Somos educados para criar estereótipos das coisas, contudo nem podemos chamar isso de criação, já que as formas predeterminadas das coisas já nos vêm passadas nos ensinamentos transcendentais que acompanha a história desde os primórdios
Talvez o tempo não exista. Seja apenas mais uma invenção humana. Ainda mais hodiernamente, quando vivemos a era da tecnologia. Porém a ignorância é um câncer escondido no nosso âmago e o vício pela velocidade diminui a reflexão. As informações nem são tão importantes mais. A necessidade é pelo espetáculo e aí somos devorados pelo nosso próprio olhar singular à luz da alienação que nos é imposta sem resistência.
Vivemos numa aristocracia maquiada e somos compelidos a acreditar no que os “nossos nobres líderes e soberanos” impõem em nossas mentes.
O que observo é que muitos valores estão manchados pela grande persuasão que essa Minoria possui sobre a Grande Sociedade Falida. Falida mesmo! Porque onde está a sociedade justa e integrada tão proclamada e prometida onde é oferecida vida digna e plena, se o que vejo é a maioria dos humanos como filhos desamparados na miséria? E quando falo em miséria é em sentido amplo, abrangendo o sentindo literal: fome, pobreza, doença e outros; entretanto dando ênfase na acepção da miséria concepcional do pensamento humano. Afastando-nos de conquistar a felicidade nas coisas mais simples e natural em troca de preenchimento por desejos frívolos. Com isso esquecemos a efemeridade da vida e buscamos prazeres inacabáveis com ansiedade em um futuro utópico.
Privados de vontades próprias, somos zumbis a vaguear pelo mundo em busca da satisfação alheia. Não basta apenas as várias formas de pobreza. Temos que passar fome de conhecimento, sede de união e viver a perpétua prisão da mente. Temos os nossos pensamentos estuprados, nossas vidas usurpadas e usadas nesse laboratório chamado Terra. A esperança ainda não morreu, mas por enquanto nos distraímos vendo a vida se esvair nesse grande contraste de multidão de comedores de lixo e seletos sugadores de almas.
Os mistérios da existência nos perseguem constantemente
Talvez esse seja o maior medo de toda a vida
Por isso o sentido de viver não é explicado exatamente
E o povo vai ficando ignorante, consumista e suicida
Sem piedade os meus iguais e ideais perecem com a alienação
Mergulham no abismo formador da miserável tortura mental
A essência do nosso instinto fica cada dia mais perto da extinção
Isto quando se pratica veemente o fascínio pela rotina banal
O conhecimento agora já não tem a tão sonhada liberdade
Nosso fausto e obscuro desejo a todo o momento se refaz
O pensamento transgressor de inovação foi abandonado na saudade
Por muitas vezes nosso mundo não passa de formas quadrilaterais
A futilidade se camufla de beleza com muita facilidade e tenta nos puxar para o abismo onde se encontra os que querem se alimentar da nossa depressão.
Pobre de espírito os que enganam os outros e fingem enganar-se a si próprio com esses atos promíscuos de pseudofelicidade.
Que um dia todos descubram o quão ínfimo é o proveito momentâneo de um sentimento forjado comparado ao grande poder do AMOR e que sempre recorremo-nos a ele quando uma ilusão se aproximar.