Tu, que me deste a vida e me geraste no teu ventre de poesia. Tu, que me deste o sonho
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Tu, que me deste a vida e me geraste no teu ventre de poesia. Tu, que me deste o sonho e me afagaste na tua balada de mãe. O teu ser do meu ser, como o teu sonho de mulher calma, eterno no teu grande sorrir, contigo quero o mesmo sentir… Tu, que me amaste, velando e me ensinaste também a amar. Tu, que me apoiaste, doando, e me mostraste o imenso mar. O teu olhar sempre atento, como é a vigília da mulher mãe, carícias de um regaço imenso, que a infância lembrada tem… Tu, que me choraste, na partida e me falaste no silêncio do olhar. Tu, que me orientaste nos rumos da vida e me mostraste como também ofertar. O teu alento invisível presente no coração, como estrela de uma noite enobrecida, e a par de uma certeza adormecida, lentamente transformada em canção… Tu, que és mulher e mãe e me deste a bênção do mundo. Tu, que és esposa e companheira e me deste o grande sonho de fundo. És a luz da minha estrada e a leve brisa da enseada.