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Frases de Marcos Decliê

2 frases

Aqui No pé da serra eu construí o meu barraco Fugi da correria,
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Aqui No pé da serra eu construí o meu barraco Fugi da correria, Da selva De concreto e cimento armado, De valores forjados, Onde animais indomados se corroem, Se autodestroem E morrem aos poucos. No pé da serra eu vou viver em harmonia Vou ver brotar a luz do dia, Sem cortina de fumaça, Sem medo de arruaça, Sem essa de internacionalizar. Aqui o viver é bem melhor, Os animais se respeitam, Não respeitam horários Nem têm regras para seguir. Aqui tem cheiro de mato, Flor no regato, Tem lírio e colibri. Aqui tem vida, sim. A língua falada é o viver, Viver melhor, Viver melhor. Aqui não tem televisão, Nem globalização, Morte no asfalto, Mãos para o alto, “Isso é um assalto”, Dá-me o teu dinheiro e a tua roupa, És um prisioneiro nessa vida louca, Na selva, De concreto e cimento armado, De valores forjados, Vive condenado a vegetar. Marcos Decliê

🎵 Voto Incônscio Vejo a face sofrida desse povo, que tem o corpo surrado
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🎵 Voto Incônscio Vejo a face sofrida desse povo, que tem o corpo surrado e a miséria nas mãos. Trazem no peito a dor da fome, na batalha da vida nada lhes basta. Esse rosto sofrido, banhado por lágrimas, essa marca que o tempo não apagou, um povo semimorto, tratado qual animal, por miseráveis políticos profissionais. Ouço promessas e falas desses ignóbeis homens, que têm em seus planos serem herdeiros do poder. Na hora do voto eles falam da fome, mas depois de votar, tanto faz você morrer. Bordam suas mentes com fachadas e mentiras, suas máscaras escondem toda ignorância. São discípulos de mercenários e suas ganâncias, pobres preguiçosos, com seus corpos letais, se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz. Vejo um povo sofrido e sem horizonte, que vive num submundo, dentro de barracos. Não conseguem ir além da fome, e caem aos pés da miséria, vestidos de trapos. Eles criam suas próprias leis, eles são reis, de uma elite imunda, que tenta nos injetar a inconsciência profunda. São loucos, dotados de alarvia, somos prisioneiros de uma falsa democracia. Bordam suas mentes com fachadas e mentiras, suas máscaras escondem toda ignorância. São discípulos de mercenários e suas ganâncias, pobres preguiçosos, com seus corpos letais, se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz. Eles criam suas próprias leis, eles são reis, de uma elite imunda, que tenta nos injetar a inconsciência profunda. São loucos, dotados de alarvia, somos prisioneiros de uma falsa democracia.