Lançados ao acaso da folha em branco, somos manchas que o tempo dispersa, manuscritos rasurados em um banco,
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Lançados ao acaso da folha em branco, somos manchas que o tempo dispersa, manuscritos rasurados em um banco, fragmentos de uma voz que não conversa. Linhas cegas cruzando o vazio absoluto, cada uma em seu exílio de carvão e cor, um traço torto, um borrão em luto, tentando esboçar o contorno do amor. Buscamos no outro o ponto de encontro, a intersecção que nos faça um desenho, mas seguimos à margem do próprio encontro, perdidos na pressa de um vago desempenho. Somos apenas rabiscos soltos de tinta, vetores abstratos de uma força qualquer, que teimam na busca, enquanto a luz finda, de alguma coisa que o mundo saiba ler.