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Frases de M Clara M.

28 frases

⁠Minhas veias estão vazias, a miséria tomara minha matéria, meu sangue evapora em nome da minha lazeira, minha carne apodrece nos braços da derrota. Me torno o fracasso encarnado no corpo inidentificável de uma coitada que não tem por quem cair. Estampam os números em minha cara…
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⁠Minhas veias estão vazias, a miséria tomara minha matéria, meu sangue evapora em nome da minha lazeira, minha carne apodrece nos braços da derrota. Me torno o fracasso encarnado no corpo inidentificável de uma coitada que não tem por quem cair. Estampam os números em minha cara, mas não compreendem os porquês da minha cara os jornais estampar, afinal é apenas mais uma estatística a alimentar. Me avaliam como incapaz e usam números cadavéricos para me matar, me enfiam goela abaixo um 10/12 porque sabem que um 192 não mais adiantará. Os dias vão passar, passar por cima de minha honra como um rolo compressor; não sei até quando vou aguentar gritar calada e lidar com o eco de meu penar, pois a única voz que ouço me chamar é a minha, que fraca e anêmica, não pode me acalmar. Antes assistia sozinha ao meu declínio, mas agora nem comigo mesma eu posso contar.

⁠Mas então sua voz se calou, se dissipou em meus pensamentos e voou, voou para onde meu coração não podia te encontrar. E logo tudo o que restara de ti também decidira ir se encontrar em outro amar. Segui também o meu caminho, deixei-me ser guiada pelas estrelas, atravessei mare…
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⁠Mas então sua voz se calou, se dissipou em meus pensamentos e voou, voou para onde meu coração não podia te encontrar. E logo tudo o que restara de ti também decidira ir se encontrar em outro amar. Segui também o meu caminho, deixei-me ser guiada pelas estrelas, atravessei mares, atravessei rios, mas foram os velhos ventos ao norte que me levaram ao único lugar em que poderia estar: Longe de ti, ainda aprendendo como voltar a amar.

⁠E assim fora-me roubada a essência, o âmago, o cerne; fora-me roubada a identidade em um golpe que embora ideado, teve o poder de atingir-me com a mesma brutalidade com a qual um raio atinge a árvore deixada ao léu em campo aberto, ceifando seu tronco em duas metades rivais. En…
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⁠E assim fora-me roubada a essência, o âmago, o cerne; fora-me roubada a identidade em um golpe que embora ideado, teve o poder de atingir-me com a mesma brutalidade com a qual um raio atinge a árvore deixada ao léu em campo aberto, ceifando seu tronco em duas metades rivais. Então acusaram-me de atentar contra quem eu era, de dilacerar a essência velha em função da debilidade nova. Me denominaram impostora, esvaziaram-me a clareza, condenaram-me por uma prolixidade inventada. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar. Por isso jogaram-me contra a parede, questionado a veracidade de tudo o que tentei dizer, mas que graças à língua não fui capaz de fazer. Duvidaram de minhas dúvidas e de minhas certezas. Questionaram-me e fizeram questionar a verdade que costumava me guiar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar. Porque acreditam valer mais a palavra do que aquilo que se quer dizer. Falam da confusão de minha escrita porque nunca conheceram a de minha cabeça. Exigem uma clareza que nem a mim conseguem me entregar e em meu martírio escolhem se deleitar, porque são p*tinhas de uma normatividade torpe e vulgar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar. E antes de mais nada, assumo minha raiva e minha tentativa de negar o que quer que seja que possa meu ego contrariar. Por isso não pestanejo em afirmar que trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.