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Frases de Maria de Lourdes

4 frases

Saudade nunca se sabe Quando ela vai chegar É uma dor esquisita
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Saudade nunca se sabe Quando ela vai chegar É uma dor esquisita Difícil de se tratar Chega e toma lugar no peito Deixando a gente esquisita As vezes consome a alma Outras vezes nos aniquila Nem me fale de saudade Que é coisa ruim demais Só há remédio que cura Voltar pros tempos atrás Saudade eu te arrenego Com ela não quero negocio Deus me livre de saudade Deus me livre desse troço

Seu menino, esse negócio De plagiar os escritos É coisa feia danada
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Seu menino, esse negócio De plagiar os escritos É coisa feia danada Digo com sinceridade Que toda parede tem olho E todo mato tem ouvido! A Cola nem na escola É coisa de preguiçoso E de mal intencionado Até a professora sabia Que algo ali estava errado. Copiar muito pior Pois você não é carbono O bom leitor vai dizer Que nesse angu tem caroço Você pode até dizer Que isso aqui é porcaria Mas nasceu dos meus miolos visse? Não é pra sua serventia Peça licença primeiro Não copie minhas poesia E nem texto e nem nada Largue dessa mania feia Lhe aviso, Quando eu morrer, Venho morder o seu dedo E azucrinar seu ouvido Deixo seu cabelo em pé Um poeta doido varrido Aponto você com meu dedo Aviso aos porteiros do céu Lá vai ele o plagiador Sem futuro e mascarado Não tem consideração É um la lau pegue ele! Vive morto dentro das calças Ou de saia, ou de vestido Copia as coisas dos outros E tibungo: coloca o nome Sujeitinho sem miolo Esse tal de plagiador Não sabe criar uma virgula Inda dá uma de doutor Tome tento plagiador!

O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite. Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra. Mas, que diabos será isso?
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O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite. Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra. Mas, que diabos será isso? Vestiu a sua camisola, abriu a porta de fininho porque os tiros e as bombas até estremeciam as panelas penduradas acima da pia que ela fazia questão de exibir de tão limpas e polidas. Saiu de porta a fora, descabelada e sem dente que mais parecia uma assombração. E o alvoroço e a bala zinindo no meio da noite, quase que mata dona Carlota do coração. Na pontinha do pé saiu com um pé na sandália e outro no sapato. Na correria nem viu esse detalhe. Abriu a porta. E foi escorregando de porta a fora até chegar na calçada. Cadê o povo? alias a multidão que fez com que ela acordasse e sair feito um zumbi? Olhou pra um lado, olhou pra o outro, e na rua não existia uma alma viva para lhe contar o que aconteceu ali! Só o silencio, o vento e o clarão da lua cheia e aquela marmota no meio da rua, quer dizer ela. Depois de levar o maior susto da sua vida que deixou o seu cabelo espetado parecendo palitos, outra bomba e tiros e mais tiros e eu sei lá se eram de balas de borracha, sei apenas que era o barulho da tevê do vizinho da Dona Carlota, ligada no volume máximo vendo um filme de bang bang, daqueles do velho oeste. Correu pra dentro de casa fumaçando pra pegar uma vassoura e resolver essa questão na base da vassourada. Quando de repente sua filha acorda e encontra a mãe naquela situação pronta pra guerra. Tomou a vassoura e lentamente levou a Dona Carlota pra cama e não deu cinco minutos e estava ela roncando de tão profundo era o seu sono No dia seguinte não lembrava de patavinas nenhuma, ou se lembrava não comentou. É que a dona Carlota era sonâmbula. E via coisas que qualquer um duvida. Até eu mesma. Autor: Maria de Lourdes