Pular para o conteúdo

Frases de Maria Carolina Amaral.

6 frases

VALE A VIDA VIVER PRA VOCÊ. Olhar pra você e não te querer: É como sentir fome e não comer...
Continuar lendo

VALE A VIDA VIVER PRA VOCÊ. Olhar pra você e não te querer: É como sentir fome e não comer... É como sentir sede e não beber... É como ir ao rio no calor e não se banhar. Tocar em sua pele e não te desejar: É como colher amoras e nenhuma provar... É buscar água na fonte e não se molhar... É como ler Quintana e não se emocionar. É como ver o horário eleitoral e não morrer de rir. Tê-lo então e te deixar ir!!! É loucura! É insano! É como ler um poema lindo e não imitar... É como ouvir uma canção de amor e não cantar. De todas as loucuras que tenho feito, você foi a pior... A mais fugaz... A mais rude... A mais lunática E a mais dócil. Mas tudo isso é pouco Diante da grandeza de ter você. Amo-te! Amo-te! Amo-te!

“O PRIMEIRO OLHAR DA JANELA PELA MANHÔ “O primeiro olhar da janela pela manhã” me chama: O sol despontando através do nevoeiro,
Continuar lendo

“O PRIMEIRO OLHAR DA JANELA PELA MANHÔ “O primeiro olhar da janela pela manhã” me chama: O sol despontando através do nevoeiro, E na praça ainda vazia, o sorveteiro; E dá-se meu encontro definitivo com Quintana. Vem andarilhando manso na brisa que vem do leste E pousa na minha mão deslizando suave no papel; Séculos de melancolias pincelando o azul do céu. Em mim, lentamente, gotas de rimas descortinam o véu. Posso senti-las em minhas células em travessias; Trazendo à minha alma estéril o lirismo da poesia. Eu que quase nada sei de amar... Psicografo a alma usando os dedos com exatidão, Da mais vil à mais sublime paixão. Eu que nunca soube sonhar!

JUVENTUDE PERDIDA Na colina, a lua abre sua janela E solta o vento a galopar.
Continuar lendo

JUVENTUDE PERDIDA Na colina, a lua abre sua janela E solta o vento a galopar. Ouvem-se gemidos das árvores entorpecidas Por atrever-se em suas dermes tocar. Cá da janela também estou Entorpecida pelo frio da brisa a passar; Olhos vendados pelo vestido dourado Que trás o bordado de São Jorge a lutar. Jogo-me da sacada na garupa de um tufão E num galopar imaginário, Adentro castelos e armários, Gavetas e diários Um pouco de quem fui, saudades!!! Num móvel emaranhado Entre teias, empoeirado, Um papel amarelado Dependurado na parede ao lado. Vasculhei o passado. Tudo aquilo estava ali: As frases que não falei, Os versos que não mandei, Os amores que não vivi. “E o retrato? Ah o retrato! Não era eu. Aquele rosto não era meu!” Definitivamente, não era meu. E eu chorei... A vida passou encilhada E eu não montei. A porta se abre, ao longe?... Entre cá e lá, um som real: - Vó, a lua já tem namorada.

TE ESQUECER EM PARIS Nos becos da velha Paris; Nos braços de uma mademoiselli qualquer,
Continuar lendo

TE ESQUECER EM PARIS Nos becos da velha Paris; Nos braços de uma mademoiselli qualquer, Refiz minhas noites de solidão E consumei o ato de amar quem me quer. Monet ainda teimava em acompanhar-me; Aquele refinado impressionismo já não me convence mais. Perdi-me nos longos bares de whisky barato E lá morri toda noite buscando um pouco de paz. Eu vi o outono chegar e levar as últimas folhas secas E ainda vi o inverno gelado nevar a minha cabeça. Eu vi meu corpo envelhecer amiúde e chorei; E um dia vi as luzes se apagarem atrás de mim E a última nota do violino se despediu. Percebi que ainda havia tempo de recomeçar e voltei.

ATIREM A PRIMEIRA PEDRA A chuva que molha as pedras Nada sabe das pedras do meu caminho.
Continuar lendo

ATIREM A PRIMEIRA PEDRA A chuva que molha as pedras Nada sabe das pedras do meu caminho. Das vezes que sequei meu sangue, Das pedras que atiraram em mim. Até fiz o meu castelo sombrio, Das tantas pedras que me atiraram; Ergui um muro a minha volta E cobri-me das rochas que sobraram. A minha alma virou pedra E o meu coração em pedra se tornou; Das tantas pedras que me mataram, Nenhuma pedra a mim sobrou. Refiz-me em rochas e pedras; Tornei-me insensivelmente dura e forte E cada impacto da pedra que vem, volta; Pois sou uma fria pedra viva depois da morte.

O QUE É O AMOR? Amor não fala não se explica, Não se vê e muito menos se apalpa;
Continuar lendo

O QUE É O AMOR? Amor não fala não se explica, Não se vê e muito menos se apalpa; Dimensão não cabível em sua própria palavra de definição; É isento de ciúmes, egoísmo e não se exalta. Amor sem palavras exatas que o definem, Não se sabe o porquê nem o sentido de sua existência; Não tem limites quantificáveis, nem padrões comportamentais; Não é incógnito, mistério, mito ou crença. Amor existe no real ato de personificação e euforia ; Dele soletram-se palavras tão vazias de conteúdo! Estabelecendo apenas uma forma verbal que o identifique; Conteúdo que nem dele sabe falar em sua plenitude. Amor é mais que isso; mais que palavras e conceitos; Vai para além das teorias e conversas abstratas; Não estabelece pontes entre impossíveis, É superior ao desejo humano egoísta e burocrata. Não tem cheiro, cor, raça ou religião; Pode ser todas as cores ao mesmo tempo E nesse mesmo tempo não ser nenhuma cor E mesmo indisposto a senti-lo, a gente sente.