Criador de mim! Tu que enxergas no profundo do meu interior, Tu que sabes o que nem mesmo sei se virei a saber,
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Criador de mim! Tu que enxergas no profundo do meu interior, Tu que sabes o que nem mesmo sei se virei a saber, Impede, pois, a insídia a que tende esta criação que é tua. Se o meu coração é falaz; Se fugaz é a minha intenção. É da tua interferência, Que se impele o renascer desse ser que é teu. Criador de mim! Tu que tens a direção da cena, Tu que és o autor da trama, Refaz o cenário dos meus próximos atos. Se preciso, sopra de novo, Se essencial, forma outra vez; Contanto que intuas em mim o teu querer, E desde então, nada mais haverei eu de olvidar. Criador de mim...