Soneto de um poeta adormecido Dentro da minha alma, escondido, Dorme um "eu" que não conheço ao certo,
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Soneto de um poeta adormecido Dentro da minha alma, escondido, Dorme um "eu" que não conheço ao certo, Um poeta que sonha, adormecido, Que vaga pela noite a céu aberto. Coração de menino perdido Que em sonhos atravessou o deserto, Que, sem rumo, procura um sentido Buscando tão longe o que está perto. Quer escrever no livro da vida Páginas da dura ilusão sentida Na sua pobre alma sonhadora. Mas enquanto sonha, não escreve. Passa o momento, afinal, tão breve... Terei de acordá-lo, sem demora!