Pular para o conteúdo

Frases de Luiz A Vila Flor

9 frases

Certas manhãs Certas manhãs Há certas manhãs
Continuar lendo

Certas manhãs Certas manhãs Há certas manhãs Em que a vida transcende, Eleva-se a planos inimagináveis, E uma luz, toda especial nos envolve. . Nessas manhãs Surge uma energia nova, Essencial como o ar, como o sol, E o mundo circundante, todo, se ilumina. (Versos Livres de Luiz A Vila Flor)

Alguns Versos Esparsos No meu peito chocalham Cem alfabetos completos.
Continuar lendo

Alguns Versos Esparsos No meu peito chocalham Cem alfabetos completos. São maiúsculas e minúsculas Com os sinais de pontuação E os marcantes diacríticos. Todos numa mistura infernal. Letras, símbolos, fonemas, Grafemas e silabários; Logogramas, palavras, Signos, significantes, Frases, períodos e parágrafos Gritam por ordenamento Mas como ejetá-las em ordem, Se foge-me a inspiração, Se falta-me o motivo? Então socorre-me o coração E da minha pena brotam Alguns versos esparsos. (Versos Livres de Luiz Vila Flor)

Ato de criar Em algumas noites, muito especiais, Um ou outro privilegiado insone
Continuar lendo

Ato de criar Em algumas noites, muito especiais, Um ou outro privilegiado insone Pode observar espectros voantes, Envolvidos por névoas muiticores. São os poetas, sintetizados em pura energia, Que nessas noites peculiares, flutuam Volatilizados, colorizados, afortunados, Integralmente envolvidos no ato de criar. (Versos Livres de Luiz Vila Flor)

Revelações O poeta vive seu sonho E, livre, em cada palavra
Continuar lendo

Revelações O poeta vive seu sonho E, livre, em cada palavra Revela sua alma. E lê, e ouve, e vê. Sua razão, atenta, pondera E lhe determina o caminho. Ele, observador, Percebe as sutis minúcias Expressas em cada letra. Mas não pode interferir Na ordem vital do universo, Ainda que tanto quisesse. (Versos Livres de Luiz A Vila Flor)

Afrenia Não sei se era dia ou noite, Não havia consciência temporal.
Continuar lendo

Afrenia Não sei se era dia ou noite, Não havia consciência temporal. Só depois percebi; muito depois. Mas aí tudo já se perdera. Primeiro desceram de mim Os noventa e seis rios soberbos Das doze geleiras capitais, Fundidas sob um fulgor magnífico. Depois, multiplicaram-se, estes rios, Em centenas de capilares azuis, Nervosos e densos (pulsantes), Rugindo no tapete de finas listras. Agora é o caos; uma convergência vã, Incerta, desprovida das certezas eternas. Perderam-se os pontos cardeais, todos, Inútil pensar; nada mais importa. (Versos Livres de Luiz A Vila Flor)

Fuzilamento sumário Daqui observo uma rua estrada, avenida, caminho;
Continuar lendo

Fuzilamento sumário Daqui observo uma rua estrada, avenida, caminho; sequência infinita de máquinas, motores, motoristas, matadores, funil escoante de dores e dúvidas. No intervalo para o comercial as futilidades, as inutilidades e o fuzil, furioso fuzil , vingativo fuzil: “morre nego safado, vagabundo!” E oitenta vezes vomitou o fuzil do Brasil, fuzil verde amarelo que cospe chumbo, saudoso daqueles negros anos. “Taí, pátria amada idolatrada; sou teu filho, patriota varonil e um filho teu não foge à luta...” Não, não, não; teu filho assassina! Mata em teu nome, pátria pútrida, paródia mal feita; torrão torto e torturante, mata sob aplausos teus! (da prosa poética de Luiz A. Vila Flor)