"O homem que reconhece o absurdo da vida ou a vive intensamente ou a perde de vez, deixando a segurança desse mundo. No entanto, aquele que não o reconhece, nem a vive intensamente ou nem a perde de vez, pelo simples fato de que ele não existe. O absurdo é a razão lúcida. Como dizia Platão: 'Uma vida não questionada não merece ser vivida.'"
"Esquece esse negócio de que numa relação à gente tem que ficar fazendo charminho ou escondendo o que sente. Isso não é um romance, isso é um jogo de baralho onde temos que esconder as peças e o outro não é seu namorado ou namorada e sim o seu adversário, o qual você tem que vencer na jogada. Se isso acontecer de novo, lembre-se: você se tornou num grande jogador e não num grande romântico. Mas, às vezes, é assim que tem que ser."
Algum livro estranho me espera
Mas devo tê-lo perdido
Com caneta de tinta branca e papel azul
Não foi por mim reconhecido
Provocado por essa ausência
Passaram-se muitas horas
E o livro estranho a minha espera
Com tinta branca chora
Persisto em procurá-lo
Sendo autor de diversas obras
Entre desalentos e desencontros
Sempre um escrito me consola
Essa é a sina de todo escritor
Procurar o seu livro estranho
E entre pensamentos e dor
Uma história de amor com final tristonho
Já estou a me deitar com uma angústia monstruosa que se esconde de baixo da cama, tentando puxar os meus pés. Deito-me agora para amanhã estar de volta a velha realidade mundana. Posso até pegar um papel e tentar escrever algo tão falho quanto a tinta da caneta com que tento escrevê-la.