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Frases de Marcella Prado

225 frases

Normalmente não tenho resposta, fico em silêncio. Sinto muita vergonha vez ou outra de assumir pra quem escrevo.
Dizem que é normal, que vai passar. Não acho nada de normal nisso, não vejo cura nem diminuição. Quanto mais o tempo passa, mais o rombo cresce. Percebe? Quanto mais a tua vida parece andar pra frente, a minha está estancada. Estou cada vez mais louca, mais bêbada, mais dopada, m…
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Dizem que é normal, que vai passar. Não acho nada de normal nisso, não vejo cura nem diminuição. Quanto mais o tempo passa, mais o rombo cresce. Percebe? Quanto mais a tua vida parece andar pra frente, a minha está estancada. Estou cada vez mais louca, mais bêbada, mais dopada, mais adoentada.

Chove, chove. Tempo nublado, inverno recém começou e ainda não vi o meu amor. Ainda não sei como ele está. Não sei se ainda gosta de comer arroz com gotas de limão, se ainda adora chocolate com cachaça, se prefere o calor. O tempo passa, se arrasta e me leva. As estações se vão,…
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Chove, chove. Tempo nublado, inverno recém começou e ainda não vi o meu amor. Ainda não sei como ele está. Não sei se ainda gosta de comer arroz com gotas de limão, se ainda adora chocolate com cachaça, se prefere o calor. O tempo passa, se arrasta e me leva. As estações se vão, se apressam e tentam deixá-lo para trás.

Sua mãe tão te ensinou assumir seus erros? Acho que não. Deve ter te faltado esse quesito na educação. Pois deixe comigo, vou te soletrar. Vou te dizer exatamente o que você devia ter feito. Devia ter olhado na minha cara quando me viu, e não ter fingido que eu usava uma capa de…
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Sua mãe tão te ensinou assumir seus erros? Acho que não. Deve ter te faltado esse quesito na educação. Pois deixe comigo, vou te soletrar. Vou te dizer exatamente o que você devia ter feito. Devia ter olhado na minha cara quando me viu, e não ter fingido que eu usava uma capa de invisibilidade, não sou Harry Potter.

Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontan…
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Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontando aos poucos. Vesti a calça do pijama, uma camiseta. Fui me olhar no espelho. Eu trazia um olhar cansado, fundo, borrado. Quis que você aparecesse nesse momento. Quis ouvir tua voz. Por um segundo apertei os olhos e imaginei tua figura descontraída. Conformei-me por fim.

Automaticamente fechei os olhos, já úmidos, vermelhos e latentes. Colei as pálpebras por vergonha. Senti repulsa de mim e do que um dia fomos. Imaginei a cena do crime. Juntar todos meus escritos e jogá-los sem dó nem piedade na lixeira. Que deve ter te passado à cabeça? Não teve…
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Automaticamente fechei os olhos, já úmidos, vermelhos e latentes. Colei as pálpebras por vergonha. Senti repulsa de mim e do que um dia fomos. Imaginei a cena do crime. Juntar todos meus escritos e jogá-los sem dó nem piedade na lixeira. Que deve ter te passado à cabeça? Não teve ressentimento? Dúvidas do tipo jogo-ou-não-jogo? Não te agradaram as palavras? Que houve? Iriam pesar na tua mala? Iria sentir remorso por ter me apagado de um jeito tão brutal da tua vida? Lembrariam-te constantemente a tua covardia?