O mundo é composto por 10% de escória por opção, 20% de escória por exclusão, 65% de inconsequentes úteis que se transformam em massa de manobra dos dois primeiros e 5% de conscientes que efetivamente desempenham o seu papel social a serviço do coletivo. São estes últimos os responsáveis pelos avanços da humanidade.
Sempre que sentir a auto-estima em queda por culpa de quem quer que seja lembre-se disto: a vida não é um diagrama de causa e efeito, que responde de acordo com o que se espera. Até o que temos de melhor a oferecer pode ser justamente o que a outra pessoa não está preparada para receber, e principal causa para que se afaste de nós. Assim, concentre-se sempre no seu melhor, mas não se subestime por não vê-lo valorizado como deveria. A dificuldade pode estar em quem não desenvolveu suficiente capacidade para perceber-lhe o benefício, ou tem seu foco justamente para o oposto, e isso não tem nada a ver com você.
Vivenciamos verdades às vezes tão estarrecedoras que, para termos preservada a sanidade mental, é preferível não conhecê-las, e pegar carona na canoa de boa parte de pastores que disso se aproveita para conduzir suas ovelhas. Bem-aventurados os inocentes, os ingênuos e os ignorantes, pois deles é o reino dos céus!
Na impetuosidade da juventude podemos nos permitir aprender por erros e acertos. Mas na maturidade isso é incompreensível, pois que não faz mais sentido não refletir antes das ações para se arrepender em seguida. É quando o Homem Circunstancial precisa ceder lugar ao Homem de Consciência.
Quando me sinto extremamente fragilizado por um tempo maior do que o razoável para me sentir dessa forma tenho que me questionar se é a vida mesmo que está me batendo muito forte, ou se sou eu que estou me posicionando de forma inadequada frente a ela. Muitas vezes não é o mundo que é tão ruim quanto parece, mas nós é que somos fracos demais para amenizar os impactos que outros rebatem sem maiores dificuldades. Esse entendimento é fundamental para uma decisão que pode fazer toda a diferença: devo concentrar minha energia para mudar o contexto à minha volta ou o que tem que ser mudada é minha postura interior de reação? A solução pode estar na resposta a esta pergunta!
Aos 15 anos achamos que nossas descobertas representam a única verdade possível.
Aos 30, acreditamos que as nossas sínteses - científica e historicamente fundamentadas - refletem a realidade inequívoca de todas as teses e antíteses que nos legaram.
Aos 50 começamos a descobrir o quanto nossas "verdades consolidadas" possuem de fragilidade em seus alicerces.
Aos 80 descobrimos o quanto estivemos enganados sobre tantas "verdades irrefutáveis", mas agora já é muito tarde para transformar tal constatação em algo útil em nossas vidas.
Num momento você me coloca como alguém muito especial, como poucos teve oportunidade de encontrar em sua vida. No momento seguinte me descreve como um ser abjeto, que faz com que eu - caso o fosse - sentiria repulsa ao olhar minha imagem no espelho, o que confirma a tese de alguns pensadores de que existem três pessoas em nós: aquela como nos vemos, a que achamos que os outros nos veem, e aquela que REALMENTE somos.
Tudo isso me remete à inutilidade das imagens, e me dá o conforto de entender que o mais importante mesmo é que nos saibamos caminhando, e ficando melhores a cada passo, independente da versão do observador.