Normalmente não tenho resposta, fico em silêncio. Sinto muita vergonha vez ou outra de assumir pra quem escrevo.
Frases de Marcella Prado
225 frases
Um dia também vou me cansar de te amar sem retorno.
Se faço um, não faço outro. Se bebo, não estudo. Se estudo, não bebo. Nunca tenho equilíbrio. Se amo, amo demais. Amo até querer morrer. Se odeio sinto raiva, tanto ódio que quase espumo. Na minha vida não existe meio termo. Só eu que sou meia e incompleta.
Sinto saudades dos detalhes. Sinto falta do cheiro amendoado, da fragrância do perfume, que misturado à tua química tornava-se único, diferente.
Dizem que é normal, que vai passar. Não acho nada de normal nisso, não vejo cura nem diminuição. Quanto mais o tempo passa, mais o rombo cresce. Percebe? Quanto mais a tua vida parece andar pra frente, a minha está estancada. Estou cada vez mais louca, mais bêbada, mais dopada, m…
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Dizem que é normal, que vai passar. Não acho nada de normal nisso, não vejo cura nem diminuição. Quanto mais o tempo passa, mais o rombo cresce. Percebe? Quanto mais a tua vida parece andar pra frente, a minha está estancada. Estou cada vez mais louca, mais bêbada, mais dopada, mais adoentada.
Sei que um dia o tempo se encarregará de tirá-lo de mim.
Eu sinto teu desprezo de longe, é impressionante. Você não falha.
Chove, chove. Tempo nublado, inverno recém começou e ainda não vi o meu amor. Ainda não sei como ele está. Não sei se ainda gosta de comer arroz com gotas de limão, se ainda adora chocolate com cachaça, se prefere o calor. O tempo passa, se arrasta e me leva. As estações se vão,…
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Chove, chove. Tempo nublado, inverno recém começou e ainda não vi o meu amor. Ainda não sei como ele está. Não sei se ainda gosta de comer arroz com gotas de limão, se ainda adora chocolate com cachaça, se prefere o calor. O tempo passa, se arrasta e me leva. As estações se vão, se apressam e tentam deixá-lo para trás.
Tua voz é rouca-abafada. Tuas palavras são curtas e precisas. Acho divertida a forma que ri, só quando tem vontade, só quando acha digno. Tua gargalhada é diferente, curta e escarrada.
A sensação dessa semana eu descreveria como: falta um pedaço
Eu sinto tanto que você seja assim, essa coisa podre e ressecada que só pensa com o intertesse.
Sua mãe tão te ensinou assumir seus erros? Acho que não. Deve ter te faltado esse quesito na educação. Pois deixe comigo, vou te soletrar. Vou te dizer exatamente o que você devia ter feito. Devia ter olhado na minha cara quando me viu, e não ter fingido que eu usava uma capa de…
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Sua mãe tão te ensinou assumir seus erros? Acho que não. Deve ter te faltado esse quesito na educação. Pois deixe comigo, vou te soletrar. Vou te dizer exatamente o que você devia ter feito. Devia ter olhado na minha cara quando me viu, e não ter fingido que eu usava uma capa de invisibilidade, não sou Harry Potter.
Concluo então que para mim a escrita é uma forma de desapego, desprendimento. Deixa-me escrever em paz sobre ele, sobre meu passado. Um dia voltarei a pensar no futuro.
Vão em frente e me chamem de recalcada, seus merdas.
Um dia a dor explode, te engoli.
Eu só queria teu mundo perto do meu.
Não suporto saudades. Sentir falta é como um tapa na cara, todos os dias, me lembrando que perdi, que não possuo mais. E como dói perder. Não sei lidar com perdas, não sei nem perder em banco imobiliário, quem dirá mais um amor, um amigo. Não. Já é demais pra mim.
Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontan…
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Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontando aos poucos. Vesti a calça do pijama, uma camiseta. Fui me olhar no espelho. Eu trazia um olhar cansado, fundo, borrado. Quis que você aparecesse nesse momento. Quis ouvir tua voz. Por um segundo apertei os olhos e imaginei tua figura descontraída. Conformei-me por fim.
Diga a ele que está frio e que está foda.
Passa saudade, passa reencontro, passa solidão?
Automaticamente fechei os olhos, já úmidos, vermelhos e latentes. Colei as pálpebras por vergonha. Senti repulsa de mim e do que um dia fomos. Imaginei a cena do crime. Juntar todos meus escritos e jogá-los sem dó nem piedade na lixeira. Que deve ter te passado à cabeça? Não teve…
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Automaticamente fechei os olhos, já úmidos, vermelhos e latentes. Colei as pálpebras por vergonha. Senti repulsa de mim e do que um dia fomos. Imaginei a cena do crime. Juntar todos meus escritos e jogá-los sem dó nem piedade na lixeira. Que deve ter te passado à cabeça? Não teve ressentimento? Dúvidas do tipo jogo-ou-não-jogo? Não te agradaram as palavras? Que houve? Iriam pesar na tua mala? Iria sentir remorso por ter me apagado de um jeito tão brutal da tua vida? Lembrariam-te constantemente a tua covardia?
Ainda acredito na tua volta. Creio que existe uma fé inabalável que pulsa involuntariamente dentro do meu coração destroçado. É a única parte intacta, inteira, inabalável.
a esperança é o pior dos males, é ultima que morre, mas é a primeira que mata. Mata aquele que a cultiva. Mata todo resto.
Estou cada vez mais só. Saudades? Muitas. De mim. E como dói sentir saudades de si.