Faz parte, em parte... Questionei-me, por muitas vezes, se de fato o que eu sentia era amor. Aprendi com as decepções que a felicidade está em mim e não nos outros.
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Faz parte, em parte... Questionei-me, por muitas vezes, se de fato o que eu sentia era amor. Aprendi com as decepções que a felicidade está em mim e não nos outros. Me ergui todas as vezes em que pensei que a vida havia colocado um ponto final na minha história. Sofri, gritei, chorei por coisas que perdi. Hoje compreendo que ainda tenho as lembranças, e isso ninguém me tira. Passei a enxergar as pessoas como seres humanos, não mais como objetos. Fui sincero e me desprezaram. Fui falso e me amaram. Sempre me entreguei por inteiro, hoje consigo enxergar os meus limites. Aprendi que sofrer por antecipação faz um mal danado. Viver um dia de cada vez é o suficiente. Quis voltar no tempo e apagar algumas coisas do passado, hoje entendo que o meu passado, em grande parte, é responsável por quem eu sou. Tentei decifrar mistérios, compreendi que alguns são indecifráveis e outros não valem apena saber. Me ensinaram que as coisas são como são e que eu tenho que aceita-las. Descobri que eu faço a minha história e cabe somente a mim o momento de alterá-la. Confesso que sempre preferi enxergar o que é evidente, mesmo sabendo que as pessoas existem muito além das aparências. Já ouvi falarem que viver não é fácil, que a vida exige muito da gente. Ah! Tenho que concordar, apesar de saber que também exigimos muito dela. Sim! É assim... Sentimentos que me afloram a alma, vontades que me corroem a calma, costumes que internalizei. Coisas que eu sei, segredos que guardei, verdades que omiti. Faz parte, em parte, faz parte..