Às vezes no escuro me sinto: é frio, vazio, tão tenebroso! Tudo parece sem chão
Continuar lendo
Às vezes no escuro me sinto: é frio, vazio, tão tenebroso! Tudo parece sem chão Não há paredes. Às vezes me sinto no escuro: carente de algo, ou alguém Talvez até uma palavra que traga Paz à minha alma. Às vezes me sinto no escuro: não há nem um lampejo de luz Tudo é muito triste e estranho Ao meditar sobre isso, tenho medo. Às vezes me sinto no escuro Mas elevo os olhos ao Alto Vejo do Alto uma esperança Aí me sinto confortado e seguro. Já não me sinto no escuro: vejo um lampejo de luz Brota força e coragem Então continuo olhando para o Alto. (CÓRIA, Mali. No escuro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 81).