Quando os olhares se encontram e se encantam!...
Quando olhares se unem e se gostam;
deixam em nós um gostoso sentir;
diferente, dos que se desgostam;
por nos fazerem um sapo engolir!...
Que pena que isso se tenha que dar;
devido a seu desgostoso prazer;
que teima a vir connosco se encontrar;
levando-nos a tal; para Inglês ver!
Assim é nossa vida e nossa sorte;
neste morrer, pra não ficarmos mal;
que cá destes fintares, tão nos prega!...
Obrigando-nos a encarar a morte;
disfarçando, não estamos a ver tal;
pelo triste deixar, que a tal carrega.
Com paciência;
A violência doméstica…
Não é um ato admissível em gente;
Que um dia se juntou, por se gostar;
Devido a seu mau tratar delinquente;
Implicar, no outro um tão querer mandar!
Mandar, por a tal, já não respeitar;
Mandar, por não lhe ter qualquer amor;
Mandar, por não conseguir se importar;
Mandar por ser sacana, sem ter dor!
Sem ter a dor, por quem talvez ainda ama;
Sem ter dor, por quem um dia tanto amou;
Sem ter dor por quem ainda pode amar!
Talvez por se ter apagado a chama;
Que um dia a esses dois seres se juntou;
Mas por azar, veio alguém separar.
Com profunda mágoa, pois detesto ver casais a separarem-se.
O planeta Terra e o homem…
Vamos tratar de ter muito cuidado;
com o nosso fazer, pelo planeta;
devido a tal se encontrar atulhado;
com nosso maltratar, como a valeta!
Valeta, cheia de tanta sujeira;
devido ao nosso desmazelar;
pelo passar da nossa vida inteira;
a nossa bola tanto conspurcar.
Vamos tentar voar, sem avião;
Vamos tentar andar sem automóvel;
Vamos boa energia procurar!...
Para que o bom respirar, possa então;
Como o papa andar cá sem papamóvel;
Por a sujeira em nós, não se encontrar.
Com esperança;
O papagaio-mor, do reino Português…
O papagaio-mor do reino, nosso;
Foi sabedor de uma mui grave asneira;
Tão grave que citá-la aqui não posso;
Por essa mesma estar na justiceira!
Justiceira, que existe em meu país;
Mas que mui mal em rico funciona;
Devido a cá faltar do bom juiz;
Que o do rico sabor, tal não suborna!
Por isso, o nosso papagaio-mor;
De nada, cá irá ser acusado;
Devido à nossa boa justiça!...
Só ser forte para o pobre senhor;
Logo, para esse tão rico; coitado!...
Tal ir ficar cheiinha de preguiça.
Com o carinho do humor;
O dinheiro…
Por ser como o respeito o seu mui ter;
deixa em nós um agradável gostar;
daí ser pra nós bom, tal muito ver;
por o tal, vir a todos consolar!
Quanto mais do tal tivermos melhor;
pra nós, mais quem connosco se encontrar;
por em ambos haver o bom sabor;
que em tais, existe pra nos contentar.
Por isso trata a todos com respeito;
e pensa que ele é, como o dinheiro;
que nesta vida tão jeito nos faz!...
Porque neste viver, tão passageiro;
será no nosso dar, que o companheiro;
irá um dia a de nós ir atrás.
Com carinho;
A Ternura…
Por ser a linda irmã, da em nós, meiguice;
Tem em si o bom sabor, da BOA gente;
Devido a em tal, não haver a malandrice;
Por mal, na tal; se encontrar sempre ausente!
Tem da boa Mãe todo o perceber;
Tal como de um bom Pai, ou de um bom irmão;
Devido a nela ter, todo o saber;
Que a esses tais, dá toda a consolação!
Que bom, sentir o fluir dela em nós;
Quer seja a dar, quer seja a receber;
Por tanto nos consolar, seu sentir!...
Sentir, que nos faz ver, que o estarmos sós;
Só entrará, em nosso merecer;
Se não soubermos deixá-la fluir.
Com a vontade da mesma;
Amarmos a nossa Família…
Que sorte tão grande a nós, cá foi dada;
Por termos sido brindados com UMA;
Nesta vida que para nós é nada;
Por ser efémera, como uma pluma!
Por tal ser, irá fugir-nos um dia;
Como a pena morta foge a um falcão;
Mas nela ficará a nossa via;
Por TAL, ser nossa continuação!
Por isso Amarmos A nossa FAMÍLIA;
É feito que por sorte nos foi dado;
Neste viver tão breve; e pra morrer!...
Pois NELA, haver de nós qualquer quezília;
Será fazer pra nós, um triste fado;
Será de cá morrer, sem ver viver.
Com Carinho;
Destruirmos uma FAMÍLIA…
Se por nós, há mal fazer nesta vida;
Este sem qualquer dúvida, é tal;
Que por tão mau fazer, ter pra tal tida;
Nos torna, num muito fraco animal!
Fraco, por ter em si tanta burrice;
Maior que tão vista em burro teimoso;
Por ter o afligir, da má sacanice;
Tão tida, em seu mau gesto, tão tinhoso!
Que pena haver em nós, tão mau prazer;
Por tal prazer, só ter má destruição;
Tal como, ser o de nós inverter;
Do nosso, desta vida, bom fazer;
Como da nossa continuação!...
Do nosso; de cá, mais rico valer.
Com profunda mágoa, por tal;
Amar…
Amar, é o por querer, ser submisso;
Por em Tal, submeter, caber não ter;
Porque onde houver tal fazer, já não há isso;
Mas sim um enganar a um outro ser!
Amar, é por querer, jamais tentar;
Sequer mandar na tal pessoa Amada:
Por em quem Ama, haver em si só dar;
Por em quem Ama, haver só dar; mais nada!
Por isso, quem cá passa a vida a dar;
Muito irá ter por tal, pra receber;
Na hora, de colher o seu semear!...
Porque quem cá passar, a vida a Amar;
Por nesse Amar, ter tanto bem-querer;
Tal querer, em alguém, há-de encontrar.
Com Carinho;
A doença…
É a chaga, que em todos nós cairá;
Contra a qual, mui teremos que lutar;
Por ser ela que nos apanhará;
Por ser ela que nos irá matar!
Matar, a este tão cá nosso viver;
Que após findo, a nós jamais voltará;
Por tal, façamos tudo pra a inverter;
Porque ela, pra nós a correr; vem já!
Cuidemos, do ser em que habitamos;
Mesmo sabendo que ele irá morrer;
No dia, em a morte foi destinada!...
Porque essa má que nem imaginamos;
Por caminhar pra nós, a tão correr;
Só com cuidado, será atrasada.
Com prudência;
A angústia…
É mágoa que em nós entra, pra ferir;
A mais ínfima das nossas memórias;
Devido a nela haver um distrair;
Que não nos deixa ver, nossas vitórias!
Por isso afastemos de nosso ver;
Esse não ver, que nos faz mal julgar;
O tão bom que ainda todos vamos ter;
Se a tal, conseguirmos ultrapassar!
Por que esta vida, não é para os fracos;
Por só sorrir, pra quem souber lutar;
Teremos que em nós forças inventar!...
Para destruir tal e a outros velhacos;
Que nos tentem com tal, aniquilar;
Este viver cheio de bom gostar.
Com esperança;
A Alegria…
É o nosso querer, mais procurado;
Mas também o mais fácil de encontrar;
Por só em nós poder ser encontrado;
Havendo a vontade de em nós o achar!
Pra acharmos a alegria desta vida;
Bastar-nos-á observar com bom ver;
A sorte que cá temos nesta tida;
Por cá, um tal viver podermos ter!
Por isso vamos aproveitar bem;
Cada dia que cá virmos nascer;
Pois por muito poucos vamos passar!...
Pra gozarmos o bom que a mesma tem;
Pois por um dia termos que ir morrer;
A essa tal, bem temos que aproveitar.
Com subtileza;
A saúde…
Que felizardos somos, em tal ter;
Neste morrer, onde é tal tão rara;
Mesmo apesar de tal não parecer;
Quando vemos em nós saudável cara!
Que pena ela faltar a tanta gente;
Por nesta morte haver tanto Viver;
Que a nós, por cá a todos Põe contente;
Por a tal, ser o adiar de um morrer.
Quem dera que ela em nós muito durasse;
Por pra nós tal, ser a maior riqueza;
Que por cá poderemos encontrar!...
Pois talvez outra vida despertasse;
Que nos levasse a matar a pobreza;
Que existe em nosso tão pobre habitar.
Com profunda tristeza;
A solidão…
É mágoa que em nós entra, pra iludir;
Nossas memórias do belo prazer;
Por só servir para nos distrair;
Do bom pensar que nos vinha entreter!
Vem distrair, o em nós bom alegrar;
Fazendo-nos achar, que estamos sós;
Numa vida em que há tanto para achar;
Se a essa má sacana, não dermos vós!
Por isso, vamos acordar pra a vida;
Mandando essa malvada aquela parte;
Que pra nós tem o bem fazer de um alho!...
Porque alimentarmos essa perdida;
Será desperdiçarmos, aquela arte;
Que pra isto sermos, deu tanto trabalho.
Com prazer;
A depressão…
É mal que em nós entra, pra nos matar;
Devido a nos tirar todo o querer;
De deste lindo viver desfrutar;
Por do belo nos fazer esquecer!
Do belo, que existe pra ser vivido;
Neste nosso tão rápido passar;
Que um dia foi a todos oferecido;
Para dele podermos desfrutar!
Por isso afasta tal mal de teu ser;
E começa a viver a tua vida;
Da forma que quem te criou tão quer!...
Porque ninguém irá em teu morrer;
Gostar de ver tua vida perdida;
Enquanto tanta vida em tal houver.
Com esperança, de que reconsideres;
Sonhar…
Sonhar, é viajar pelas memórias;
Mas também por mundo desconhecido;
Que nos pode trazer grandes vitórias;
Como um grande assustar, se em tal nutrido!!!
É prova, de que o cá tudo que vemos;
No tal, é mui fácil de aparecer;
Tal como, do que em nós, por cá não temos;
Existe, apesar de a gente, não ver!
Por isso, sendo um visitar memórias;
É também visitar desconhecido;
Da nossa linda máquina pensante!...
Que nos pode trazer lindas histórias;
Tal como o assustar, se em tal escondido;
Ou um só qualquer viver, num outro instante.
Com Carinho;
A infelicidade…
Não há um viver mais triste em nossa vida;
Que o tal vivido na infelicidade;
Daí, teremos todos, à partida;
Que afastar de nós a dela maldade!
Maldade, que não serve pra mais nada;
Senão pra nos roubar o bom viver;
Daí, vamos mandar a descarada;
Pra o sítio que eu não posso aqui dizer!
Desfrutemos da vida que nos resta;
Pensando no tão BEM que agora estamos;
Até por termos em nós, PODER VER!...
Que O que desta pobre vida, mais PRESTA;
Devido a tantos cegos que encontramos;
Nada mais é, que UM BEM querer viver.
Com esperança;
Humilhar…
Que grande pobreza existe em tal acto;
Devido a em tal, ter tanto a outrem ferir;
Tendo por tal, por disso ser um facto;
Retrato, de todo o mau denegrir!
Retrato em esse humilhar espelhado;
De um ser, que em nós não presta para nada;
Devido a só se sentir consolado;
No ver a uma outra vida destroçada!
Coitado de quem nesta vida humilha;
A outrem, por em tal sentir vil prazer;
Nesse tão pobre fazer que em si tem!...
Porque esse mau fazer, que o tal partilha;
Tem em si receber, por ser fazer;
Que cairá, no tal dono; de quem vem.
Com mágoa, por dele/a pena;
A atitude…
Imagina a atitude, em ti um espelho;
Pois nela encontrarás toda verdade;
De ti, quer sejas novo, ou sejas, velho;
Por ela não reflectir inverdade!
O não refletir tal, a ti nos mostra;
Exactamente igual, a quem tu és;
Ou seja, nela vemos tua amostra;
Desde o teu exterior, ao teu invés!
Por isso cuida bem os teus fazeres;
Por ser perante os tais que estás à vista;
De toda a gente que pra tais olhar!...
Por neles se encontrarem teus prazeres;
Na mesma, está para nós toda a pista;
Do que em ti, cá podemos encontrar.
Com muito prazer;
Virmos a ser considerados, Gente boa!!!!
Para dignos sermos de vir a ser;
Como gente boa considerados;
Teremos que o nosso instinto conter;
Teremos que ser por nós bem domados!
Domados, porque somos animais;
Cheios de instintos para consolar;
Daí, só muito domando aos tais;
Gente boa conseguiremos dar!
Por tal, cuidemos nosso fazer;
Com todos, que connosco se cruzam;
Neste curto viver para morrer!...
Para que neles venha a haver dizer;
Desses feitos de nós, que os conduzam;
A um dia em nós achar esse bom ver.
Com esperança;
Fazer mal, sem qualquer escrúpulo…
Que pena haver em nós, gente tão fraca;
Que só sabe por tal, o mal fazer;
Devido a sua tão pobre barraca;
Só albergar o mal, em seu conter!
Que pena, quer pra ela quer para nós;
Devido a nossa raça pertencer;
Por tudo conspurcar, com sua voz;
Tão porca, como o seu porco viver!
Por geralmente sermos um retrato;
Parecido com o que nos deu ser;
Tenhamos cuidado com nossos filhos!...
Para que jamais nos caia no prato;
Uma besta com deles parecer;
Só boa pra nos meter em sarilhos.
Com mágoa;
Fazer BEM, também a quem nos quer mal!
Não há por cá em nós fazer tão bonito;
Como esse, semearmos em tal ser;
Por esse gesto em nós tão pequenito;
Nos ir a grandes gostos, deixar ver!
Vai deixar-nos, ver em quem nos quer mal;
Nosso gostar em tal, bem implantado;
Devido a ELE se infiltrar nesse tal;
Pra nos amostrar nosso resultado!
Que nada mais é que vermos, o bem;
Em quem se calhar tal, nunca em si teve;
Devido a descender de gente má!...
Tal como o avistar, que em tal, BEM tão tem;
Quando avistado em quem DELE não bebe;
Por nem imaginar o que NELE há.
Com carinho;
O fanatismo…
Quer seja, por bola ou religião;
É a grande pobreza que em nós tão entra;
Por nos tirar toda a consolação;
No ver alegria, que a outro contenta!
É por tal, mui fraca a dele ilusão;
Que em nós provoca esse tão mau sentir;
Por não tolerar a alegria a irmão;
Que o tal, não o tenha a tanto se entupir!
Por isso deixemos os fanatismos;
E vamos, mas é todos dar as mãos
Por neles nada de bom se encontrar!...
Pra que de nós só saiam algarismos;
Que a nós primos, transformem em irmãos;
Pra com tais fanatismos acabar.
Com esperança;
Fazer bem, mas só a quem nos quer bem!
Por nunca haver vantagem em tal acto;
Nada de novo a nós irá trazer;
Devido a ele em ambos já ser um facto;
Por se encontrar no de ambos já fazer!
Vantagem, existe no tal fazer;
A quem dele precisa por não ter;
Sequer em si, o seu bom fazer saber;
Devido a tal em si, nem conhecer!
Por isso fazer bem, a quem nos faz;
Jamais nos irá trazer a vantagem;
Que nos trará se a outrem o tal fizermos!...
Porque para sentirmos, o que trás;
Teremos que em nós ganhar a coragem;
De o darmos, também a quem não quisermos.
Com esperança;