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Frases de Marcos Silveira

31 frases

⁠A realização é o júbilo de um ideal. Para alcançá-lo é necessário haurir as necessidades e resignar-se das insignificâncias...
⁠Anuência Permitas-me cortejar-te com poesias e momentos
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⁠Anuência Permitas-me cortejar-te com poesias e momentos caso não, com lembranças; pois as rimas me levam a imaginar aconchegado nos teus braços. Consintas-me sem suspicácias aquele beijo ardente e alucinado que instiga devaneios desvairados se não, contentamentos imaginários furtados dos teus lábios adocicados!

⁠ Saudade Haveríamos, talvez, de sentirmos melhor
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⁠ Saudade Haveríamos, talvez, de sentirmos melhor sem as consternadas chagas suscitadas pelos quantos sentimentos nostálgicos que tão são permanentes na saudade ? Quiçá, quando formos bagageiros do atroz infortúnio da insensibilidade ou enquanto meramente desprovidos do banal condão da constatação... Oh saudade, imperativa saudade! Por que de tantas formas se disfarça, por que de tantos trajes me reveste se tão em paz me faz a realidade?

⁠ Vital necessidade Distancio-me ao calcorrear nas ruas
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⁠ Vital necessidade Distancio-me ao calcorrear nas ruas percorrendo trilhas vagas e inexatas... Disperso-me no ativo de cada dia, doando-me aos devaneios das noites assim estarei seguro aos teus aportes. Amparo-me no saber de meus pais e recosto-me no sorrir dos filhos... Quando, no aluviar das lágrimas, rogo que me brilhem os olhos teus assim o amor haverei nos meus!

⁠O BANCO O céu era claro, nem nuvens mostrava o infinito chamava os idos passados
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⁠O BANCO O céu era claro, nem nuvens mostrava o infinito chamava os idos passados o vento frio soprava, o outono findava ... O olhar alheado assistia o tudo e o nada o bem-te-vi pipiava seus cantos rimados e no leque das asas alçou seu voo rasteiro. Meu olhar deliu-se no distante horizonte o silêncio soturno expressou a cruel solidão restou-me a saudade, folhas secas ao chão!

⁠Justiça Um propósito que me finda conquistado Dos livros e leis, provisionei o meu saber
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⁠Justiça Um propósito que me finda conquistado Dos livros e leis, provisionei o meu saber Do esforço ao estudo por inteiro dedicado Ora apto e notório, posto ao certo defender. Já não bastam as leituras silenciosas Subsistem preceitos necessários a fazer Praticar justiça e paz às vidas ansiosas Derrotar os pravos sortilégios do poder. São tão fortes as ambições que me tomam Quão são grandes as forças que me regem: Jamais render aos que imponham a desistência... Dedico assim às causas que me clamam Justo, estável e implacável; bravo Homem Frente aos inimigos que aventem resistência!

⁠Um certo dia... Remoto, porém atrevido e ousado declarei aquele desejo velado
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⁠Um certo dia... Remoto, porém atrevido e ousado declarei aquele desejo velado e de modo gentil meu querer revelei. Será que sequer fui notado, me mostrei intruso ou provável? Hum! Não sei, mas sei que abeirei... Suspirei ao sentir um olhar imprevisto, entendi o sorriso, foi o tudo que pedido; o coração entendeu o recado-pecado, do memorável beijo molhado!

⁠Intrépido delito Absolvas-me pela audácia de querer-te; é verdade que bastou-me um olhar inédito
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⁠Intrépido delito Absolvas-me pela audácia de querer-te; é verdade que bastou-me um olhar inédito posto que, súbito, ao ver-te, assaz amei... Indultes-me dos fartos atrevimentos, pois doei-me desvairado aos teus encantos preterindo o contexto, meus medos e receios. Ora não sustento mais a isso ser alheio; havendo-me tão e por absoluto apaixonado que coima ou pena devo eu então indenizar se ao teu amor sequer alcanço equivaler?

⁠Atrevo-me a Ti Onde escondes feiticeira Lua? Tanto enturvas-te, não mais te enxergo;
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⁠Atrevo-me a Ti Onde escondes feiticeira Lua? Tanto enturvas-te, não mais te enxergo; os versos, mesmo os tristes, levaste embora... Onde estás agora "alvor senhora" ? Desse modo, frustras-me de grafar poemas, solitário e lúgubre não mais poderei rimar pois sem teu reluzente estro não tenho temas. Venha, oferece-me o teu clarão viver careço do amor diário que tua luz me traz, pois me farei tétrico se não mais te ver !

⁠Náufragos A ti, sedutora sereia do além bastara lançar o compulsório olhar
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⁠Náufragos A ti, sedutora sereia do além bastara lançar o compulsório olhar para que tornasse-me vassalo fiel; aos olhos ofereceras ínsitos narcóticos verdes alucinógenos, em átimos diários... A mim, marujo indefeso e desvairado, sobejara a imposição da masmorra do amor proclamada em perpétuos éditos sentimentais; a nós, comparsas, a devassa conivência a dois singramos sem rumo, aos irrecusáveis últimos fatais!

⁠ Encontro marcado Intento-te, de modo incerto;
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⁠ Encontro marcado Intento-te, de modo incerto; ímpio ou carnal? Possivelmente! No silêncio singular, pressinto: não seria um ato perverso a dois? Cúmplice arranjo? Veras por certo ... Íntimo, atiro-me ao pensar-te, e me vem a cerce lascívia ilusória, e o querer se torna um ardor; os critérios apenas se vão, doando lugar ao méleo pecado ... E assim, suspeito o beijo plural e um obsceno abraço amante, com sabor de "cocada-real" ; cobiçado no segredo latente atrevido de amor sem igual!