitas calças saias sem piquete e não bem isso que imaginei, porque são todas calças! Então pensei que poderia inventar uma saia que fosse calça porque nenhuma pude encontrar! - Seria uma saia de pernas! Parece engraçado, mas veja, a saia calça seria aberta igual saia, mas, com pernas igual calça, seria uma opção pra gente, que não usam calça com fecho embaixo! Imaginem isso sem ser calça, mas saia! Bem como não sou estilista e nem costureira, fiz um poema para registrar a ideia!

O bullying O bullying é uma perseguição que maltrata o indivíduo
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O bullying O bullying é uma perseguição que maltrata o indivíduo causando - lhe insatisfação! Não faça bullying com ninguém porque o respeito é bem melhor, se vocês verem bullying, denunciem! Não aceite o maltrato, o desrespeito nem que não seja contigo. Bullying não é certo! Bullying não é bom! Às vezes, é na escola... Às vezes, é no trabalho Às vezes, é em outro lugar! Bullying não é certo, Bullying não é bom porque pode ferir um coração! Sejam amigos e respeitem à todos: - Não importa se são diferentes! Todos são pessoas e sentem... Pensem antes de ferir alguém com palavras duras, ou gozação isso pode ferir um coração! Bullying não é certo! Bullying não é bom, não faça isso, meu irmão!

Onde estás? Você sumiu ninguém mais
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Onde estás? Você sumiu ninguém mais falou de ti! Senti e sinto a sua falta aqui! Onde estás? O que fazes aí? Ainda se lembra de mim? Ou será que me esqueceu e o sorriso se perdeu? O que foi que aconteceu? Estás tristes? Estás deprimido? Por que estás sumido? O que foi que aconteceu? Será que fui eu? Será que foi alguém? Onde estás? O que fazes aí? Ainda se lembra de mim? O seu sorriso, sua alegria é minha saudade, é também minha vontade de te encontrar mais uma vez! Onde estás? O que fazes aí? Ainda se lembra de mim? Me diz porque... eu te peço por favor preciso saber se fui eu... ou se foi outro alguém... Não quero a dúvida pois tenho certeza da saudade... e se isso for amor... O que vou fazer sem você? Onde estás? O que fazes aí? Ainda se lembra de mim?

Cristais vazios Sou escultora de silêncio Onde teço as palavras,
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Cristais vazios Sou escultora de silêncio Onde teço as palavras, Contemplando as letras Nas veredas do ócio! O murmúro de um grito Rasga o verbo das asas Infesta o sangue nas veias Sepulta por dentro feito luto! Libertas libélulas são células Nos lábios que sentencio A voz perco nas fagulhas... Os olhos são fios de cílios E na tez, brancas ressalvas Diposto feito cristais vazios!

Carrossel gigante Sol, gigante de luz em movimento, Círculo que, sem parar vai girando,
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Carrossel gigante Sol, gigante de luz em movimento, Círculo que, sem parar vai girando, A cada volta que dá leva - me junto, Carrega-me sem piedade do mundo! Sei lá se este universo é início ou fim, Por certo que, tudo acabará num raio. Queimará o fogo num rastro sem fim, Ou tropeçarão os planetas em um fio, Ou alinham os anéis soltos lá no céu, Ao girarem em torno do sol a queimar... Nesta semelhança, gira um carrossel: Roda gigante, a gente no mundo a girar... Somos parte do giro deste imenso anel, No giro, vai o mundo aprendendo a amar!

Labirinto de saudade As tristezas de minhas perdas... É um vácuo cravado no peito,
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Labirinto de saudade As tristezas de minhas perdas... É um vácuo cravado no peito, Daquela vontade de abraçar, De sentar juntos pra conversar! De tantos risos, tantas festas... Um pouco de silêncio no jeito, Na hora do almoço ou do jantar, Ou se era aquele tempo de pensar! Ah! Falta destes dissos e aquilos! Saudades é um mar de labirintos Das lembranças que trago comigo... Não! Esquecer??? Eu não consigo!!! Estarão na paz de Deus eternizados: Pai, mãe, irmão estejais descansados!