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Frases de Luiz Fernando Alves (Ziron)

4 frases

Senhorita sem rosto Quem é você que me procura? Será você a minha verdadeira cura
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Senhorita sem rosto Quem é você que me procura? Será você a minha verdadeira cura Ou uma imensidão de sonhos irreais que causam a ausência de minha paz? Por que me busca tanto? Sempre comigo, em qualquer canto. Os passos que dou são a sua estrada e tudo que sei sobre ti é nada O mais estranho é não te conhecer, Diga-me: Quem é você? Não sei como se chama e desconheço sua aparência Mas sei que deveríamos nos ver com certa frequência Surge uma gota cada vez que sinto sua falta, Sinto o mar de minhas incertezas em maré alta. Se a senhorita sem rosto não vier, eu me afogo. Por favor, me encontre logo...

Permutação de Opostos (O matemático e a artista) Ele era um matemático reconhecido
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Permutação de Opostos (O matemático e a artista) Ele era um matemático reconhecido Difícil achar um livro que não tenha lido Ela pintava quadros no fundo do quintal Sua música ambiente era o canto de um pardal Ele tinha medo de ser amado achava que tudo deveria ser calculado Ela tinha medo de não amar Ou que amasse e não conseguisse expressar O evento mais magnífico para ela era o brilho da aurora Já para ele eram teorias esboçadas outrora Quando ele a olhava, ela sentia todas as cores sumindo E quando ela o olhava, ele sentia a lógica o traindo Era um mar de oposições, e aquele casal estava submerso Aconteceu algo que ecoou em todo o resto do universo Todos aqueles números encontraram todas aquelas formas a artista estava cega e o matemático não seguia mais normas Como uma paródia escrita pelo mais louco comediante os lábios tocaram, seus corpos soltaram um pulso flamejante a troca de elementos simétricos criou a perfeição E todos pensaram: Os opostos não se encontram em vão

Convite para Solidão Mais uma noite e eu me vou. Me deito numa cama sendo eu, demasiadamente eu.
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Convite para Solidão Mais uma noite e eu me vou. Me deito numa cama sendo eu, demasiadamente eu. Indiscritivelmente eu. Mas o que sou? Andarilho contemplativo, que se sente unico em vão. Só me entrego verdadeiramente em tua companhia, solidão. Despedaça-me e mostre-me a mim mesmo Para que assim eu possa ver além do que quero que vejam em mim Abre-me e busca nessa alma cansada a esperança de não ser mais um. Faz de meu corpo uma sala de estar, e seja bem vinda. Solidão. Quero ser só, só teu anfitrião. Me esprema e guarde de mim toda a essência. Jantaremos essa noite meus sentimentos, e nos embriagaremos com minha existência. Cada dia mais me canso da sociedade. Vivo hoje apenas para não morrer de saudade. Saudadade de ti. Solidão. Dança comigo eterna donzela Cheia de melancolia e ainda tão bela Ouve comigo essa orquestra de minhas confusões Que toca o mais belo de todos os sons: O som vazio da solidão. Por último, deite comigo E seja minha Só minha Sozinha Solidão.

Transbordando-me em sol O sol da manhã dilacera meu espírito Me questiono recebendo a luz do dia
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Transbordando-me em sol O sol da manhã dilacera meu espírito Me questiono recebendo a luz do dia Se eu devo achar isso bonito ou se devo derreter em poesia Opito pela segunda opção E aqui estou Sou um poeta em evolução Mentira, não sei o que sou Nem poeta mais eu consigo ser Vomito qualquer coisa em um papel E mexendo nesse vomito pude ver Se abrirem as portas do céu Agora sou o cúmulo do absurdo Um incêndio debaixo d'água Uma orquestra para surdos Uma paixão sem mágoa Parque aquático no deserto Algo desconhecido por mente sã Navegando nos mares do incerto Me achei, como estrela da manhã E o ambiente se mantém iluminado Mesmo após eu fechar a cortina Posso deixar assim afirmado Que sou o sol que me ilumina