Pular para o conteúdo

Frases de Luiz Sommerville Junior

32 frases

Veste o teu vestido branco o mais transparente de todos e vem ver o nascer do sol
Continuar lendo

Veste o teu vestido branco o mais transparente de todos e vem ver o nascer do sol Despe o teu vestido branco e deixa que a luz cubra de beijos todas as galáxias da tua encantadora derme, ó minha flor latejante ! [Távola De Estrelas] O Movimento da Terra

Doíam-me os poemas nas suas páginas em combustão alastrava a raiva dum fogo posto
Continuar lendo

Doíam-me os poemas nas suas páginas em combustão alastrava a raiva dum fogo posto Para o qual não havia água Que o abrandasse Lacrimejava-me o olhar De tanto verso incendiário - Quem é que via o meu sangue a arder ? E se me perguntares: qual a razão desse impulso ardente Dir-te-ei: -Nunca soube em que ponto cardeal O poema se cruza com a sua estrela ! ... [Távola De Estrelas] Index - Eu Canto O Poema Mudo

A Minha Carne É Feita De Livros A minha carne é feita de livros... de histórias da carochinha
Continuar lendo

A Minha Carne É Feita De Livros A minha carne é feita de livros... de histórias da carochinha vividas no vapor da boca que no adeus da aurora cobriam de magia o tormento do meu travesseiro A minha carne é feita de livros... encaixados à força da régua e do carimbo do "tens que aprender a lição!" enquanto lá fora... a saia primaveril que vestia os meus sonhos me inundava de interjeições... A minha carne é feita de livros... e rogo a quem os abriu o milagre de jamais os fechar... Távola de Estrelas

Barquinhos De Papel Quero que os meus versos sejam humildes
Continuar lendo

Barquinhos De Papel Quero que os meus versos sejam humildes como humilde foi o meu nascer: cinco letras gritando na boca da minha mãe cinco letras sorrindo nos olhos do meu pai Quero que os meus versos sejam humildes: cinco letras entranhadas no corpo da minha amada Cinco letras vivendo no meu filho eternizadas Sim! Quero que os meus versos sejam humildes : cinco letras apagadas pela terra que as guardará E... a chuva impertinente a levar os barquinhos de papel no tempo de quem (não) me viu Fonte: Távola de Estrelas

Para Onde Vai a Alma ? Mãe vi-te ainda há pouco
Continuar lendo

Para Onde Vai a Alma ? Mãe vi-te ainda há pouco e eras menina apesar de todos os teus anos não sei porque razão a imagem congelou no momento em que a tua voz soou e agora que te vejo com o peso duma indecifrável idade ele - o caminho ela - a vida fundem-se e sei , percebo neste instante, que essa fusão gera o tempo em que a única coisa que fica é a imagem congelada desligada da voz e por mais que eu olhe a menina que vi ainda há pouco tenho medo de olhar... (para onde vai a alma quando a luz queima a nascente ?...) Fonte: Távola de Estrelas

Houve um tempo em que as palavras eram minhas...
Continuar lendo

Houve um tempo em que as palavras eram minhas... - não, não eram minhas , eram tuas da tua amiga da tua irmã ou até talvez do teu pai movimentavam-se em círculo como se fossem uma roda qual bailado de corpos em perfeita harmonia e éramos imensuravelmente felizes porque ou tu falavas ou tu , amavelmente , sentavas-te e escutavas... [Távola De Estrelas] Estrangeiro

Ainda Os Escorpiões … O brinde que ergueste , ó querido irmão ! anda a tilintar , nas taças do mar , qual gaivota a esbarrar no mastro do barco que na baía paralisou para admirar o teu braço a levantar ! esse mar , a juntar , tantas Terras dos céus onde nossas vidas andam a naveg…
Continuar lendo

Ainda Os Escorpiões … O brinde que ergueste , ó querido irmão ! anda a tilintar , nas taças do mar , qual gaivota a esbarrar no mastro do barco que na baía paralisou para admirar o teu braço a levantar ! esse mar , a juntar , tantas Terras dos céus onde nossas vidas andam a navegar .. navegar … flutuar ? um brinde às nossas cores amadas “ao vinho e à cachaça” de todas as estradas que(nos)conduzem ao coração do Homem em ascenção aos desígnios insondáveis de tudo o que (já) não vemos mais mas sabemos , enquanto vida temos são como a mais bela canção impossíveis de agarrar , hinos nos ouvidos a falar todas as almas ao tempo por onde o vento não se cansa de assobiar todas as Construções , todas as Noites Que (nos) Eram e Levaram … Todos as Mensagens , poemas Número Vinte dançando nos lençóis que um dia foram testemunhas do escrever na carne os sonhos do corpo que arde Ó irmão ! “Se esta rua , se esta rua fosse minha eu mandava , eu mandava ladrilhar … com pedrinhas de brilhante” o chão ! dos poetas que se riem dos poetas que só sabem chorar ! todos os poetas que em TI te fizeram o verbo sonhar ! o lirismo derramado sobre a mesa ou o sangue escorrendo como vinho no dedilhar da guitarra que eu te daria , do violão em que tu , às costas , me transportarias , cerejeira nas nossas mãos encarnadas qual o desenho acima do real da menina que Génesis enunciou nas somas das lindas vareiras nas noitadas à varanda deliciadas com nosso eternizar todas as madrugadas ou onde renasce o Cais Do sodré , à nascente do Rio ! ou mais a Norte do que ao Sul , onde o Horizonte é mais Belo e o Porto é mais seguro ! nas vielas que faladas na una Língua são becos irmão que és as cinco Quinas das Vinte e sete estrelas , Serenata Ao Luar De Coimbra , Coisas Nossas pra encaixilhar no Beco Das Garrafas nas avenidas , num qualquer viajar “Um brinde ao dia 18, ao dia 20″ Novembro desta “Manhã De Carnaval” Novembro deste “Povo Que Cantas No Rio” Pés na terra a caminhar na epístola de São Paulo Braços no ar a casar com as noivas de Santo António “Os copos embriagados de vinho, vozes em cantoria, resto de noite.” qual lanterna a alumiar os olhos do fado a lacrimejar … do samba dançado no ar … “um brinde! ao novembro dos escorpiões vagamundos.” enquanto … nas mochilas a guardar para dar “A Vaca De Fogo” e “Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores” os abraços e os beijos , a vibrar … a vibrar ! [Távola De Estrelas] FELIZ ANIVERSÁRIO...MEU ESCORPIÃO !!!!

É tão difícil - Ó música que impiedosamente me castiga! Escrever conceituando o silêncio
Continuar lendo

É tão difícil - Ó música que impiedosamente me castiga! Escrever conceituando o silêncio Sua brancura é demasiada Sua negrura tão excessiva - asfixiante ! – Que a surdez Inviabiliza a boca - Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... – Fechando-a Na mente que busca em vão A anestesia Para a palavra ferida Távola de Estrelas - Inaudível

Todos os meninos têm sonhos inventam as viagens
Continuar lendo

Todos os meninos têm sonhos inventam as viagens com seus barquinhos de papel que colocam sobre um fio d´água exploram as terras com seus aviões d´ aerograma que entranham no vento com uma linha invísivel Por vezes nao Limitam-se a viver e morrer sobre o fio da linha [Távola De Estrelas] A Imponderabilidade Dos Sonhos

Pomba branca, que partiste para não mais voltar... Diz-me pomba querida: se eu te dei toda a minha vida
Continuar lendo

Pomba branca, que partiste para não mais voltar... Diz-me pomba querida: se eu te dei toda a minha vida por que não me quiseste amar? Pomba branca, por que procuras o sol do outro lado do mar? se aqui tão pertinho de mim as rosas do meu belo jardim levam a vida por ti a chorar Pomba branca, tuas asas, longe , longe vão que procuras tu? Novos rumos? Novos ventos? Enquanto de profundos lamentos está morrendo meu coração Pomba branca, ergueste tuas asas sedentas de paixão num triste adeus e meus sonhos como folhas no outono, suavemente beijamos o chão Encontro uma pomba branca quase morta no chão és tu pomba querida, a quem eu dei toda minha vida que pedes a minha mão? [Távola De Estrelas] Despedida 1973

Abri o teu livro (Deus sabe muito bem como é verdadeira
Continuar lendo

Abri o teu livro (Deus sabe muito bem como é verdadeira a minha afirmação) e encontrei-me nas tuas mãos par de flores dum só jardim aberto em percepção certo tremo... porque não posso não quero fechá-lo (a ele , o livro) leio-o devagarinho temo por tão belo papel branquinho por tão sentidas e dedicadas palavras é meu ? o certo é que com o teu livro tão perto... apertadinho ! o meu coração prisioneiro é feliz na liberdade das mãos ... e nunca antes a palavra Para veio desta maneira em dedicatória de toda a vida , a vida inteira ! [Távola De Estrelas] De Ti Para Mim - O Livro que Tu me Deste - 23 de setembro de 2011, 01:09:59 Eu Canto o Poema Mudo