O Banho
Deslizando na pele de pêssego,
a espuma busca seus contornos,
enquanto as águas vão nos vãos passando,
E nela encontrando um calor de um corpo.
Abaixo navega levemente. O pelos largados,
ao afago da bucha, correnteza a baixo..
Face para cima , a espera do chuveiro .
Que derrama o líquido em seu corpo inteiro.
Um xampu e muita espuma.
Na beira dos sulcos arredondados, de onde onde se exala,
um perfume inebriante que a faz relaxar a tensão.
O sabonete escorregadio , depois de um tempo ,
é puro prazer.
ah.... um Banho bem tomado, como é gostoso.
marcos fereS
MULHER QUE NÃO SABE?
"TODA BONITA, LOUÇA FINA,
PARA A COMPANHIA QUE ESCOLHEU.
DO JEITO QUE NÃO SABE. OU SABE? OU FAZ QUE NÃO SABE?
SÓ NÃO DIZ QUE FUI EU."
marcos fereS
Reencontro
Vivia nas folhas secas caídas.
Nas cores vivas do açafrão.
Vivia no sorriso liberto.
Da música harmônica,
Do alegre sorriso espontâneo.
Da leve e doce canção.
Mudou, em uma esquina da vida.
Pousou em uma sala fria.
Deixou de lembrar-se de si.
Daquilo que ficou tão longe.
E o que mais procurava, já não era seu.
Porém uma sombra,a sobressair.
Fitava a figura.
Qual antes? Se ninava segura?
nas noites quentes antes do sono chegar.
Caminhava feliz ao vento.
Que refrescava o humor.
Aquela vida que estava ali?
Já se reconhecia?
Se lembrar. Um pouco perdia?
E novamente o hábito.
De correria sem freio.
De fins justificando os meios.
Para conseguir. O poder de decidir.
Esqueceu do que quisera.
Sonhos agora , só quimeras.
Do melhor que a vida deu.
De simples gosto.
E de objetos se adulava.
Mas com eles não preenchia nada.
Do vazio de seguir.
E de anulação e anulação.
Descobrir , que um dia viria.
Em descobrir. O que não estava lá.
Aquela força estava aqui.
Batendo no coração.
Com delicadeza a passar.
Falava. Abre a janela. Abre a janela.
Sou tua essência, o melhor de ti.
Nunca saí do seu lado.
Você esqueceu de mim?
Seja livre. Te permiti.
Sempre gostei de ti. Assim como tu és.
De alegrias, te preenchi.
E mesmo que agora , não vir.
Não se preocupe.
Vou reencontrar para ti.
Marcos FereS
O tapete
Ao capricho da tecelã,
o tapete é bordado.
E os desenhos são feitos ,
conforme o capricho e o nós
da tecelã.
A cada ponto; uma oração.
A cada desenho. Uma dança
Feliz que deixa saudade,
Quando separado por novos desenhos,
E cores que comporão o tapetes,
Com novos nós. Que irão separar
Por espaços. Ao capricho da tecelã.
E o cortar da tesoura.
Novamente se encontrando em novo,
Desenho. As linhas que guardaram
Saudades daquele encontro anterior.
Entrelaçar-se-ão novamente.
Ao capricho da artesã.
E poderão expor-se novamente ao
Esplendor. Daqueles que as enxergam,
Em novo desenho que será bordado.
Os pontos que ficaram amarrados por detrás,
Do tapete. Poderão um dia se encontrarem
Para formar novos desenhos em nuances de cores
Bonitas. Que deixarão novamente saudades.
Ou poderão separar-se por espaços distantes.
Ao capricho da tecelã. Que nunca para o seu tear.
São tantas linhas cingidas em diferentes
Espectros de cores. Que: quando se juntam,
Em diferentes desenhos e nós.
Abrilhantam e fascinam o olhar,
De quem as observam.
E provocam o desejo intenso, de se amarem
Também naquele desenho.
Mas ao capricho da tecelã.
Os desenhos e pontos. São realizados.
Rezados e bordados, onde só o mosaico,
Só pode ser visto, pelo lado de fora do tapete.
Se aquelas linhas vão se encontrar novamente.
Só o espaço de tempo irá dizer.
E: irão se lembrar novamente?
Não se sabe.
Tudo ao capricho da tecelã.
Um bom encontro de fios.
Que formam, um esplendoroso desenho.
Deve ser celebrado e rezado com intensidade.
Porque não se sabe. Quanto espaço, os fios
Irão encontrar-se novamente. Para comporem
Aquele desenho que deixou saudade.
Ao capricho da tecelã.
Marcos fereS
Vista
Vista-se do seu melhor jeito.
Da sua melhor forma.Do seu jeito.
Sentindo ou não direito.
E saia para o mundo para arrasar.
O melhor . Melhora a cada instante.
E o que não for de melhor não interessa.
Pode até chegar. Mas não vai ser convidado a ficar.
marcos fereS
Porque me chamas Senhor?
"Se um dia achares merecedor.
mais que; qualquer outro semelhante?
Achar-se melhor. Por ostentação material.
Por sentar-se em um monte de pedrinhas juntadas.
Achar que o sol, brilha só para
para alguns privilegiados.
E que sombras são para quem merecem?
Saibas. Os sentidos estão empobrecidos e o entendimento,
ficou em alguma esquina do passado.
Os sortilégio temporais aprisionaram a alma.
E Transformaram a criatura em vitrine viva, da miséria.
Que é exposta a cada dia . Sob o sol. No picadeiro do circo.
Onde imbecis batem palmas. Para loucos dançarem."
marcos fereS
Conto de Fadas
Flor de formosura.
Mistura a sua face. Com a luz do seu amor.
Não esconde essa beleza que invade.
Que vem para o mundo e lhe transforma em flor.
Doce aconchegante, chegaste. Meus olhos fitaste.
E nele, se aconchegou. Os sonhos que sentias, encontrastes.
E nem era tanto sonho. Era o seu ninho de amor.
Muito não precisava. Jogava na vida, largada.
Se preparando para seu dia chegar.
E aquele, que era seu queria. Nem de perto chegaria,
no príncipe, que construiu a salvar.
Mas esse sapo, bojudo. Quem diria.
Seria o seu guia, para o ponte do castelo atravessar.
E do encantamento sofrido. Era o que a libertaria.
Para essa verdadeiramente brindar.
E truques, não mais precisaria.
Esse sapo de aceitaria do seu jeito de ser.
Enfim liberta. De toda prontidão em alerta.
Somente, para uma vida melhor viver.
Descobrir, que príncipes e princesas.
São contos de fadas borralheiras.
Em que em todo o tempo aconteceu.
E que a melhor estória da vida.
É a do sapo e da abóbora.
Que nas suas próprias verdades se uniram.
E seu próprio amor viveu.
marcos fereS
Quanto aos sonhos
Quantos desejos o homem possui?
Quantos desejos uma mulher?
Se desejos são que giram rodas?
Prefiro rodas. Do bem me quer.
Quantas vontades há de cumprir?
Tantos sonhos a acasalar?
E toca o tempo. Toca a sorte?
Antes da morte, vir chegar.
E a vida continua. Não muda.
Mudam as pessoas.
Não os sonhos. Em tela de pano.
Quando os olhos, um dia aberto?
Restou in memória os desenganos.
Olhe para frente. Toque o andor.
O santo é de barro. E no ombro a dor.
Se cedo conheces. O mais longe se vai.
Realiza o teu sonho.
Porque a corrente, puxa pra frente.
Querendo ou não querendo mais.
marcos fereS
Depois de amanhã
O bom vem depois de amanhã.
porque depois de amanhã, vou estar preparado
para fazer, o que espero de; depois de amanhã.
Ah! Quando chegar depois de amanhã.
Só de sonhar, me alegra a alma e fico
contente só em pensar.
Do que virá depois de amanhã?
Você sabe. É bem melhor quando estamos preparados.
E quando a hora chega. Aí sim. Usufruirmos tudo o que é
de bom. É só esperar . Depois d amanhã , e pronto.
Mas será? se o que desejo agora; virá depois de amanhã.
Desejarei da mesma forma e intensidade, quando chegar?
Seria aquilo mesmo, o que queria?
Nem me permito pensar em contrário.
O amanhã de manhã tem que chegar.
Não quero ficar desanimado e pensativo.
Por isso. Que venha o depois de amanhã.
Vou ficar olhando para o teto.
Quem sabe o tempo passa mais rápido.
E não irei tomar decisões precipitadas.
Porque o melhor vem depois de amanhã.
Afinal paciência é uma virtude.
Acho ando , ficando muito virtuoso, parado.
Nos últimos anos?
marcos FereS
Tão perto
Tão perto. Que poderia toca-la com meu amor.
Mas esse jogo de esconde esconde.
Coisas de longe, que por dentro ficou.
Mas o que fazer.
Achar o jeito correto de amar o que deve ser?
Por tanta expectativa imaginada.
E tanto tempo perdido por nada.
Porque amar é saber compartilhar as angustias.
Hoje não lavo o carro. Você não lava a louça.
Deixemos o quarto desarrumado.
Só quero ouvir você.
E quero que você me ouça.
Não precisa falar nada.
E eu fico quietinho também.
Quando o medo passar.
Abraçados debaixo de um cobertor.
Podemos com a energia juntada; o mundo enfrentar.
Cada um para o seu lado.
Porque novas angustias, é certo que virão.
Mas toda a vez que estivermos juntinhos passaremos,
de novo, e de novo, e de novo.
E; muitos momentos felizes junto realizaremos.
Porque assim é que se ama.
Quem ama só a perfeição do outro.
Não ama. Ama a si mesmo. E procura se completar no outro.
O que é impossível.
Por isso amo seus defeitos. Aprecio suas qualidades.
E respeito. minha joia rara. Que encontrei nesse mundo.
E que me escolheu para ser seu par.
marcos fereS
Mirassol
Perfeita companheira,
Linda , explendorosa.
De exuberância, amorosa.
Musa adorável de meu jardim.
Educada, meiga , charmosa
Espetacular pessoa querida.
Inteligencia, estonteante, vivida.
Jóia rara, de nobreza generosa.
Educada, meiga , carinhosa.
Estonteante sereia,sincera, sol de minha vida.
Se ainda dúvidas? Perdoou-a.
São tantos indefinitivos a escolher?
Mas carrego nos adjetivos.
E , deixo as dúvidas com você.
E com o passar. O tempo há provar.
Os sentimentos são meus.
E esses: O tempo. Não vai apagar.
marcos fereS
Jardins de Narcisos
Ó plantas nascidas.
Desses jardins.
Que em alta voz anunciam.
As verdades de arlequins.
Não duvidam nem um pouco.
De um coração quase oco.
Do vazio. Dessa imensidão.
Não sabem que ainda é pouco.
Depois que tantos pés quase loucos.
Um dia. Já pisaram o mesmo chão.
E na tela, a verdade dizem saber.
Não sabem. Que não sabem.
De; que:
Para cada geração o que resta.
É o que cada um. Se dispõe a aprender.
O demais. É vir o tempo a passar.
Ensinar, o que deve ensinar.
Mesmo sem certeza.
Porque assim quisera a natureza.
O tudo. Não revelar.
Quem antes garantia. Que , de tudo sabia.
Como fogo de palha sumiu.
Porque a verdade que sentia.
Era tristeza e não sabia.
E para fé transferiu.
Agora tinha esperança.
De algum dia encontrar.
Num outro lugar haveria.
A possibilidade. de Finalmente.
Sua verdade provar.
marcos fereS
Os pensionistas
Uns chegam de dia.
Outros chegam a noite.
O tempo da estadia.
Ninguém sabe o tempo.
Varia, conforme os dias.
Varia. Com o movimento.
Alguns ficam poucas horas.
Alguns por muitas semanas.
Alguns nem saem do quarto.
E preferem assim permanecer.
Outros passeiam em tudo,
E saem por todas as partes,
procurando tudo conhecer.
Alguns para não tem hora.
Deixam a chave na porta.
E só volta depois da aurora.
Tem aqueles desarrumados.
Que deixam todas bagagens abertas.
Que só se organizam. Antes de sair.
Outros vivem arrumados.
Como nem estivessem ali.
Alguns provocam discussão.
Não foi como quiseram.
E dizem naquele lugar.
Nunca mais voltar.
Outros, ficam felizes,
já sentindo saudade do lugar.
Todos os pensionistas,
possuem algo em comum.
Antes de pegar o elevador.
Suas credenciais devem deixar.
Para pegar as chaves.
No roll, devem passar.
E ao sair . Pagam suas estadias,
Fruto de seus próprios talentos.
Desejando , ou não desejando.
Os pensionistas um dia terão de partir.
Precisarão partir.
Ou por causa de compromisso.
Ou por não ter mais aonde ir.
Tudo visitou. Tudo conheceu.
O estalajadeiro. Abre novas reservas.
Para novos viajantes vir atender.
Aqueles que um dia parte.
Sabem que, foram bem recebidos.
E nas suas malas, levam suas roupas
e algumas lembranças.
Se aproveitaram a estadia.
Terão histórias para contar.
Se apenas se ensimesmaram.
Poucas coisas irão lembrar.
O tempo nessa hospedagem nada conta.
Apenas os momentos realizados.
Em um mundo de faz de contas.
marcos fereS
Caderninho
A vida é como as letras escritas,
em um caderninho.
As palavras e frases uma após a outra,
sobre as linhas a se gastar.
As vezes escrevemos rápido,
e não a vemos passar.
As vezes as palavras saem tremulas,
Ilegível.Caprichosa, alegres. caçadas.
Mas continuamos a escrever, sem rascunho.
Uma palavra , após a outra.
Floreando verbos. Escondendo substantivos.
Foçando o imperativo.
E pacificando no objetivo.
Logo vem a escrita. Repetida.
Sismada. Inter locutiva.
Mas sempre palavras.
Representando uma imagem,
Que se agrega e se desfaz.
Nesse fazer da Vida.
marcos fereS
Gastando o Pão da Vida
Ó pequena centelha.
Não enxergas que seu cálice,
é cheio todos os dias.
E transborda, renovando a aliança eterna.
O espirito, insuflado em carne humana.
Animando a vida?
Teu ciume não permite compreender?
Que jamais compreenderá,
completamente esse amor?
Preferes esconder seus talentos.
E gasta-los, construindo torres de babel?
Que algum dia, seguramente. Será destruída?
O enxergas o maná , se derramando nesse deserto?
Alimentando sua consciência. Para alimentar esse amor?
Não enxergas. Que que criastes?
É o que te fazes sofrer?
Decifra-me, ou te devoro.
Te prostras a mim, e te darei o mundo.
A que diabo, tu serves?
A quem enganas, pensas enganar?
O tempo é chegado.
E a arvore que não produz o seu fruto.
será arrancada,
e, servirá de lenha para a fogueira.
Se o coração, não estiver pacificado na paz.
De nada adiantará todo o tesouro acumulado.
Quem anda na luz. Não tropeça da pedra.
E não adianta procurar a moeda perdida.
Próximo ao candieiro.
Se a perdeste no escuro.
Da tua alma.
Antes lava-se no tanque de Siloé.
Saia da sua cama e comece a andar.
marcos fereS
Tomadores de Lanches
Quando meninos.
Quantas brigas compradas.
Meninos que tomavam o lanche.
De meninos que não tinham nada.
Era de escola pobre.
Não tinha muito o que fazer.
Mas tirar pão de criança.
Somente para mostrar poder.
A covardia que se via.
Causava indignação.
E os pequenos se juntavam,
para fazer objeção.
Muitas vezes apanhavam,
mas justiça se fazia.
Os grande não se saciavam,
com a maldades que faziam.
Passou-se o tempo. E com ele o crescimento.
Os covardes que tomavam,
dos pequenos não aprenderam.
Com o suficiente não satisfaziam.
Só queria se apossar.
Do pão para dividir.
Seu prazer era juntar.
Tanta falta de zelo,
para tão pequena afirmação.
Crescerão e se educaram,
fazendo malversação.
E do contrário que queriam.
Todo tamanho não lhes servil.
Quando encontravam a parede.
No rumo se definiu.
E os pequenos que só viam.
Passavam a acreditar.
Que um dia crescidos.
Tão grande covardia.
Um dia acabaria.
marcos fereS
Rio Doce
Doce Rio, amargo o que te fizeram.
Milhões de anos Rio. Beberam de
suas águas doce.
Quantas vidas ajudou a criar.
Quantas histórias escutou.
Desde Caboclos e Índios.
E de macacos que se perderam.
Que pensam que pode fazer de ti?
Da Natureza ficarão impune.
De tanta cobiça, te fizeram sofrer?
Não reclamas. E continua se curso
em silencio. Carregando a sujeira,
cobiçosa da ilusão cravada no coração,
do infame.
Nem todos são assim. Sofremos contigo,
a via-sacra.
Há de passar. Anos quem sabe.
Mas se servir de consolo para ti.
Quando estiverdes novamente recuperado.
Nem ossos daqueles o machucaram.
Estarão sobre essa terra.
Estarão enterrados. Juntos com suas insignificância.
E ninguém se quer se lembrarão de seus nomes.
Você Doce Rio. Continuará. Vertendo Vida,
Namorando a Natureza. E sem se lembrará,
de quem tanto te fez mal.
marcos fereS
Escarlate
Conquiste o mundo.
Sonhe com as estrelas.
E divida com quem você gosta.
De conquista em conquista.
Descobrimos.
Que se não foram partilhadas
com pessoas especiais.
De nada valeram.
Foi apenas delírio. Poder sem amor.
Ter sem , se pertencer.
Acolher, sem gostar.
Enfim. O amor é o sentimento
Mais completo em realizações.
E nas miligramas de sua
renovação.
Impulsiona dentro do ser,
todos os sonhos e fantasias.
Que realizam os prodígios
na humanidade.
Escarlate.
Atinge seu momento mais vivo.
Quando concebe, Nova vida.
Nasce novo ente.
Nasce novo homem.
Nova mulher.
Intercalados em momentos
precisos e intencionais.
Para que a felicidade da vida,
Nunca se acabe.
E que faça desse amor.
O companheiro eterno,
do encontro acontecido.
marcos fereS
Nação do Olhos de Guaranás
Há muito tempo crescia.
na terra Tupi.
Plantas durmideiras condoídas.
Que as sorrateiras a chamavam.
De Terra de Macunaímas.
Porém em seus seios nasceu.
Raiz. da planta forte.
Que de semelhante , escolheu se chamar.
Nascido estava. O pé de guaraná.
Sim . A história se fazia ali.
Bem no centro daquela terra Tupi.
Também chamada planta de Vida.
Cheio de olhos, que enxergavam
todas sorte de pragas a surgir.
Não precisava para ela. Nada contar.
Porque tudo que nascia em volta.
Que fosse tirada do semelhante.
Aquela árvore mirava a olhar.
Fitando, fitando na espera.
Não adiantava o fato negar.
Com tanto olhos filmando.
Já estava fundada a nação.
Dos olhos de Guaranás.
De raiz forte. De imagens com definição.
Quanta sabedoria se fazia.
Quando o Tupi dizia.
Planta da Vida. Do semelhante.
Que via adiantado as plantas daninhas,
Naquele solo nascer.
O que é do semelhante. Não adiantava ceifar.
As sementes da planta se espalhava no ar.
E milhares de olhos, a vigiar.
E cada vez mais forte.
Ceifando as plantas de mortes.
Que só querem acumular.
A nova nação está chegando.
E todo olho virá.
A nação feita de lentes e semelhantes.
A nação dos pés de olhos de Guaranás.
marcos fereS
Pela calçada
Pela calçada,
fiz meu do meu mundo,
Portões fechados,
ou com muros bem altos,
para para sentir-me confortável,
das mazelas de outros.
Fiz até grades alcançando o teto,
mas deixei que me vissem também.
Enquanto via o mundo, também passar.
Deixei grades baixas.
Na esperança em
dias mais seguros.
Deixe a mostra, Jardins floridos.
Como sinal de bom gosto e zelo.
Também transformei meu quintal,
numa grande floresta.
Acumulei nas varandas muitos
despojos.Que um dia poderia usar.
Construí uma casa dos sonhos.
Construí paredes só de reboque.
Deixei de aparar os matos pelos viés
da calçada.
Pintei as paredes de várias cores.
Em tons de perfeita harmonia.
Nos muros passei uma porção de cal.
Da garagem, montei uma exposição
de carros alinhados.
Deixei velhos bancos, para não se perderem as
lembranças de um passado que passei com pessoas amadas.
Dos vizinhos , as variações de cores nos
cabelos. Cumprimento com acenar de cabeças.
Um olhar penetrante. E silencio.
A curiosidade? De como foi a história daquela vida?
Padronizados em condomínio. As mesmas medidas.
Juntando-se para assegurar uma ideia, de um sonho
de pertencer.
A mudança sendo descarregada.
Do casal que começa a construir seu ninho.
Fechando-se em silencio, parece um imóvel abandonado.
E os materiais, já algum tempo juntando poeira,
lembra que a reforma ainda não acabou.
E a calçada segue, até por toda a terra, concreto.
pedras , mármores , tijolos .......
marcos fereS
Dharma
A semente caída no lago,
morrer para germinar.
E rompe as águas com suas hastes
Retira do fundo lodoso.Seus nutrientes.
Abri-se em lótus.
Busca a direção da luz.
Multiplica-se em espectros
de todas variedades e cores.
Espalha-se em virtudes,
Em círculos concêntricos.
Da sua raiz, até a flor.
O espírito não muda.
E transitam pelo lago,
de um lado para outro.
Por onde o vento soprar.
Distribuem suas belezas,
Espalhando-se na vida.
Multiplicando, seus talentos.
Sem nenhum esforço.
Apenas crescendo,
E multiplicando-se.
Para aqueles que conseguem enxergar.
Se fascinam, com suas vibrações.
Através do reflexos da luz,
Que penetra suas almas.
Isso é o suficiente.
marcos fereS