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Frases de Márcia Morelli do livro poemas extraídos do livro "tudo aqui é seu!"

1 frases

"Hoje em que tudo tem teu nome, tua cor, tua cara, teu cheiro, teu espírito, Foi que senti o todo, o tudo, o imenso, o labirinto, a paz, o pulso, a entrega, Então era eu quem te pedia quem te cobria, te pressentia, te espreitava,
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"Hoje em que tudo tem teu nome, tua cor, tua cara, teu cheiro, teu espírito, Foi que senti o todo, o tudo, o imenso, o labirinto, a paz, o pulso, a entrega, Então era eu quem te pedia quem te cobria, te pressentia, te espreitava, Foi você quem me sentiu, quem me velava, quem me libertava, me carregava e me seduzia. Da imensa solidão, vim assim de um profundo esconderijo, sem luz, sem prisma, Cheia de chagas, repleta de medo, desprovida de sonhos, arranhada por dentro, Na grande órbita, minhas preces lançadas, minhas súplicas, minhas lágrimas, Foi você quem me puxou do abismo, beijo-me as feridas, curou-me com suas mãos. Hoje em que tudo tem teu nome, tua cor, tua cara, teu cheiro, teu espírito, Foi que renasci do teu querer, das tuas carnes quentes, a procura da tua boca. Então era eu quem te buscava, quem te desejava, te sussurrava, te queria, Foi você quem me tomou, quem penetrou, me amou, me desejou e me bebeu. Do imenso prazer, regressei assim, repleta devida, perdida em ti, ávida por dentro. Cheia de luz, repleta de prazer, desprovida de vícios, ávida por dentro fui só de você. Na grande mudança, meu corpo, minha pele, minha vida no teu olhar encantador. Foi Você quem me revelou a predestinada, designada a ensinar-me o amor.” Márcia Morelli Poema 47 Nossa casa, nosso mundo, nossa perplexidade Lavamos os corpos, tirando dos ossos a cólera Os absurdos vindos dos guetos. Resquícios do submundo Despimo-nos dos detalhes e das notícias ruins Nossas vidas, nossos destinos, nossas Histórias Deixamos nos cabides as roupas, s memórias, Sonhos ceifados e os amores mal formados. Nossas mãos, nossos corpos, nossos lábios Transmutados; mudamos para dentro de nós E quando abrimos as portas, as pernas As Bocas, os braços. Não queremos visitas! Perdemos a conta, Sublimamos as dores com orgasmos multi cores Deixamos a lua parindo outro dia Com nossos genes, gostos e odores. Nosso dia AMORE! Márcia Morelli 24/10/2008 Poema 48 Meus dedos, meus medos, tremem, gelam, enrijecem Quando me perguntam o que tenho. Eu Não tenho casa, não tenho dinheiro nem bibelôs. Tenho uma prateleira repleta de histórias Que pinga versos, livros que guardam as almas dos poetas desencarnados Suas palavras vivas. Posso beijar-lhes os lábios melados de poemas escandalosamente Santos É só o que possuo, o resto são coisas sem importância. O que habita meu ser, isso é meu. Ninguém rouba ninguém usurpa. São tantas pessoas, muitos dias As horas todas de minha vida. Tudo ávido, colorido, nada enfadonho Nas horas vagas, leio os poetas, Alimento-me deles, penso que estou agradando a Deus Meus anos meu corpo, minhas marcas. A cada dia desperto modificada Só que me ama vê-me inteira e sabe de mim. Ela sabe do que preciso E nos dias rotineiros, faxina minhas prateleiras. Márcia Morelli 21/11/2008. Poema 49 Para as praças vazias: Pombos magros, grama enegrecida, uma prostituta e um drogado Para casas grandes: Festas, empregados descontentes, um jardim de gerânio e azaléias Crianças correndo no quintal, mesa posta para a mesa do Natal. Para o velório: Um dia chuvoso, um parente distante, Café com bolachas, uma boa desculpa, Para o Término do casamento: Uma sogra viva, uma noite medonha, Filhos neuróticos e amigos solteiros. Para Tudo: Sacrifícios, artimanhas, disfarces. Todo fato tem dois lados. Sob quais circunstâncias somos levados a reciclarmo-nos? Séculos após séculos o mesmo contexto só muda o cenário. Para mim fica a pergunta: Tantas convenções, tudo tão obvio, Como rompermos com os vícios passados? Ainda bem que recebi um presente Que veio romper o círculo vicioso Para reescrever minhas páginas: Uma vontade, um sol morno, Um final de tarde. Dentro da caixa... Um Girassol! Márcia Morelli 18/02/2009. Poema 50 O tempo zomba da lua com cara de tonta Que gira e se esvai, inflando-se Nova novamente chora minguando Assim também nós passamos ou somos empurrados E atônitos perdemos o melhor por do sol, o melhor beijo Envelhecemos com o cenário. Nossas cascas somam rugas, pintas, cicatrizes Nosso espírito querendo ir... O tempo despeja pedras. Hora tropeçamos noutra retiramo-las. Carregando-as e jogando-as Novamente cegos, alheios, absortos, poeirentos Não vemos as flores Quero saborear a vida, correr menos, Sabotar as horas e me alimentar de vento! E numa cadeira espreguiçadeira Numa paisagem qualquer, Rir do que fez de mim a vida E que não dei ouvido a ela. Sem passos de coturnos, Sem rastros de misérias, Apenas “o “caminho livre das” pedras” Ter um querer dormindo entre meus dedos E seu beijo ao alcance da minha boca Para que eu nele saiba do mundo, de mim. Templo de paz; Desejo de ficar. Márcia Morelli Poema 51 Tudo que quero saber Às vezes não encontro outra coisa O óbvio, o óbvio! Fato, relato louco! Basta um passo calculado Um puxão de lado Assim, preciso! Não há resistência... Entre dois parênteses um ponto Encontro um Oasis me esqueço da hora Bora para dentro, Enquanto lá fora Tudo passa a ter teu cheiro Tudo que preciso sentir Às vezes não encontro outra coisa Teu Prazer, Teu prazer! Isso é outra história! Márcia Morelli 18/02/2009. Poema 52 Desmantelado os cabelos, Roupas surradas e tão repetidamente vestidas... Nada de malabares, é bom evitar um desastre! Em pé frente a pia... Cascas, latas, frutas, raspas de limão, um vinho tinto... Cravo, canela e a bela em um canto A declamar versos densos, tão suculentos Quanto o molho de manjericões frescos O aroma de vinho, noz moscada e sálvia Deixam boas novas, afetam a ordem, Interferem na compostura! Olho sorrateiramente, Tenho limão com gengibre na ponta dos dedos, te roubo um beijo, Ela de pernas cruzadas com seus pensamentos... Sempre que posso repito esse ato sagrado de cozinhar pra ela... Após degustarmos os pratos... Lavamos as louças, agradecidas pelo alimento. Fazemos planos possíveis, apagamos as luzes e nos amamos na sala. Márcia Morelli 15/03/2009. Poema 53 No escuro presumo... Ela deve estar dormindo. Chego mais perto e colo em suas costas um beijinho Espero um momento... Ela se vira molenga... Passa as mãos em minhas pernas, eriça, atiça, se esfrega e rebola cheia de tesão e preguiça. Tenho seus bilhetes guardados. Tenho comigo todas as horas desde o primeiro encontro. Ela vai me consumindo, me bebendo, desesperada, Entrando e saindo sem pensar no que pratica Escorre, molha, esfrega, geme não me desperdiça... A lua, à noite, as aves, os anjos, o vento... Disfarçam educados que são! Permanecem assim imóveis, em silêncio! Quando exausta me abraça devagar... Sorri, chora e deita em meu peito... Eu tremo, desperto... Refeita no orgasmo te faço o mesmo. Márcia Morelli 15/03/2009 19H50M Poema 54 SUBTERFÚGIO Fugindo para fora de mim... Quero ignorar quem Eu sou e aqueles que me ignoram. Minha voz falha, falar tem me cansado Hoje não indago, não discuto, não rebato não assunto, não recomendo, Não atesto, não disserto, não defendo nem propago. Em meus corredores silêncio... Quero redescobrir meus quereres e aqueles me queriam Meu paladar insosso, insípido entra em colapso Hoje não bebo, não como, não degusto, não provo, não mordo, Não mastigo, não cuspo, não salivo, não engulo. Meu espírito intangível, insondável e aflito... Quero provê-lo de júbilos e aqueles a quem o alegrou. Hoje não peço, não puno não sonho, não oro não velo, Não relaxo, não divido não me elevo nem saio. Todas as possibilidades me espreitam. Quero ser livre e libertar aqueles que serão livres em mim Meus olhos abstraídos de lógica me traem. Hoje não distingo, não traduzo, não flerto, não espio, não aprecio, Não bisbilhoto, não vejo, não vislumbro nem lagrimejo. Márcia Morelli Poema 55 As criaturas que habitam o céu devem por certo Sentirem coisas semelhantes As criaturas que habitam a Terra. Sintam talvez o mesmo desejo de poderem tocar seus dedos nas fontes e nos mares, Assim como desejamos voar pelo espaço e tocarmos nuvens. O intocável para eles O inatingível para nós. Criaturas do céu, Criaturas da Terra. Desejamos estarmos um no lugar do outro, É ai que nos encontramos Nesse espaço entre o deles e o nosso. Mas somos insatisfeitos com o que temos, Que não percebemos a presença uns dos outros. Por isso dizemos que as criaturas do céu são invisíveis. 17h00m. Márcia Morelli 16/06/2007. Poema 56 Sempre que alguém cruza nosso caminho e depois passa a fazer parte da nossa vida, Ascendem em nós faróis multi cores São as experiências dele mesclando-se a nossa. Assim é que acontece o tempo todo, sem dia específico Você tão Young, tão beautiful, tão mine... Give your mouth, your body and more... Seus dias all time! Suas mãos so friend! I hope for you toda noite. E a cada amanhecer Ser diferente I fell when I AM sleeping um pouquinho de você se mudou pra dentro de mim. I have you now, running in my blood. It’s truth! Sempre que penso no ontem, surpreendo-me com as mudanças. Love is true, I think as! Hoje estou com muito de você em mim Minha alma multi cor, teus beijos, tuas historias, meu passado, nossa união... Farol a brilhar our spirits so blue Our lips wets… fazendo-me feliz da concha da minha orelha ao dedão do pé! I need your Love forever! Márcia Morelli 25/04/2009 Poema 57 O sol a pino e o rosto ressequido Abrupta paisagem, seca no solo Orvalho aqui dentro. A vida se esvaindo, pingando... Nesse gotejar um cheiro de liquido amniótico A vida companheiros também tenta escapar-se Tinha eu na pele ainda a queimar, o calor dos raios do meio dia. Quer que eu fosse, assolava, flamejava, entristecia-me. O tempo sempre sagaz tirava das unhas o pó Fingindo imparcialidade Encenava astuto ser um Elemental que por ali passava Alheio, sem dar conta do meu desespero! Eu solitário objeto não identificado, Esquecido dentro da mortalha esculpido de velhos sonhos saliva e pó. Eu quase imperceptível lunático sentindo tudo diante do nosso feito Um viril varão que enlouqueceu Tinha calor, febre intra-uterina O tempo agora era cabra ruminando o capim O sol se despediu sem que eu lhe retribuísse o até amanhã! Exausta adormeci sem receber o beijo frio da lua... De certo hoje serei outra coisa Ate que alguém me descubra. Márcia Morelli 15/02/2009. Poema 58 Tantos passos perdidos nessa estrada comprida. Fui perdendo meus pertences sem sabê-lo se me pertenciam, Quando enfim parei, minha bolsa estava impregnada de cheiros, Beijos tatuados na minha pele, Repleta de ruídos planos, rosto estampado Na lona suja. Tanto tempo..., minhas velas, meu instrumento, noites nas ruas. Os Poetas, os amigos tagarelas, as damas viciadas em batom! Quantas paisagens gravadas nas retinas, sol, vento e tempestades. Agora repouso meu esqueleto, Como se pudesse descarregar e me esquecer de tudo nessa caminha quente...! Nesse quarto onde passo as noites a olhar o rosto da moça Que dorme profundamente. Nem sabe o quanto paguei para chegar aqui e me aninhar junto dela. Para estar agora em paz repousando meus anseios sobre esse campo de flores pintadas Grotescamente por uma máquina flores inventadas em tom, De cor Laranja espalhafatosa e miolos azuis... Hoje sou capaz de tudo quase. Só não sei se saberia sonhar essa vida sem os olhos dela. Márcia Morelli Poema 59 Acorda Moça! Sai do quarto, Arruma as tralhas, Vem para a rua! Vem logo, Moça! Sai descalça, Esqueça o cabelo, Vem ser livre! Olha para mim, Moça! Desce a soleira, Destranca esse riso, Vem me dar seu beijo! Abraça-me forte, Moça! Esqueça os vizinhos, Assusta seus medos, Vem e dança comigo!