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Frases de Luverly Menezes

45 frases

VERDADE MÁGICA Meu primeiro texto, maio de 1996. Abrigar-se num mundo definido por pessoas
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VERDADE MÁGICA Meu primeiro texto, maio de 1996. Abrigar-se num mundo definido por pessoas cenários e sentimentos Que só a emoção traz como presente. Ao redor de uma vida, muitas buscas e um só sentido Além dela, uma tal felicidade se mostra radiante. Se existe um mundo perfeito É lá onde tudo acontece O encanto jamais se quebra Por que a magia não é frágil O afeto se afirma como majestade das expressões E o amor, como limite de uma alma sempre serena Lá, a vida aponta sempre os melhores caminhos Àqueles com arco-íris e pote de ouro no final Nada foge a certos detalhes e a grandes momentos É como abrir um livro no melhor da história E de repente se sentir parte dela Nesse mundo, os olhos admiram tudo que vêem E o coração ama tudo o que sente Querer encontrar algo ou alguém que faça diferença É se achar num ciclo de pensamentos suaves e sonhos perfeitos Que buscam sempre felicidade com final de história É subir no telhado e buscar o que já não é mais Possível aos olhos alcançarem através da janela Fazer parte de um mundo assim É se encantar por estrelas que podem ser vistas e até amadas Mas só quando se tenta tocá-las É que se percebe o quanto estão distantes São todas estrelas cadentes entre estrelas comuns Raras, rápidas e especiais Cada uma com um jeito único de brilhar Mas se a realidade pura e simples teima Em não perdoar quem tenta negá-la Agarrando-se a sonhos e sentimentos É só pensar que pode E a tão banalizada ilusão chega como a única Capaz de preencher espaços e suavizar lembranças Aqui, acredita-se numa verdade mágica A de que na vida de todo mundo existe um anjo Pra fazer a gente viver, sentir e acreditar No que não vê.

Minhas Esquinas Pelas esquinas por onde passo deixo um tanto de mim. Um tanto do que inevitavelmente fui. Um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico em surpresas, mais empobrecid…
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Minhas Esquinas Pelas esquinas por onde passo deixo um tanto de mim. Um tanto do que inevitavelmente fui. Um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico em surpresas, mais empobrecido em limites. A cada encontro com as ferrugens pálidas de um tempo, refaço-me poderosa em perceber-me. Tropeço clandestinamente em meu próprio retrato e como um sono embrutecido pelos soluços do caos atiro-me voluntariamente num denso cair, infame aos outros, íntimo de mim. Tento desenhar em cada letra uma queda que nos limites extremos de um perder-se, escurece e macula qualquer projeção que seja de encontro com a fortaleza que faz saltar em voltas e cambalhotas dos gritos cercantes de mim ao claro súbito de um novo nada. Nessa viagem sem atalhos, a heresia do medo se impõe majestade. E no erguer-se de cada queda, refaço-me na incompletude e na imprecisão de um recomeço. Recomeços tímidos e disformes que, de concreto, só me antecipa a consciência de que o “permitir-me” fraca me distancia em tempo e em intensidade do inevitável “tornar-me” forte. Dos saltos e dos encontros ainda por vir, nada tenho revelado. Toda luz é inconfessa e inebriada se o olhar não se ergue o bastante para alcançá-la. O mais incrível desse ciclo de emendas e rupturas sempre implacável ao desnudar-me em avessos é que depende de mim o jeito e o tempo de fechá-lo, jamais a decisão de abri-lo. Nem sempre, fazemos escolhas. Uma nova esquina se mostra quando, um tanto grande de nós, já é parte dela. Por muito tempo, acreditei serem vida e escolhas, o contrário disso. Se, é verdade que escolhemos caminhos, deve ser verdade que cada novo caminho é também o nascer de uma morte da qual sobrevivem os que mais pensaram e menos choraram e desse nascer sem a primazia do tornar-se vida, só conhecemos o inumano que o forjou.

Os ecos dolentes que dormem em minha alma são hoje um querer de amor quase sem nomes, sem as formas e sem todas as cores que há muito conheci. Mais do que agonizar-me em perdas, quero seguir em sintonia secreta com meus palácios de sombras e de sonhos. Posso escrever ainda sobre…
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Os ecos dolentes que dormem em minha alma são hoje um querer de amor quase sem nomes, sem as formas e sem todas as cores que há muito conheci. Mais do que agonizar-me em perdas, quero seguir em sintonia secreta com meus palácios de sombras e de sonhos. Posso escrever ainda sobre as luzes da noite tão minhas, sobre os ventos que cantam pra mim. Minha alma não se contentará sem os versos da paz que preciso. As pedras das ruas pelas quais não andei, a espuma do mar que não cheguei a vestir perderam-se hoje de mim. Todas as dádivas do outono cinza que eu não conheci serão palavras mudas e errantes também. Os passos na areia que não deixei, as muitas conchinhas que não cheguei a juntar, permanecerão lá, à espera de um novo milagre de amor.

"Há dois tipos de pessoas no mundo: os realistas e os sonhadores. Os realistas sempre sabem onde estão indo. Os sonhadores, já estiveram lá." O barco da segurança nunca vai além da margem. Arrisque-se por uma simples vontade, arrisque-se por um grande sonho. Tenha por prudência…
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"Há dois tipos de pessoas no mundo: os realistas e os sonhadores. Os realistas sempre sabem onde estão indo. Os sonhadores, já estiveram lá." O barco da segurança nunca vai além da margem. Arrisque-se por uma simples vontade, arrisque-se por um grande sonho. Tenha por prudência apenas o respeito ao outro, a certeza 'de que quer ir' e... vá. Simplesmente, vá.

Sou a suavidade e a ponderância por escolha e por princípio. No entanto, vez ou outra, a vertigem incontida de uma emoção supera minhas próprias molduras. Como não me perder entre o etéreo e o insano das minhas próprias emoções? Ensine-me, quem o conhece, o caminho mais previsíve…
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Sou a suavidade e a ponderância por escolha e por princípio. No entanto, vez ou outra, a vertigem incontida de uma emoção supera minhas próprias molduras. Como não me perder entre o etéreo e o insano das minhas próprias emoções? Ensine-me, quem o conhece, o caminho mais previsível e linear de um viver e de um sentir sem esses abismos de razão, sem esses tão intemperantes quereres. Aqui, entre os limites do que bem conheço e o inevitável do de nem imagino alcançar, sigo em sintonia secreta com a majestade livre e indomável de um unicórnio ainda pálido pelos sustos e pela desconfiança de seu aparente regaço.

Quando percebo chegar meu sono acendo as luzes e abro as janelas para dormir. Preciso de luz e de brisa quando regresso. A luz me acumina olhos sem prece... e o açoite do vento que se esgueira pela janela me é cura agora. Permito ao sono de quem segue serena os vagalumes carregar…
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Quando percebo chegar meu sono acendo as luzes e abro as janelas para dormir. Preciso de luz e de brisa quando regresso. A luz me acumina olhos sem prece... e o açoite do vento que se esgueira pela janela me é cura agora. Permito ao sono de quem segue serena os vagalumes carregar-me ao longe por certo. Só que neste hoje, mais lúcida de mim.

Neste mundo de tantos perdizes e de tantas confusões de encontros, há quem celebre sorrisos, há quem mergulhe descuidado na fulgência de um olhar de ébano, há quem diga que amores são sim, felizes e raros acasos que se acomodam em nós quanto mais lúcido e seguro for o abraço. Ass…
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Neste mundo de tantos perdizes e de tantas confusões de encontros, há quem celebre sorrisos, há quem mergulhe descuidado na fulgência de um olhar de ébano, há quem diga que amores são sim, felizes e raros acasos que se acomodam em nós quanto mais lúcido e seguro for o abraço. Assim, sou eu....Vício e sede de amor.

Epitáfio de um inexorável arrependido: se você diz que jamais fará, então não faça. Não seriam dessas decisões tão visceralmente declaradas e reafirmadas em nós que decorre nosso lado mais seguro e incorruptível de ser? Bastou que eu me perdesse uma única vez de "um nunca", para…
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Epitáfio de um inexorável arrependido: se você diz que jamais fará, então não faça. Não seriam dessas decisões tão visceralmente declaradas e reafirmadas em nós que decorre nosso lado mais seguro e incorruptível de ser? Bastou que eu me perdesse uma única vez de "um nunca", para que eu jamais me reencontrasse em "um sempre".

Eu poderia segurar uma estrela cadente em cada uma das mãos, ter o aroma de rosas brancas em minha boca cada vez que eu falasse, se eu transfigurasse em meus olhos o mais fulgente do sol, ainda assim, não conseguiria suavizar em minhas palavras a hostilidade dos fatos se a emoção…
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Eu poderia segurar uma estrela cadente em cada uma das mãos, ter o aroma de rosas brancas em minha boca cada vez que eu falasse, se eu transfigurasse em meus olhos o mais fulgente do sol, ainda assim, não conseguiria suavizar em minhas palavras a hostilidade dos fatos se a emoção de quem as ouve permanece, surda. Deixo-as, então, perderem-se temporariamente de mim entre a cadência alegre de uma ciranda e o silêncio triste de um relicário, antecipando que, em algum tempo, nas curvas de um atalho qualquer serão, por certo, encontro.

Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos. Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço…
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Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos. Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço e sorrissem de si mesmos, experimentando o avesso do susto e rendendo-se à luz de um sorriso. Quem dera mesmo se o fim existisse apenas para os medos e jamais para as nossas tão breves e raras vertigens de felicidade. O outono perderia a hora no manso sossego do sono e a primavera seria senhora do tempo que regala os olhos e suaviza a alma. Eu queria que os afetos fossem livres e eternos como penso serem as borboletas. Morrer para em outra forma nascer, faz eterna uma existência. E não há nada mais legítimo à liberdade do que a promessa de um recomeço. Se eu tivesse que pintar com tinta fresca as mais sublimes emoções, estariam lá estrelas que embalam redes, sereias que durante nossas viagens de sono, nos levam a passear pelos mares de Netuno, lá onde se é possível ver e sentir tudo aquilo que não podemos tocar, a emoção não vista que nos tira o ar. Eu pintaria ninfas que nos guardam em cama de folhas no alto das árvores, onde nada mais nos alcança a não ser as brechas de sol por entre os nimbos. Estariam lá, conchinhas misteriosas, ainda fechadas, com cheiro de algas, trazidas até meus pés pela espuma do mar fiel e cansado. Eu pintaria com a mais fulgente das cores, um colo de afeto chamado minha mamãe. Braços com o alcance do céu, ternos e fiéis, acalanto de toda uma vida em cada abismo meu. Nem sei se todas as cores, dariam conta de tanta ternura, de tanto zelo, da soberania de um amor valente e incondicional, desses que só se tem um a cada vida. Estariam lá também os meus sorrisos, os sorrisos de quem amo e de cada um que numa inesquecível passagem por minha vida, me fez sorrir. Os abraços, os mimos, minhas pérolas e afagos de afeto, estariam lá, por certo. E o que diriam todos.... Jamais conheci alguém que gostasse tanto de sorrisos e de abraços. E num cantinho à direita do quadro, com traços tímidos e quase imperceptíveis ao correr dos olhos, eu pintaria o que mais sou. Uma emoção desajeitada, um sonho não prometido, uma crença não corrompida, um sempre, um nunca. Um outono cinza que enevoa as flores, breve e clandestino em muitos, eterno e raro em poucos. As decepções, os sofreres, as flechas DE TÃO PERTO em meu peito, essas eu não pintaria. Seria tornar-lhes perenes, epitáfio confesso de mim. Em meus traços não haverá pandora. As marcas feitas a ferro em brasa, devem ser vistas e traduzidas apenas por quem as tem em sua carne. A vida se já se encarrega de fazê-las retrato inexorável de nós. Ventanias infames ao amor mais puro, desertos de princípios que chocam, assim como as folhas tortas após a tempestade, é luz apagada dentro da gente, é esperança corrompida que, por fim, te embrutece e te esvazia a alma. Pelos caminhos de um universo paralelo que tem os contornos de minhas buscas e de meus sonhos, encontro-me e, por vezes, perco-me. Talvez porque eu não seria uma boa artesã, talvez porque a ponte que deixa para trás o que só a ilusão permite viver e sentir, jamais me será possível atravessar.

Pelas esquinas de tempo por onde passo, deixo um tanto de mim, Um tanto do que inevitavelmente fui, um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico da lucidez que preciso, mais empobre…
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Pelas esquinas de tempo por onde passo, deixo um tanto de mim, Um tanto do que inevitavelmente fui, um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico da lucidez que preciso, mais empobrecido em limites, mais prudente em perceber que alguns passados, apenas passam, jamais se superam em nós. Assim são os amores, as saudades, os sonhos e os quereres que, sem perceber, por essas muitas e inconfessas esquinas, deixei. Pelos caminhos desse presente, vou reinventando cenários e neles acomodo novos castelos, às vezes de mármore, às vezes de areia branca, bem leve ao vento.

Para enxergar claramente as minhas verdades, amá-las, rejeitá-las ou refutá-las, carrego junto a meus passos, uma porção mágica preparada por ninfas e duendes na qual misturam se em sintonia, a lucidez e a ilusão. Apenas assim, trago em meu regresso, numa sacola de pano tecida co…
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Para enxergar claramente as minhas verdades, amá-las, rejeitá-las ou refutá-las, carrego junto a meus passos, uma porção mágica preparada por ninfas e duendes na qual misturam se em sintonia, a lucidez e a ilusão. Apenas assim, trago em meu regresso, numa sacola de pano tecida com pó de estrelas, minha vida clara e lavada, fulgente e honesto espelho MEU, minha mais fiel e sagrada identidade. Sem peso, sem medo, sem credo, reconheço-me renascida de uma viagem da qual poucos regressam, e nessa viagem, todo avesso à emoção e à coragem, se faz alma indômita em mim. E a cada novo nascer, certezas rasgadas, ainda profanas, refazem caminhos, desvendam mistérios, reafirmam desejos e sonhos, outrora calados pelas surras da alma, aquietados pelas altas e soberbas vozes de um tempo, mas ainda assim, minhas crenças e minhas verdades, permanecem imáculas em mim. Sob o véu da noite e sob as asas do silêncio, trago sem disfarces, a certeza dos meus quereres, as surpresas por de trás das novas portas que espalmei, trago fortalecidos os meus sonhos, reinventadas as minhas crenças para que, de algum modo, elas sobrevivam e se afirmem em mim. Trago, sobretudo, o mapa sempre inacabado das trilhas e dos caminhos em direção ao “encontro marcado” que por toda minha existência, busquei. E se há de chegar o dia em que eu já não mais estenda minhas mãos à emoção, que meu coração deixe de ser minha voz mais aguda e firme, que eu recue do penhasco de onde tantas vezes me atirei ao vento sem medo e sem pressa, ou que eu adie o tempo por medo de enfrentar minhas próprias verdades, se hei de banalizar as cenas que fiz sob o céu de setembro que jamais chegarei a ver... Neste dia, a metade fria e plácida de todo ser, será meu “eu” e, por certo, todas as crenças de felicidade, todos os sonhos e verdades que tenho, já deslizaram, em luto, por entre os guetos de outono pelos quais ainda não andei. Luverly Menezes.

Sorria depressa, e sempre em favor dos passos ainda por dar. A melodia de um recomeço, mora inteira na coragem. Ainda que eu lembre das palavras escritas em minhas costas, o canto mais alto da alma seguirá sendo meus sonhos porque assim, sobre a imensidão sagrada dos cirros, é qu…
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Sorria depressa, e sempre em favor dos passos ainda por dar. A melodia de um recomeço, mora inteira na coragem. Ainda que eu lembre das palavras escritas em minhas costas, o canto mais alto da alma seguirá sendo meus sonhos porque assim, sobre a imensidão sagrada dos cirros, é que caminham meus pés.