Quando o medo da dor de arriscar for proporcional ao tamanho do (im)possível que se deseja, ainda em homenagem aos que jamais puderam, não podem ou nunca mais poderão sequer querer, é hora de tentar; e conseguir.
Frases de Luiselza Pinto
816 frases
A dor que não for considerada uma prova do presente de se estar vivo, virará uma morte sem corpo.
É preciso aprender a ouvir os que não têm mais voz ou não podem ou não sabem como usá-la.
A vida não é um vaso inquebrantável; é um quebra-cabeça de incontáveis peças. Raras pessoas terão todas as peças e raras as usarão a contento; muitas pessoas terão muitas peças e muitas usarão tais peças dentro do possível; algumas terão poucas peças e poucas saberão usar tais pe…
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A vida não é um vaso inquebrantável; é um quebra-cabeça de incontáveis peças. Raras pessoas terão todas as peças e raras as usarão a contento; muitas pessoas terão muitas peças e muitas usarão tais peças dentro do possível; algumas terão poucas peças e poucas saberão usar tais peças dentro do razoável. Raríssimas pessoas não terão peça nenhuma e terão que catar as peças alheias que foram perdidas no caminho e ficaram sem dono; e terão que aprender a viver, ou apenas existirão fantasmagóricas, até a morte.
O ser humano está sempre do tamanho daquilo que ama e deseja, mas ele deve ser maior do que o que abomina ou não quer.
Não deve reclamar da letalidade do veneno quem, conscientemente, procura a cobra.
Apenas o mover do espaço tempo pode mensurar as condições do lado que (não) sofreu a arrebentação da corda.
Deve ter pernas ágeis todo aquele que, com dedo curto, açula a perfeição intocável.
É sedutoramente perigosíssima a tentação que nasce quando todas as carências foram resolvidas e todas as necessidades estão alimentadas.
Aqueles que amam a vida nunca devem se aproximar voluntariamente de pedestais dos quais ouviram confissões.
Que um bombom tão doce não me faça esquecer que a fome deriva da falta da refeição principal.
Quando a dúvida for do tamanho do oceano, cumpre lembrar que, nem todos os tetos somados e sonhados alcançam uma mínima fração do campo visual humano quando fita o céu.
Ausência de medo não é, necessariamente, o mesmo que presença de coragem. E o limbo, inúmeras vezes, é a mais dolorosa das adagas e o mais cruel dos venenos.
Quem deseja e procura o mais não se consuma rezingando do menos que recebeu sem querer ou buscar.
Aquilo que se ama não está na ilusão que mascara a possibilidade do sofrimento. O que se ama reside na realidade que supera a probabilidade da dor.
É facílimo suportar as borrascas externas do estar; todavia, é dificílimo extrair, das pesadas tempestades do espaço tempo, maiores e melhores razões e sensações do ser obrigado às novas ópticas.
Aquele que necessita, mas não quer, dificilmente fará uso pleno do que precisa, sem desejar.
A vida é muito curta para que alguém procure, conscientemente, (re)aproximar-se dos desprazeres que justificam uma distância maior que o ponto extremo do infinito.
Ninguém, que (re)aprende qualquer alfabeto, o faz exclusivamente pelo abecedário em si mesmo.
ALGORÍTMO (Luiselza Pinto) Tu és a saudade que me rasga Dor sem corte e corte sem dor
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ALGORÍTMO (Luiselza Pinto) Tu és a saudade que me rasga Dor sem corte e corte sem dor Distância física que me engasga Algoritmo máximo infindo amor. Tu és a minha coluna vertebral Os nutrientes do ar que respiro Lúcido devaneio transcendental Algodão doce do meu suspiro.
VÂOS (Luiselza Pinto) Os raios do sol irão vergalhar Os espelhos e os retrovisores
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VÂOS (Luiselza Pinto) Os raios do sol irão vergalhar Os espelhos e os retrovisores E vão sorrir aos ares indenes Que fugiram de seus amores. Há ondas e som num derreter Os passados beijos cruciantes Nomes conservados em nome Do sal do sol outros instantes.
BREVÍCULA DE SENTIR (Luiselza Pinto) Do teu nascimento à tua morte Tu aprendes durante as quedas
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BREVÍCULA DE SENTIR (Luiselza Pinto) Do teu nascimento à tua morte Tu aprendes durante as quedas Mas cuidado para que tal sorte Não te leve ao sentir das pedras./
Jamais guarde as lágrimas que podem lhe destruir. Chore sozinho ou acompanhado, mas nunca perto dos estranhos que você conhece.
Às vezes é bom cruzar com algo mais do que o destino.