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Frases de Luiz Henrique de Souza Pedroza

4 frases

Dual E lá estava ele. Tão pequeno, tão frágil. Era maravilhoso saber que, enfim, eu havia sido pai. Ao mesmo tempo, um turbilhão de pensamentos e preocupações preenchiam os espaços ociosos no meu cérebro. Espaços que só eram, anteriormente, ativados quando os assuntos eram futil…
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Dual E lá estava ele. Tão pequeno, tão frágil. Era maravilhoso saber que, enfim, eu havia sido pai. Ao mesmo tempo, um turbilhão de pensamentos e preocupações preenchiam os espaços ociosos no meu cérebro. Espaços que só eram, anteriormente, ativados quando os assuntos eram futilidades, como mulheres, festas e futebol. Não havia espaço para mais nada. Desde o momento em que aqueles pequenos olhinhos negros piscaram para mim, o mundo parara. Só existíamos nós dois, unidos por laços únicos em uma esfera que eu ainda desconhecia. E ele, o meu filho (meu!), parecia me compreender. Olhava fixamente na minha direção, enquanto suas pequenas falanges arriscavam curtos movimentos. E sorria, quando a preocupação tentava me consumir. Parecia estar adorando a exaltação que brotava de mim, mesmo detrás daquela enorme parede de vidro. Agora eu entendia. Entendia o que era viver eternamente. Diante de mim, a maior aposta de perpetuação de minhas memórias. Uma Parte de mim. Minha continuação. Eternidade. Esse é o nome que deveriam dar a todos os filhos. Vitória. Este é o nome que deveria ser dado a todos os pais. Porque ser pai é viver, todos os dias, a harmônica dualidade existencial, sem deixar cair a peteca.

Samba do Amor Boêmio Faz teleco teco com meu pandeiro, Dirindindon com meu violão,
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Samba do Amor Boêmio Faz teleco teco com meu pandeiro, Dirindindon com meu violão, Dirindindin com meu cavaquinho E faz um samba no meu coração. Pra cada abraço uma nota alta, Pra cada beijo uma melodia E se o coro estiver afinado Hoje a noite vai ter sinfonia. E vai sambando pro meio da roda Que já está chegando a sua vez Se a sinfonia estiver animada Hoje eu não durmo antes das três. À tona veio esse tuntuntum Que descobri, veio da percussão. E enquanto tuntuntum eu vou ouvindo Minha morena eu não largo, não. No xique-xique do chocalho eu vou Me devolvendo à antiga boemia. E vou cantando como um beija-flor Voando e sambando até nascer o dia. O dia nasce pra morrer com samba O samba que anima nossa gente O samba que não existia É no batuque do repente E nas curvas de Maria. E se Maria é a Dama da Noite Que mexe com o olhar do poeta Dois pra lá, dois pra cá É a receita certa! E lá do morro a gente ainda ouvia Teleco teco, dirindim dondom Xique-xique, tutum Ticatá, ticatá, ticatá, ticatá... E lá do morro a gente ainda ouvia Teleco teco, dirindim dondom Xique-xique, tutum Ticatá, ticatá, ticatá, ticatá...

Bruna. Ah, Bruna... Menina da fala doce,
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Bruna. Ah, Bruna... Menina da fala doce, Da valsa dos sonhos, Do encanto envolvente, Dos olhos de mel Senhorita das minhas canções, Dos sete vestidos de filó, Das luvas de cetim E do caminhar dançante Mulher fonte súbita, motivo dos sabiás, dos sinos das catedrais e da multidão suburbana Mulher desejo, que leva consigo, por onde passa, o olhar atento do Don Juan, e a atenção do analítico DaVinci Mulher Surreal, Deusa de ébano, Perséfone pela manhã, Afrodite no cair da noite Éstu, ó Bruna: Meu anseio mais ardente, minha escolha mais difíciil, meu orgulho, minha graça És tu e não mais ninguém, minha lenda francesa de rendas e babados e um laço nos cabelos És tu, ó, delicadeza. Meu ego, meu íntimo, Minha moira, Bruna.