SONETO (acróstico) Às vezes penso num discreto amigo Erguendo as mãos a indicar-me a estrada,
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SONETO (acróstico) Às vezes penso num discreto amigo Erguendo as mãos a indicar-me a estrada, Lembrando de minha alma abandonada, Vem dar-me a sorte de encontrar contigo. Irei assim, seguindo sem abrigo, Na esperança de só te ver, mais nada; A sombra que me segue na jornada Oculta a tua imagem quando eu sigo! Feliz, no entanto, se encontrar-te um dia Enfeitiçada por cruel magia, Representando a esfinge do oriente! Então, eu pediria ao meu destino: Conceder-me esse dom, também divino, E ser petrificado eternamente.