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Frases de Marcos Peixe
20 frases
M'ais! Maaaaiiissss.... Uma mãe preta invisível
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M'ais! Maaaaiiissss.... Uma mãe preta invisível Lacrimessangra sobre O corpo visível de seu filho morto Sujo coração foi achado Por mais uma bala perdida Em mais uma periferia de Salvador Bahia.
Quando crescer Serei mar Mesmo sendo
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Quando crescer Serei mar Mesmo sendo Pingo de gente.
POUSA O OLHAR SERENO Em casa canto Pousa o olhar sereno
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POUSA O OLHAR SERENO Em casa canto Pousa o olhar sereno Ergue-o com doçura. Olha a Vida... E olha a tua vida! Teu coração te levará aos teus tesouros. Vou torcer, pessoa querida, Para que encontre neles A razão de seguir serena Firme e sorridente Em cada canto Por toda a vida.
Sempre que desisto de um sonho, Morro! Não tenho coragem de me olhar no espelho, choro! Mas se a esperança não morre
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Sempre que desisto de um sonho, Morro! Não tenho coragem de me olhar no espelho, choro! Mas se a esperança não morre E luto para transformar meus sonhos em realidade O impossível torna-se possível. Após muitas batalhas perdidas, venço enfim A guerra. Então olho-me no espelho, sorriu!
LAPIS CADERNO LIVRO pega, moleque, Este lápis caderno e livro
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LAPIS CADERNO LIVRO pega, moleque, Este lápis caderno e livro Agora estuda, que é teu direito Negado a nossos antepassados Escreve calcula e lê Nas estrelinhas das estórias Da história mal contada E desarma armadilhas seculares E seja para sempre, moleque, Gente preta sim! Feliz estudada empoderada Que é teu direito, Negado a nossos antepassados.
TIROS DE POESIA Engajamos versos na esperança de que um dia Nenhum corpo seja atingido
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TIROS DE POESIA Engajamos versos na esperança de que um dia Nenhum corpo seja atingido Por balas de revólver E sim por tiros de Pô pô pô... Esia!
A MULHER É a sensibilidade do Universo A intuição da Vida
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A MULHER É a sensibilidade do Universo A intuição da Vida A meiguice da Noite E a suave cor do Dia É a música da Natureza A caridade a sutileza e a beleza Personificadas É o equilibrio da criação Divina.
Passo a passo, passo. Pedras? (Ultra)passos!
O CIRCO O MENINO O PALHAÇO Vou ao circo, rir com o palhaço Nariz avermelhado
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O CIRCO O MENINO O PALHAÇO Vou ao circo, rir com o palhaço Nariz avermelhado Roupa multicolorida Sapato alongado. Voa ao circo o menino alado O olho arregalado A bermuda florida Chinelo remendado. Vou pro circo! O menino será palhaço O sonho realizado A vida querida Deixar mais menino abobado. No centro do circo o riso despojado De tanto riso largo Na face do menino Que um dia virou palhaço.
O CADEIRANTE E A ROCHA No meio do caminho Havia uma rocha:
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O CADEIRANTE E A ROCHA No meio do caminho Havia uma rocha: Tonelada! O cadeirante Anderson Chegou perto: passava Nada! Rocha de um lado A outro: área Ocupada! Mas ele é de rocha Usou seu poder: massa Cinzentada! No meio do caminho Hoje todos caminham: É calçada! (Homenagem ao cadeirante Anderson Santos, universitário e palestrante, diretor de grupo de dança (valsa), dançarino, defensor dos direitos dos cadeirantes).
CRIANÇAS E SAPOS Ouvia-os, antes das máquinas. Pela tarde
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CRIANÇAS E SAPOS Ouvia-os, antes das máquinas. Pela tarde A gritalhada soltava pipas Quando a noite e a manhã acordavam A coachação tomava o brejo com gosto. Grilos cigarras e pássaros Também barulhavam nossos ouvidos. Antes das máquinas...
MENINOS CRIADOS COM VÓ Sim, foram muitos! Vó foi
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MENINOS CRIADOS COM VÓ Sim, foram muitos! Vó foi Irmã, tia, amiga de peraltices Segunda mãe, de primeira Contou histórias não escritas Ensinou letras e números. Foi vó Quem acalentou essas crianças E medicou suas dores Feridas abertas pelo sumiço das “mainhas”, Que caíram no mundo ou subiram às estrelas.
Colo-água Alguém precisa mergulhar em você e Repousar em seus braços-oceanos
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Colo-água Alguém precisa mergulhar em você e Repousar em seus braços-oceanos Receber seu largo sorriso-lago Ficar em seu abraço-dique Ouvir sua doce palavra-rio. Essa pessoa é você! Todo dia, navegue go! go! Até Você-córrego silencioso Sem euforia e encontre Consigo-mar profundo Banhe-se de si Pessoa-cachoeira. E diga: “aqui eu fico!” Não se abandone! Mesmo nas incertezas do seu Eu-correnteza Diariamente seja seu principal Eu-afluente!
RAÍZ DO VENTO Sou a raiz do ventooo! Falou a menina
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RAÍZ DO VENTO Sou a raiz do ventooo! Falou a menina Face aberta, olhos em riso Braços desabrochados acolhendo a vida Enquanto corria-brincava No chão do sertão.
PIRATARIAAA!!! Filósofo, Cientista, Cirurgião Essência, Religião, Mitologia
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PIRATARIAAA!!! Filósofo, Cientista, Cirurgião Essência, Religião, Mitologia Físico, Matemático, Nobre Cidadão! Ciência, Civilização, Filosofia Sócrates, Aristóteles, Pitágoras, Platão A Grécia, a Europa, a supremacia... Só que não! Piratariaaaa!!! Indébita apropriação Na biblioteca, invasão Na pele, discriminação Alexandre, o grande¿ Sim, o grande invasor, usurpador, ladrão!
Rio Real A cidade era pequena Nós menores ainda.
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Rio Real A cidade era pequena Nós menores ainda. Em hora e meia Ela estava andarilhada. Meio-dia almoçávamos Na casa de vó Clarinda. Depois brincávamos Ela novamente.
RIO E LUAR: CATIVAR! (Marcos Peixe) Responsável eternamente
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RIO E LUAR: CATIVAR! (Marcos Peixe) Responsável eternamente Irá se tornar Por quem você cativar. Para sempre Amor e respeito haverá. Amplexo afago afeto Nunca nada faltará. Polos unidos Sol e mar. Ambos se refletirão Rio e luar. Dor e alegria Um do outro carregará. O Universo a favor Irá conspirar. Responsável eternamente Irá se tornar Por quem você cativar.
A CANÇÃO DAS MANHÃS (Marcos Peixe) Um pássaro pousou
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A CANÇÃO DAS MANHÃS (Marcos Peixe) Um pássaro pousou Na manhã da criança Chilreando em seu ombro nu! O orvalho, em gotas, banhava folhas e flores, Saciando a sede das borboletas. E o pássaro, pousado No pequeno ombro nu Gorjeava a canção das manhãs.
LEVADA DA BRECA (Marcos Peixe) Boneca de pano
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LEVADA DA BRECA (Marcos Peixe) Boneca de pano Corre danada, Grita, moleca: MInha boneca é levada, levada da breca! Boneca de pano Pintona não cala Bate panela: pein! pein! pein! Minha boneca é levada, levada breca! Boneca de pano Traquina, se esbarra Menina sapeca: Minha boneca é levada, levada da breca!