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Frases de MAGO DIONES

35 frases

PAULO COELHO Garoto pequeno que o mundo engoliu Nos livros jogado, seu mundo surgiu
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PAULO COELHO Garoto pequeno que o mundo engoliu Nos livros jogado, seu mundo surgiu A vocação que nascia Da Grande Magia Que as vendas da “boa moral” jurava não ver: Um coração oprimido, apertado Gritando por SER

MEDO DE ABELHA Tenho medo de abelha, é um segredo de orelha.
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MEDO DE ABELHA Tenho medo de abelha, é um segredo de orelha. Não, só por conta da dolorosa ferroada, mas, pelo tamanho que fico diante da danada. O inseto, que naquele instante é maior do que eu; Tentando fugir, me escondo dentro de mim, no grande breu. Fico apavorado e saio correndo, quando vejo o que aqui está vivendo... Parece coisa de criança, aflita sem segurança. Mas, é sério mesmo seu doutor, nem fantasma me dá tanto temor. Prefiro enfrentar um leão, que já saio na mão. A maldita me joga na sarjeta. É a filha mesmo do capeta. Um demônio disfarçado Perseguindo-me amedrontando Remoendo minha alma No inferno não tem calma O zumbindo, em meu ouvido, diz: _Não fuja do que é, pois eu lhe fiz; Venenosa amarela. Revela-me que sou ela. É conhecendo-se que vai se encontrar. Futucando nos medos que carregar. Saber se é um homem que tem medo de abelha, ou se é abelha que tem medo de cochichar, na própria orelha.

O SILÊNCIO DE MADRE TEREZA DE CALCUTÁ O silêncio se fez presente, Dizendo tudo sem nada falar
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O SILÊNCIO DE MADRE TEREZA DE CALCUTÁ O silêncio se fez presente, Dizendo tudo sem nada falar Toca hinos com som ausente De poesia, que não ouso declamar Ouvindo-o, não se esculta Foi feito pra escultar O que em seu coração pergunta E esse segredo vai lhe contar Proseava com ele, e alguém a perguntar: _Sabe o que vai pedir? _Nada, só vim pra escultar _Ele responde? _Nada, só está pra me ouvir

O VENTO DE EROS Toda calçada tem meu desejo Impregnado no vestido florido
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O VENTO DE EROS Toda calçada tem meu desejo Impregnado no vestido florido Bailando com o vento presepeiro Dissimulado num olhar sorrateiro Que desnuda à donzela, eternamente ligeiro Colorindo-a de vergonha postiça: vermelho No brilho do olhar malicia e sorriso inteiro O vento sessa A saia para Balança E a vida perde todo seu encanto

HINO DO CAOS No redemoinho das águas No meio do furacão
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HINO DO CAOS No redemoinho das águas No meio do furacão No fundo do abismo No giro da galáxia No buraco de minhoca No sonho esquisito No dente arrancado, felicidade-louca-macabra... No caminho das aves No fim da vida No canto da morte No sono profundo Na luz da estrela Na sociedade alternativa Na liberdade total Na permissão: foi tomada O amor se fez lei Pela espada do forte E o olho do rei

PORQUÊ LER POESIA? Poesia só serve pra isso: Tirar a gente
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PORQUÊ LER POESIA? Poesia só serve pra isso: Tirar a gente da gente e jogar no mundo. Depois… Tirar a gente do mundo, e guarda a gente bem mais F U N D O na gente de novo. Assim, os olhos dos poetas são distantes de tanto ir pro mundo e descer mais profundo… Que um dia de tanto D E S C E R rasgará a alma para fazer poesia com Deus.

CHICO XAVIER Em tenra idade com outros aprender a ter Eles lhe ensinavam o que iriá vir
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CHICO XAVIER Em tenra idade com outros aprender a ter Eles lhe ensinavam o que iriá vir Diante de olhos torcidos ao que ai ser Caminho único nesta vida: servir Sua mão tracejava mensagens do Lado Aos lamentados, filhos apartados do coração Em memórias revividas, hoje é encontrado Paziguando a tristeza e a dor da multidão Lágrimas colhidas, no balde da vida Aos que fadados perderam para morte Amados levados pelo destino que finda Esperança encontrada em Xavier nova sorte Caridade e instrução chamavam todos da Luz Ajudando povo doente de profunda saudade Exemplo vívido, sempre SERVINDO o guia da cruz Amor enjaulado, SER de humilde verdade Sina traçada, abraçava os de cá Aonde há dor arrancava esperança Vida marcada, ensinava os de lá Que era no outro a grande bonança O que fez é celebrado, com admiração Os livros escritos, a palavra semeada Aos pobres: o ombro, aos ricos: compaixão O santo da gente, fez sua própria jornada Um mandamento somente cumpriu Amou-os como a si mesmo:_ vivia E feito o trabalho da terra partiu Em dia de festa, de muita alegria

ESTAÇÃO BRÁS Corpos em pilhas de homem Como molhos de coentro
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ESTAÇÃO BRÁS Corpos em pilhas de homem Como molhos de coentro Respirando à agonia do outro Marés de gente numa brecha que os consomem Assim o rebanho corria sem tempo a perder Deixando a vida passar dentro de lata apertada E por vinte centavos, a ganância fugiu apressada Na sombra do gigante acordado: POVO NO PODER As promessas voltaram em canto bonito O gigante coitado, de sono caiu O mundo na lata, à barriga consentiu Passando_ a força sua _as sanguessugas de granito E no sonho, ele se viu acordado Sem parasitas dos lados Mostrando que não é nada coitado Se seus olhos, nossos e vossos abrir, estão acabados.

PATATIVA DO ASSARÉ Pássaro pequerrucho ao sol cantou Nas terras rachadas, passos levou
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PATATIVA DO ASSARÉ Pássaro pequerrucho ao sol cantou Nas terras rachadas, passos levou Garimpando sabedoria antiga gritou A voz da natureza por ele falou Na lida pesada, no olho da enxada Sina travou, com a cabeça enfestada: Inspiração. Não comia, dormia nem nada Só teve sossego quando escutou a danada Futucava, avistava num botão verso escondido Montava na cachola o viveiro de poemas entupido Juntava quantos podia, para soltar no mundo florido Gritava, chorrava, cantava as lágrimas do povo sofrido Nome mudava, vida mudava e raízes no chão Patativa era a patente maior do sertão O que é bom é imitado, dessa ave tem de montão Agora, Assaré é um junto consigo na certidão Magia divina brilhava na mente do nosso Camões Onde olhava, poesia jorrava de internos vulcões Poesia nascia da mata, vida, dores e emoções Na métrica, na rima, sem saber dando lições Meses corridos aprendeu nos livros a grande lição Orgulhoso falava, professor melhor que esse: tem não Das aulas saí meio letrado, tinha o mundo na mão Palavra arranjada, da viola pulava poesia pro coração Mas, calou-se o gigante que ao mundo encantou Assaré da patativa, com sua sabedoria profetizou A vida foi longa, no fim, o destino sua vista levou Descobrindo de novo, que era de si que a beleza brotou