O mal nunca vence aqueles onde a (extrema) dor se torna um dos alicerces de inspiração para menos medo e mais sensibilidade.
Frases de Luiselza Pinto
816 frases
Não se deve nunca reclamar daqueles que provocam sensações menores que o primeiro limiar de percepção. O nada (ausência do bem ou mal) é preferível à intoxicação para a qual inexiste antídoto químico.
Impossível haver perfeição naquilo em que a responsabilidade é substituída pela obrigação e a presença pelo prazer (remunerado) é trocada pelo mero estar, indenizado.
As palavras não são esculpidas unicamente para que melhor sejam entendidos, expressos e realizados os sentimentos, vontades e ações... Os vocábulos são burilados para (re)alimentar um dos maiores presentes que se pode ter recebido: A capacidade de abstraimento.
Se pudéssemos escrever no céu economizaríamos todo o papel fadado a se volatilizar no vento...
As redomas supostamente necessárias não são um caminho para o que se é, apenas para esquecer o que se está.
Somos aprendizes de navegar Estranhos oceanos de vastidão Onde estrelas luzem a mostrar
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Somos aprendizes de navegar Estranhos oceanos de vastidão Onde estrelas luzem a mostrar As pontes ou muros da emoção.
O orgulho, a prepotência e o poder não dialogam para edificar conquistas recíprocas; impõem-se para incitar guerras ou homogeneizar pela divisão.
É inútil usar uma fita métrica para mensurar as dimensões da mediocridade a que se foi obrigado, mas é (re)construtivo medir o traquejo de si próprio.
O espaço tempo se encarrega de destintar os nadas das ilusões que nunca se teve.
Pode ser útil a conquista da realidade percebida com lucidez. Mas o ser humano será sempre usado, induzido ao erro, dominado ou iludido ao se instrumentalizar com o que desconhece.
Que a dor pela felicidade (inesperadamente) perdida, jamais seja maior do que a alegria que se perdeu. É a memória firme, ainda que dolorida, que dá sequência à história.
RECOMEÇA (Luiselza Pinto) Quando os ventos de cada dia Vierem te pedindo toda pressa
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RECOMEÇA (Luiselza Pinto) Quando os ventos de cada dia Vierem te pedindo toda pressa E te sentires cacos sem alegria Junta os pedaços. E recomeça. Quando as agruras lancinantes Te fizerem um xadrez sem peça Respira ao céu alguns instantes Levanta os restos. E recomeça. Sente as lágrimas que recolhes Entre as estradas que escolhes Onde teu eu dorme e não cessa... Dás tempestades, mareiam sóis Ares oceanos de dor na tua voz? (Re)Constrói teu mar. Recomeça.
É preciso muito pouco para se viver em completa paz. E é preciso completa paz para se viver com quase nada.
Preciso do medo, mas ele não precisa de mim. Sou qual um caso não pedido, um ponto fora da curva, uma equação que pode existir sem resposta, um nada transitando dentro de um vácuo repleto de tudo...
Dificilmente é equânime a partilha que o acaso realiza frente aos (de)graus do ocaso.
Aceito que a vida me traga metades para sentir, mas nem estas sentirei pela metade.
A dor tende a não assustar e nem vencer aqueles que se tornam mais sensíveis através dela.
Com chuva ou sol, calor ou frio, lágrimas ou sorrisos, todos os dias são um presente maravilhoso, pelo (não) simples fato da minha consciência de ser e estar no Universo.
O caos pode ser fonte de muitos estímulos, mas ele apenas se potencializa nas percepções treinadas para evitar a dispersão.
Comodismo é um dos nomes que se dá à inconsistência do receio de perder aquilo que não se possui.
São ricos os que choram pelo que quiseram e puderam amar. Também são ricos os que superaram a dor de serem impedidos de amar o que queriam e deveriam ter amado.
As idéias fixas podem não derivar da loucura, carência ou sofrimento; elas podem, também, nascer da necessidade de, à altura e conscientemente, agradecer à vida e/ou responder à dor.
Aquele(a) que alguém desejou, direta ou indiretamente, conhecer e conheceu, será sempre uma constante fonte de inspiração e aprendizado. Aquele(a) que alguém não desejou conhecer, e nem fez por onde conhecer, mas conheceu, será, sobretudo, um permanente teste de firmeza.