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Frases de Margarida DI

17 frases

tantas vezes me esvazio e por um longo período me desfaço perco a identidade
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tantas vezes me esvazio e por um longo período me desfaço perco a identidade é como tatear no escuro agonizo... mas passa... ai vem a necessidade de ser feliz outra vez e escrevo e penso em "aia" vislumbro o corpo dele estremece a pele no peito de "aia" e a felicidade é momento é ausência onde estou e aonde vou.

um "verbo" no indefinido... há muito o sol não aparece e assim permanece a escuridão nalgum canto da alma que ama
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um "verbo" no indefinido... há muito o sol não aparece e assim permanece a escuridão nalgum canto da alma que ama há muito o coração já não espera porque exaurido pendeu e chorou há muito o desassossego aflora a pele e o corpo resigna-se e o desejo se avassala há muito o silêncio deixou de ser calmaria e passou a ser tempestade há muito que a fonte inspiradora perdeu a rima o tom e o verso e o anjo da vida atrofiou as asas que já não fulgura nem alça voo há muito o coração opõe-se a busca e há muito que o casulo lhe abriga é preciso que se morra pra se nascer de novo é preciso saber dizer ao coração que não há espera quando se deseja é preciso dizer a si mesma que o coração que ama lhe pertence mas o coração amado não é preciso dizer aos ventos que o grito não faz eco embora o amor se propague...

o mar... e todos os dias eu vejo o mar... ou a qualquer hora...
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o mar... e todos os dias eu vejo o mar... ou a qualquer hora... ele está ali, sempre ali... a espera de um vento que lhe dê sentido a espera de um barco que lhe navegue e todos os dias eu vejo o mar e junto-me a ele... e conto meus contos e choro meus prantos esvazio-me da dor... contemplo sua profusão de luzes e cores e escravizo-me outra vez agrego-me... a face escondida me fascina e o sentimento fecundo se aprofunda e nos alia e mais uma vez e todos os dias eu vejo o mar e o mar sou eu que lhe recebo e o mar é você que me acolhe

post-scriptum... pois foi assim que TE vi...exatamente como o rio vê o oceano... TE olhei como olhou o rio o OCEANO...e num lembrar distante percorri todo o trajeto...e assim foi e é...
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post-scriptum... pois foi assim que TE vi...exatamente como o rio vê o oceano... TE olhei como olhou o rio o OCEANO...e num lembrar distante percorri todo o trajeto...e assim foi e é... e como rio que sou, não posso voltar...sigo...enfrentando todo o temor... mas é preciso ir...é preciso que eu desague em você pra me tornar vida. e a vida não volta não existe a tecla "delete" na existência humana não existe o temor ou a desistência quando se deseja e é sou o rio que se faz mar, que se tornará oceano sou a pequena centelha de vida que contempla o céu distante sou o desejo de ser e de estar em ti sou um rio que se sobrepõe a um oceano és um oceano onde o rio se fará fecundo...

UM POUCO "refletido" no espelho da vida... o coração que amamos parte (verbo partir) o nosso coração, fragmenta-o reduzindo-o a cinzas escurecidas pela dor e pelo desejo...
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UM POUCO "refletido" no espelho da vida... o coração que amamos parte (verbo partir) o nosso coração, fragmenta-o reduzindo-o a cinzas escurecidas pela dor e pelo desejo... enquanto outro coração que nos ama implora se fragmenta pelo nosso, que já não nos pertence e se dispõe a colar os fragmentos perdidos de um tempo que não volta nem se recompõe. DIFÍCIL a arte de viver...e de amar! perdi a posse do meu coração pro coração amado, perdi de fato e de direito ASSIM, já não disponho do que não me pertence! a vida é essa "doideira" sem tamanho... somos amados...e o que nos ama, só queremos bem e amamos...e sem querer saber que somos amados, amamos... mas os horizontes não se cruzam e somos na vida paralelas em direção ao infinito.

da gratidão tantas vezes... nos pomos de pé com a força que vem de fora
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da gratidão tantas vezes... nos pomos de pé com a força que vem de fora quando a de dentro no impossibilita a vertical somos gratos a vida e as oportunidades que nos oferece somos gratos aos amigos que encurtam distâncias somos gratos aos que nos afagam de todas as maneiras somos gratos àqueles que nos confessam AMOR somos gratos aos que nos conduzem na leveza do gesto e nos acolhe no aconchego do abraço e nos diz: "tô aqui" somos gratos aos que NÃO classificam o tempo em "memórias" mas em lembranças que levamos para além de nós e gratos somos àqueles que deixam seu aroma guardado no nosso peito e deixam a saudade em forma de brisa que nos acaricia a alma.

EU acredito em PapaiNoel... sou de uma época em que colocar o sapatinho na janela era sinal de um bom presente...era nessa mesma época que a magia povoava os sonhos de todas as crianças de onde morava e era só encantamento a espera de papai noel.
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EU acredito em PapaiNoel... sou de uma época em que colocar o sapatinho na janela era sinal de um bom presente...era nessa mesma época que a magia povoava os sonhos de todas as crianças de onde morava e era só encantamento a espera de papai noel. éramos oito lá em casa... e não tinha tanta janela pra colocar tantos sapatos... e era uma concorrência um tanto louca e cada natal e fazíamos uma espécie de sorteio pra vê quem colocava o sapatinho na janela. e era sempre eu a contemplada... e todos os outros sapatinhos ficavam espalhados pelo chão da casa... dormíamos cedo porque acreditávamos que papai noel só entraria pela porta se estivéssemos dormindo já que lá em casa não tinha chaminé. então fechávamos os olhos e logo chegava o sono... e pro meu desencanto, em todos os natais vividos na minha casa, ao amanhecer, via todos os sapatinhos enfeitados de presentes menos o meu... me entristecia e com os olhos arregalados de espanto via a festa das minhas irmãs ao abrir os presentes e eu a contemplar o meu sapato vazio. ai em lugar das lágrimas que não saiam dos olhos vinha a esperança de um novo natal...e o meu sapatinho continuava lá a espera do presente.

sim, o mar, o céu, o infinito confundindo a terra que jaz num paraíso que já não habita
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sim, o mar, o céu, o infinito confundindo a terra que jaz num paraíso que já não habita o vento, a brisa, a chuva confundindo a pele que arpeja a força, a vontade, o desejo confundindo a vida o caminho, a trilha, o curso de um rio inerte que se esvazia... contemplo o inalcançável do teu corpo a centelhas de milhas de mim e me recolho a tocar-te em pensamento num tempo altruístico e de deleite de um sonho tão intensamente sonhado e nunca vivido

refletir? *cabe a reflexão /
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refletir? *cabe a reflexão / imagine falar de destruição!!! como e porque terceirizar sofrimentos? como e porque atribuir as guerras aos insanos?! como e porque terceirar a responsabilidade de um mundo quase morto a outros seres, se vivemos no mesmo planeta porque atribuímos a outros a ausência de verde se somos nós que devastamos as matas e destruímos os pigmentos que dão cor a vida? como atribuir ao deserto a ausência de vida, quando as vidas que colhemos, se fazem deserto e se vão como opção de sobrevivência? como não desertificar o mundo se nós nos desertificamos por dentro? como fazer jorrar fonte de água pura se poluímos os rios como propagar o amor e amar o próximo, se não há próximo para ser amado e se o amor que é sentimento soa aos olhos de tantos como palavra vulgar, sentimento vil, inútil, desnecessário, quando não, se resume num ato de volúpia e prazer!!! um lamento! um lamento porque é tão propício terceirar a desonra de nós mesmos aos habitantes fantasmas de nosso planeta como se não fizéssemos parte do mesmo plano! convém a reflexão, a aceitação, a consciência do que somos e de que somos o mundo então somos a destruição! /Margarida Di