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Frases de Marcos Decliê

10 frases

⁠Programado Eu, Eu... Eu vi... Eu vi minhas poesias escorrerem
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⁠Programado Eu, Eu... Eu vi... Eu vi minhas poesias escorrerem Entre os dedos das mãos Descobri no meu mundo A inconstância do ser a vagar na razão Movimento perdido, espírito adormecido O desertar de um corpo Eu, eu... Eu era a seta Mas não acertava o alvo Por não estar plugado Entre o mim e o EU Espírito e alma, amor e calma. Me procurei em mim Mas eu não estava lá Dei de cara com o vazio De minhas angustia Descobri que ao procurar Nem sempre a gente encontra o que busca. Tudo isso é fruto do medo Implantado em nós Somos muitos, mas não podemos amplificar nossa voz. Eu, Eu... Qual robô eu era programado pra dizer sim ou não Pra satisfazer você, Mesmo que ferisse a verdade do meu coração. Em vez de Deus, consultamos Freud Somos mantra do que pode ou não pode. Maquiagem a cobri semblantes triste De atores tristes de um filme triste

⁠Disfarce Eu rio para não mostrar a lágrima no coração.
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⁠Disfarce Eu rio para não mostrar a lágrima no coração. Canto para disfarçar a solidão. Eu expresso o amor para não mostrar que o meu amor não existe, que no meu interior tudo é triste. Eu falo dos meus sonhos mas sei que minha realidade é esta Novamente estou aqui tão só no fim da festa Eu me encanto com a vida para não mostrar que minha vida é um recanto de ilusão Eu vejo pessoas se amarem falando de paixão mas meu destino é ser tão só, eu e a solidão Eu me rendo a beleza de uma flor, Eu rio para não mostrar que meu riso chora lágrimas de dor. Se você me encontrar sorrindo, Ajude-me

⁠Bicho do mato Bicho do mato Criado no meio do mato eu sou
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⁠Bicho do mato Bicho do mato Criado no meio do mato eu sou Quase não tenho leitura nenhuma Pra saber decifrar as farsas da lei No mato sou tal o rei da selva Sou de pouca doçura Quase não tenho leitura Mas com a etérea natura Aprendi a me harmonizar Bicho do mato cansado de tudo, De ver gente caída no chão Por causa de gente que não tem coração. No mato nois é amigo de tudo No mato nois morre de morte morrida No mato nois colhe mato Para cura da ferida Eu sou assim meio rude Mas a minha virtude É saber conviver pacificamente Com a essência das coisas de Deus

⁠Espinho na rosa Sem ter você sou todo pranto Sou a voz do canto que chora
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⁠Espinho na rosa Sem ter você sou todo pranto Sou a voz do canto que chora A ausência da flor Sem ter você sou qual fevereiro Sem Carnaval a festa acabou Sem ter você sou chuva lá fora Sou o passarinho que não beija flor Sou a falta de amor Sou a Bahia sem Alegria palavras sem poesia Sem ter você sou seca no chão Sou dor cortante no coração Sou a própria solidão Sem ter você sou a fúria do medo Sou ser sozinho na multidão O desafino da canção Sou nota sem som, música sem tom Sou o espinho na rosa Sou o rosa mas tenho espinho sou um verso ruim O inverso de mim Sem ter você sou nada Sou a estrada sem fim Oração sem fé Marcos Decliê

⁠Fuga Eu queria fugir para bem longe lugar qualquer onde ninguém
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⁠Fuga Eu queria fugir para bem longe lugar qualquer onde ninguém me alcance Abriria as portas do meu coração, deixaria entrar a emoção pintaria de azul o negrume interior nesse dia então, eu conheceria o amor. Eu queria fugir para bem longe. Das coisas insanas do mundo, do abismo profundo em que minha alma se perdeu. Queria fugir do medo que me atormenta do egoísmo que lamenta a falta do EU no refletir do espelho Eu queria fugir para bem longe. Da violência desesperada que mancha a paz de sangue Da Felicidade alucinógena que as drogas traz Mas, que alegria é essa que não traz paz Eu queria fugir mas não sei para onde. Se tudo que me atormenta não está lá fora, está aqui, dentro de um ser intranquilo que nada entendeu e se perdeu nos seus medos profundos Na encruzilhada do mundo do seu eu na decrepitude social Marcos Decliê

⁠Iguais Somos todos iguais, mas diferentes Animal de nome gente
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⁠Iguais Somos todos iguais, mas diferentes Animal de nome gente Sensivelmente construímos nós. Feitos de barro e varias misturas Às vezes brando, Às vezes a própria loucura Insanos no amor e na arte No que pertence a nós Ou a outra parte Somos todos iguais, mas diferentes de tudo Exagerados, por muitas vezes mudos Submisso ser que aprisiona a alma Na luz da razão da nossa própria calma. Somas a trilha sobre a qual o amor se move Aprendendo a viver depois que se morre. No caminho das pedras avistamos a luz A cor da razão que a vida traduz. Somos a chave que abre o caminho de nós mesmo escancarando as portas dos nossos medos, Libertando do intimo toda dor Pra descobri que somos frutos do mesmo amor. Marcos Decliê

⁠⁠Pensamento ou Programação? O que você pensa você acha que É pensamento seu.
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⁠⁠Pensamento ou Programação? O que você pensa você acha que É pensamento seu. Você foi programado e ao menos Se quer percebeu Do que está em si, em se foi forjado A várias mãos, Você é construção paulatina da revolução. Comum, comum a todos, comunismo Você acha isso comum Uma mentira muitas vezes contada Nunca será verdade em lugar nenhum. Você foi enganado E o que tem em você São frutos de uma programação, Corrupção da linguagem Dessa doutrinação Mexeram com sua psique E o tornaram robô repetidor Cativo de uma ação oculta Que nem ao menos se quer Você percebeu, Que o mecanismo te programou. Num sistema de redefinição Narrativas e propaganda Nessa senzala ideológica Escravizando tua opinião. E com olhos vendados Você segue imerso no breu, Num imbecil coletivo Achando que tudo é Pensamento seu.

⁠Entre a razão e o teu amor Se eu tivesse o dom De cantar no mesmo tom
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⁠Entre a razão e o teu amor Se eu tivesse o dom De cantar no mesmo tom Te cantaria assim: Como as flores cantam os campos Como a voz em tom de enconto Silenciaria o meu pranto Se eu desafinasse de repente a melodia Te angústia ria, pois não me aceitas como eu sou É como se tua estrutura Me roubasse a fantasia. Tua poesia me cala as palavras E não queres ler o meu silêncio. Sinto que tua mágica te falha Pois não aprendeste a fazer truques Quero que o meu coração Pulse o teu sangue Minha voz fala a tua voz. Eu queria fazer desabrochar do teu sorriso, A essência de uma flor Me perder entre a razão e o teu amor.

A dor do homem O que seria da dor Se não fosse o amor?
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A dor do homem O que seria da dor Se não fosse o amor? Caminheiro sozinho ficaria a vagar Tão perdido no tempo Disfarçando lamentos Escondendo seus sonhos E o desejo de amar Viajando sem rumo Apostou no destino Di que, o que tem que ser Assim o será Deixou a alegria de quando menino Passarinho sem ninho Desaprendeu a voar A dor do homem Nesse processo de busca Tentando sozinho se reencontrar Para deter os seus monstros Medos e angústias, A luta é contra si mesmo... Mas o homem... O homem... Que tenta entender seu destino, Se achar no caminho. Viver sonhos de criança, remontar a esperança Regressar ao seu verdadeiro lar Há sempre um tempo Em que sonha em voltar Ao que um dia foi, outrora Uma outra vida, lá fora Para cumprir com o que foi combinado Desse ou daquele lado Sementes sadias de novo, plantar... Mas o homem... O homem sempre sonha em voltar.

Passageiro do tempo Somos passageiros do tempo Amanhã voltaremos para casa,
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Passageiro do tempo Somos passageiros do tempo Amanhã voltaremos para casa, Caminhando sob luzes Reflexos da nossa jornada. Quem sabe como caminhar vai longe, Constrói sua própria chegada. Espalha o bem pelo bem do amor... De flor em flor a semente foi germinada. O caminho da volta está pronto Para a nossa viagem, Lá no trem do futuro Não precisa bagagem. Que em nossa estada aqui Aprendamos a viver o amor Para que se possa evoluir, E bordar o caminho de flor. Doar o bem, dizer amem, Obrigado senhor. A cada vida uma aula nova, Passo a passo segue a multidão O caminho é cheio de provas, Uma passagem para evolução O fruto que colheu é da videira Que você plantou Amargo ou doce tem o teu sabor