Quantos homens adormecidos em um prenúncio de tempestade E em todos os seus delírios
Continuar lendo
Quantos homens adormecidos em um prenúncio de tempestade E em todos os seus delírios Onde está a liberdade? Se outrora estavas preso atrás das senzalas ou nas masmorras acorrentado agora não estás mais livres do que antes apenas te apegas a doce ilusão do mundo de não sentires as grades nem o cheiro dos cadáveres É aí que te engana o teu pensamento Pois este anda tão aprisionado que nem sente o fardo que carrega as algemas que lhe prendem Falta-lhe viço e ânimo de não ocultar a realidade e esta não satisfaz teu sonho uma utopia que não cabe na mente humana um delírio, um desatino Que o melhor dos oprimidos não fostes tu E nem o carrasco o teu semelhante