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Frases de Luiz Roberto Bodstein

1.230 frases

Será sempre bem mais complicado lidar com o amoral do que com o imoral, pois que o primeiro nunca se convencerá de que existe um desvio de personalidade a ser corrigido. Nele não existe o mecanismo diferenciador, como a consciência da imoralidade, e praticamente se torna impossív…
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Será sempre bem mais complicado lidar com o amoral do que com o imoral, pois que o primeiro nunca se convencerá de que existe um desvio de personalidade a ser corrigido. Nele não existe o mecanismo diferenciador, como a consciência da imoralidade, e praticamente se torna impossível fazer com que se transforme em algo melhor, pois que está inserida a transgressão em sua própria essência de conduta.

Mentira descoberta pela denúncia de outrem em vez de tropeços próprios no mínimo sugere estarmos diante de um calhorda inteligente. Não há coisa mais irritante do que burrice aliada a inabilidade, seja na presença ou na ausência de caráter. Antes a inteligência dos pilantras à me…
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Mentira descoberta pela denúncia de outrem em vez de tropeços próprios no mínimo sugere estarmos diante de um calhorda inteligente. Não há coisa mais irritante do que burrice aliada a inabilidade, seja na presença ou na ausência de caráter. Antes a inteligência dos pilantras à mediocridade dos incompetentes.

A moldura imperfeita não se revela um obstáculo para que a sensibilidade do apaixonado pela arte identifique a obra prima trazida a destaque por suas dimensões físicas. Assim, o corpo atrelado à alma que descobrimos amar pode realçar-lhe a beleza, mas é a magia do artista colocad…
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A moldura imperfeita não se revela um obstáculo para que a sensibilidade do apaixonado pela arte identifique a obra prima trazida a destaque por suas dimensões físicas. Assim, o corpo atrelado à alma que descobrimos amar pode realçar-lhe a beleza, mas é a magia do artista colocada na tela a essência que irá atrair, como um ímã, os olhos de Eros. E então, em dado momento, a atenção antes voltada unicamente para a obra descobre a harmonia da moldura à sua volta – até desprezada a princípio – e desperta para o conjunto absolutamente perfeito que forma com a arte pela qual nos apaixonamos. É quando descobrimos que ela se mistura às cores da tela e lhe dá a ênfase que faltava para que pudéssemos absorver – sem limites – a plenitude da obra.

As regras do "jogo da sedução" estão de tal forma inseridas na cultura nacional que acabou por se constituir num produto de exportação. A imagem do "amante latino" e das "mulheres gostosas" é tão bem vendida que nem os próprios "produtos" escapam do efeito "rolo compressor", que…
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As regras do "jogo da sedução" estão de tal forma inseridas na cultura nacional que acabou por se constituir num produto de exportação. A imagem do "amante latino" e das "mulheres gostosas" é tão bem vendida que nem os próprios "produtos" escapam do efeito "rolo compressor", que esmaga a ambos: Da parte dos homens, mesmo não achando entre as ofertas a que faz a sua cabeça, tem que comer do prato que lhe oferecem, gostando ou não do que lhe é servido. Da parte das mulheres, por lhes ter ser sido incutido desde muito cedo que são a principal iguaria do cardápio masculino, dificilmente aceitam que algum deles exerça o seu direito de escolha. Ouvir um "não" de um homem pode transformar o infeliz em objeto definitivo de sua fúria. O resultado é que a ditadura da libido para os dois - exercida pela cultura vigente - faz exatamente o que qualquer regime ditatorial impõe às pessoas: deixá-las acreditar que suas ações são escolhas próprias, mas pune sem piedade quem se atreve a desafiar as regras disfarçadas de "decisões pessoais".

Pensamentos geram Palavras... Que se transformam em Ações... Que criam Hábitos... Que formam o Caráter... Que constrói seu Destino. O ato de não revisarmos continuamente nossas ações pode fazer com que incorporemos de tal forma certos hábitos que não mais os percebamos como errad…
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Pensamentos geram Palavras... Que se transformam em Ações... Que criam Hábitos... Que formam o Caráter... Que constrói seu Destino. O ato de não revisarmos continuamente nossas ações pode fazer com que incorporemos de tal forma certos hábitos que não mais os percebamos como errados, de tão comuns que se tornaram. É como, de tanto escrever ou pronunciar errado uma palavra, acabamos por assimilá-la como correta quando todos à nossa volta enxergam como ela se apresenta, e nós não.

Sou aquela pessoa que acredita até prova em contrário e que jamais faz jogo sujo nem mesmo pra se defender. Mas quem achar que isso me torna uma ótima vítima de ocasião pode descobrir que, mesmo sem violar princípios éticos ou legais, sei usar minha inteligência para tornar a tar…
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Sou aquela pessoa que acredita até prova em contrário e que jamais faz jogo sujo nem mesmo pra se defender. Mas quem achar que isso me torna uma ótima vítima de ocasião pode descobrir que, mesmo sem violar princípios éticos ou legais, sei usar minha inteligência para tornar a tarefa bem mais árdua do que possa imaginar. No mínimo a pessoa vai encontrar problemas que não precisaria ter se me deixasse no meu canto.

Quando muito jovem e impetuoso na ânsia de “levantar bandeiras” que deixassem clara a minha posição em relação a um tema, não poucas vezes me percebi atropelado pelos partidários da idéia, que se apropriavam dela como os seus legítimos defensores e pretensos “seguidores”. Não for…
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Quando muito jovem e impetuoso na ânsia de “levantar bandeiras” que deixassem clara a minha posição em relação a um tema, não poucas vezes me percebi atropelado pelos partidários da idéia, que se apropriavam dela como os seus legítimos defensores e pretensos “seguidores”. Não foram poucas as ocasiões em que percebi que o rumo que deram àquilo que eu concebera se colocava cada vez mais distante do que eu buscara ao lhe dar origem, mas que agora muitos se julgavam “donos” da minha verdade, e se assenhoravam da sua condução, já totalmente distorcida em relação à proposta original. Em vez de seu criador, eu agora me percebia tutelado pelos meus próprios liderados. Foi assim que entendi uma história que ouvira contar sobre Carl Max que, ao perceber no que os pretensos “marxistas” da época – teoricamente seus “seguidores” – haviam transformado a sua ideologia, criada com o objetivo de buscar uma forma mais justa de condução dos povos, já no leito de morte teria declarado: “Tudo que sei é que não sou marxista!”. Verdadeira ou não essa versão, ela se mostra, no mínimo, como uma lição que nos previne contra rumos que nos escapam ao controle. Daí porque desisti em definitivo de levantar bandeiras como ideologia definitiva. Escolhi preservar minha capacidade de analisar todos os lados e mudar de opinião quantas vezes se fizer necessário para me aproximar da realidade, e não da versão dada a ela pelo lado que a tomou como sua.

Perdão concedido sucessivas vezes para os mesmos erros deixa de ser virtude, prestando-se a perenizar hábitos que alternam erro e perdão para se obter provisão de tudo o que não se quer buscar pelo próprio esforço. Como parasitas alojadas no tronco de frondosas árvores, tais pess…
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Perdão concedido sucessivas vezes para os mesmos erros deixa de ser virtude, prestando-se a perenizar hábitos que alternam erro e perdão para se obter provisão de tudo o que não se quer buscar pelo próprio esforço. Como parasitas alojadas no tronco de frondosas árvores, tais pessoas esperam pela seiva preciosa que as sustente até que a hospedeira, enfraquecida pelo duplo esforço, sucumbe sob o jugo da parasita manipuladora.

Uma meia-verdade pode ser uma mentira inteira, quando se relata apenas a parte que não compromete. Mas a omissão não tem o mesmo caráter, prestando-se muitas vezes a poupar o outro de uma verdade para a qual não se encontra preparado e, nesse caso, não se trata de faltar com a ve…
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Uma meia-verdade pode ser uma mentira inteira, quando se relata apenas a parte que não compromete. Mas a omissão não tem o mesmo caráter, prestando-se muitas vezes a poupar o outro de uma verdade para a qual não se encontra preparado e, nesse caso, não se trata de faltar com a verdade, mas de não impô-la, pois que pode não se traduzir como benefício.

Críticas são indispensáveis ao crescimento de qualquer pessoa. Mas quando utilizadas como batalhas campais de acesso público, presencial ou virtual, transformam-se em mero exercício de vaidade em competição de conhecimentos. Além de desrespeito a esse público, coloca-o em trinche…
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Críticas são indispensáveis ao crescimento de qualquer pessoa. Mas quando utilizadas como batalhas campais de acesso público, presencial ou virtual, transformam-se em mero exercício de vaidade em competição de conhecimentos. Além de desrespeito a esse público, coloca-o em trincheiras que não escolheu ocupar. O duelo mais nobre, então, faz-se quando os adversários escolhem suas armas e decidem suas divergências em espaço reservado e acordado com seus juízes, para não transformar suas contendas em puro exibicionismo de cenas bizarras ou, no mínimo, incômodas.

Acho perfeitamente compreensível termos fumantes com mais de 50 anos, posto que este público foi vítima real de uma campanha maciça da indústria tabagista para convencê-los a se viciarem numa época em que se acreditava que a erva era dotada de propriedades medicinais para curar d…
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Acho perfeitamente compreensível termos fumantes com mais de 50 anos, posto que este público foi vítima real de uma campanha maciça da indústria tabagista para convencê-los a se viciarem numa época em que se acreditava que a erva era dotada de propriedades medicinais para curar doenças como bronquite crônica, asma, doenças do fígado, dos intestinos e até reumatismo. O que não consigo entender é como os jovens de agora - em sua maioria conscientes e politizados para diferenciar manobras marketeiras, e com amplo acesso a todo tipo de informação - entram numa de se viciarem, contrariando todo o meu conceito de inteligência. Esses podem ser tudo, menos vítimas.

Não se escolhe a quem nem o momento de amar. Quando isso acontece existe uma razão maior que se antepõe ao que se imagina ser amor: solidão, carência, o parceiro idealizado... Mas isto se traduz por um desejo de suprimento, por uma vontade advinda do racional. O amor real não ped…
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Não se escolhe a quem nem o momento de amar. Quando isso acontece existe uma razão maior que se antepõe ao que se imagina ser amor: solidão, carência, o parceiro idealizado... Mas isto se traduz por um desejo de suprimento, por uma vontade advinda do racional. O amor real não pede licença, nem escolhe seu objeto. Simplesmente brota do interior impenetrável sobre o qual não se exerce domínio. Quando amamos de verdade nos descobrimos tomados pelo amor, somos surpreendidos por ele, que nos pega sempre desprevenidos.