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Frases de Maisha Mandisa

149 frases

⁠Poesia escrevi versos
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⁠Poesia escrevi versos eróticos sobre o meu bem... imortalizei o seu beijar, disse o gosto bom que o seu corpo tem... descrevi seus mil jeitos de em mim usar a língua... e para que meu poema não tivesse fim, terminei os versos quentes sem um ponto final, tirei a roupa e iniciei sua leitura. é poesia que te faço... você é a poesia que estou lendo...

⁠Ela é poesia Medo Dia
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⁠Ela é poesia Medo Dia Noite Sim Não Talvez Quero Desquero Coisas Pessoas ---- ---- ela é texto refeito, rascunhos e beijos, qualidades e mil defeitos, uma tela pintada a óleo, ela é notícia de jornal, música de dia, dança da noite, ela quer, ela vai, pura nudez, impura talvez, ela é dúvidas insanas, não diz que ama, embora não negue, se for descoberta. Ela é poesia na ponta da tua língua. Ela é segredos de um barco a vela.

⁠<Rotina> Há sempre
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⁠<Rotina> Há sempre uma mulher violentada! Há sempre uma mulher estuprada! Há sempre uma mulher silenciada! Há sempre mulher louca! Há sempre mais um número do feminicídio! Que essa rotina acabe!

Desafetos era amor até ele descobrir
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Desafetos era amor até ele descobrir que tinha certo gosto por agressão à mulher! era lindo até ele descobrir que gostava de controlar minhas roupas e me desmoralizar em meio às pessoas! era carinho até eu ter que cair das escadas todos os dias que baixei na emergência! desafetos, violência, feminicídio, agressão psicológica, física e moral, disfarçados de amor e proteção encontramos em cada esquina, no sorriso do vizinho, no desenho da criança, na boca partida da menina, nos olhos da mulher e na tristeza da mãe!

Pessoinhas das Letras Estudamos a história das palavras, da sociedade que delas utiliza,
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Pessoinhas das Letras Estudamos a história das palavras, da sociedade que delas utiliza, dos povos e suas conquistas... Romanos... Gregos.... África, índios e português no Brasil... Literature-se, meu amor! Poemifíque-se também! Analisamos textos antigos.... fonéticas, fones, alofones e psius... A última flor do Lácio já mudou tanto que já é também português brasileiro... E olha ali aquela gente que tem um sotaque diferente do nosso... dialetos dentro dos dialetos... Influências e interferências dos povos e sua cultura nas letras que produzimos com seus sons, morfologia e organizações sintáticas... Olha ali como ele usa bem do discurso, mas eu acho o discurso daquela moça melhor.... Interpretação, cognição... pragmática... mas e como adquirimos a linguagem? os animais também falam? eles têm língua ou linguagem? a criança está falando "papai" quando fala /papa/, ou só testando os sons de sua língua materna? O que faz o profissional de Letras? Ciência Estudamos, pesquisamos, analisamos, ensinamos o que há na história da língua, na sua realização discursiva, sintática, morfológica, fonética... A representação literária dos falantes... Linguagem e pensamento.... Textos, pré-textos, pós-textos.... "A morte do autor"... "A morte do Leitor"... "O Mundo de Antoine Compagnon" Somos poesia concreta aos olhos do leitor... Realismos, barroquismos, trovadorismos da língua. Língua, Cultura, Literatura, Letras puras... vivemos no mundo das palavras... e com licença poética, que não me faltem letras para poesia representar... <3

Beleza do dia e quem me dera
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Beleza do dia e quem me dera nessa tarde chuvosa sob tua pupila poder estar... sob teus beijos os meus beijar e sob o azul do teu céu agora sem gotas ou chuviscos escrever em tua pele meu batom cor rubi enquanto ouvimos La Belle de Jour com rimas sem rimas apenas sobre o castanho dos meus olhos dos meus olhos, a menina... imperando a flor do meu querer...

Ciranda de roda Ouvi segredos sobre quela moça, dançando com sua saia rodada
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Ciranda de roda Ouvi segredos sobre quela moça, dançando com sua saia rodada uma poesia no meio da praça girando girando girando sorrindo em sua ciranda... derramando alegorias a cada piscar de olhos e poeira a se espalhar... confetes e fetiches rodeando os olhos que a admiravam... para aqui e apara lá... cochichos aqui e ali.... a boca carnuda e rosada a chamar a atenção... borboletas, me perdoem, mas ela faz voar inspiração... tirou o moço de barba e chapéu de palha para dançar e ele ficou todo dengoso quando a moça se pôs a girar... chegou o arrasta-pé e a moça soltou suas mãos negras e lindas... e sem olhar para trás, puxou a menina de cachos rosados, que admirava seu gingado há dias e risos... e gira e gira e gira menina doida, essa menina vira criança sonhadora quando na ciranda se solta, roda, roda, roda aquela moça... passarinhos que me mordam e me perdoem logo em seguida, se não resisto àquela moça... deixando a cacheada rosa, chamou aquele moço, tirado a emburrado, com a cara de entojo, mas todo mundo sabia que era pura mascaria, no fim das contas e da folia, era amor que ele tinha e sofria de desgosto... mas, meu sinhô, minino doido... disse a menina a bailar... não se apegue, nem se solte, dance a ciranda e rode, que a menina gosta de um xote... só dance sem se amarrar porque a doida por uma ciranda gosta mesmo é de dançar.

Sem deslizes Teu olhar há neblina
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Sem deslizes Teu olhar há neblina que inibe minha razão e tento apurar meus sentidos mas só sinto o corte que o vidro displicente se ousou a fazer em minha mão não vejo com clareza se caí ou me feri mas e daí!? quem liga? tem até quem ensine como se deve fazer sem deixar o rastro... sobre a tolha de mesa branca de crochê g o t a s do meu B- teus olhos sem deslises, ou qualquer ressentimento fixos em meu olhar, com um prazer rasurador e me pergunto: vítima ou algoz?! e lá se vai mais uma queda da escada mais uma queda da esfera mais uma queda da circunferência da aliança mais uma queda na estrada mais uma queda na quina da pia e lá se vem o meu amor para sempre que não sabe se é amor, ou ódio... ou ainda se é desejo em projetar a dor negativa sobre a pele da mulher que está no lado oposto da mesa... e lá se vai mais uma briga mais uma queda mais uma "querida" lá se vai mais uma ameaça lá se vem os degraus da escada... lá se vem mais um grito de socorro.... SURDO, MUDO e CEGO.... lá se tem um conto, um canto despoético... era no teu afago que deveria estar, mas o teu desafeto sempre está a se espalhar nos teus afogos, me afogas há fogo, há asco, há ódio, há agressão atrás do sorriso matinal para o vizinho de bem.... sem deslizes, sem desdem, sem...sem...sem culpas... por vezes, digo-lhe coisas de ódio, de ódio sim... mas de coração... asco... e sinto teu tesão em agir violentamente, como se tivesse cumprindo uma missão devota à misoginia... MAS QUE AGONIA, ESSA MANIA que VOCÊ cria noite e dia DE NOS MATAR!!! #DigaNãoàViolênciaContraAMulher

⁠Quem é essa mulher?! Uma coisa
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⁠Quem é essa mulher?! Uma coisa doida essa mulher... Me beija e não me quer... Deseja, deixa a migué E minha mente doida a se perguntar Quem é essa mulher?!!! ELA É AGULHA NO PLAHEIRO!

⁠Se não eu?! Não caibo mais em mim Não tenho mais a mesma face
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⁠Se não eu?! Não caibo mais em mim Não tenho mais a mesma face Não me abalo mais com dramas Não aceito mais o que não quero Não lhe faço mais confetes.. Nem lhe dirijo mais a tal da palavra... Não me adéquo às rivalidades... Não me deixo mais ferir Não me permito mais viver a esperar Não me aceito mais morrer de querer... Quero viver de querer.... bem-me-quer, bem-querer... Não espero mais.... pois o mundo é pra já.... Não sei mais me adaptar ao não adaptável.... Não me quero robô... Não me desejo a dor... Queria a certeza de um sorriso, de um afago, de um beijo, de um olhar.... Não me jogo mais do abismo... aprendi a ter medo de altura... Aprendi a ter medo de voar... Não me permito correr riscos... Mas quero ser riscos num papel em branco pintar aves, flores, árvores, felicidades, perfumes, música ao teu ouvido poesia ao teu olhar... Perigo no teu paraíso... O imprevisto de lhe beijar... Não me permito mais ficar Não me deixo mais ir... Não aceito mais o indelicado, o desprezível.... nem o ineficaz... Quem haveria de ser eu, se não eu!??

Quem disse que essa consciência não existe?! e quando questionam o por quê não se tem uma consciência branca, é necessário lembrar que, sim, ela existe...
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Quem disse que essa consciência não existe?! e quando questionam o por quê não se tem uma consciência branca, é necessário lembrar que, sim, ela existe... ela dá direito a um homem branco sufocar um homem negro com o joelho, agredir pessoas na periferia por se julgar o lado bom da história... fomos criados nela, configurados por ela, somos resultado dela... como assim não tem essa tal de consciência?! que conversa mais distorcida!!! e por estarmos tão rodeados dela, não entendemos o por quê se faz necessário ter a consciência negra.., refletir sobre o nosso espaço na sociedade... esse discurso besta de que "se a gente se vê como fulano e fulana e não como negro e branco, o racismo acaba: é a maior mentira reforçada socialmente hoje." hoje, isso não acabará com o racismo, porque a primeira coisa que se faz na sociedade é identificar o negro e a negra e lhe pregar o joelho no pescoço, agredir nas escadas do shopping, perseguir nas lojas... quer uma sociedade mais conscientemente branca que essa?

Toda vez que te desejo entre tantos gostares e sabores
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Toda vez que te desejo entre tantos gostares e sabores lua céu você e eu reatamos os nós desatamos em nós e desaparecemos de nós.... Já dividimos até um brigadeiro .... entre tantos beijos e abraços.... o teu calor é o meu afago preferido.... por precaução... me espera no teu sonho..... me sonha no teu beijo... que te faço realidade toda vez que te desejo...⁠

⁠Confesso! Tenho medo de ser vítima da violência doméstica,
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⁠Confesso! Tenho medo de ser vítima da violência doméstica, de ser mais um número do feminicídio, de estar sempre "caindo da escada" e de ser tachada como a louca que fugiu do hospício... confesso também que tenho medo das pessoas ditas "de bem", daquelas que alimentam o mimimi, e daquelas que só elas prestam e mais ninguém, de medo em medo, vou me afastando.

⁠Paquera poética E já
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⁠Paquera poética E já pensou se a moda pega?! a gente vive uma paquera poética.... te mando mil beijos e você se apressa para me dá mil beijos pela minha janela....

⁠Não são números Não são números, São pessoas...
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⁠Não são números Não são números, São pessoas... De quase em quase.... Gripezinha em gripezinha... Minimização em minimização... 'Só idosos morrem'.. 'crianças não pegam' e 'não vai acontecer porra nenhuma na Favela' enquanto justos injustos repetem coisas assim à sociedade, enquanto essa fala se prolonga e ganha proporção... enquanto essa merda toda vira "exagero" Pessoas....sim...pessoas morrem... Pessoas morrem... Pessoas morrem... Pessoas morrem... Pessoas morrem... Pessoas morrem... Pessoas morrem.... e os justos injustos continuam ricos, escrotos, desumanos e desgraçados...