Estão muito mais que vivos aqueles que voluntariamente retornam ao inferno para ajudar os que lá ficaram.
Frases de Luiselza Pinto
816 frases
Minha casa é o lugar em que posso encontrar o máximo de pessoas que são o que nem mesmo cheguei a estar.
Os ditadores são seres com muitos achismos e apenas duas certezas: São eternos e estão cercados de idiotas que envelhecerão.
Se a sua primeira respiração foi caindo do Everest e você chegou vivo lá embaixo, não reclame. Agradeça pelo tudo e pelo nada; e viva até a morte duvidar dela mesma.
As percepções mais intensas nascem no momento em que os sentidos se livram dos estímulos inúteis.
Sou apenas o primeiro – jamais único, maior ou menor – amor da minha vida.
A sabedoria não alimenta escravidões.
Viver é a miraculosa arte de sempre aprender, sentir e agradecer à vida, à morte, ao pensamento e às presenças ou ausências sinceras.
Não é firme a razão que se impõe.
Todos os dias são perfeitos para aqueles cuja vida é um presente mais da sorte do que da oportunidade.
Quando o conforto é impossível e o consolo desnecessário, a única coisa exequível é o agradecer por se ter conhecido determinadas pessoas.
É também quando, conscientemente, agradeço pelos meus processos vivos inconscientes, que posso dimensionar mais o meu estar e ser aqui.
Para a presença não solicitada (Não se deve confundir com companhia, (in)diretamente procurada!) a natureza ofertou três possibilidades de salvação: Música, distância e esquecimento.
SINFONIA FLORIDA Dedilho à saudade molhada Com as águas da lembrança
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SINFONIA FLORIDA Dedilho à saudade molhada Com as águas da lembrança Passos cantam pela estrada Uma sinfonia à esperança. Vida que amo além da morte Morte que amo além da vida Haverá estrela mais florida Se estar aqui é toda sorte?
Houve um tempo em que não havia espelhos e a própria imagem era algo inviável de se imaginar... Houve um tempo em que os sons eram de uma única vez, de várias vezes que fosse, mas sem gravação e sua farta audição em qualquer momento e lugar. Como, pois, ouvir a mesma música mais…
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Houve um tempo em que não havia espelhos e a própria imagem era algo inviável de se imaginar... Houve um tempo em que os sons eram de uma única vez, de várias vezes que fosse, mas sem gravação e sua farta audição em qualquer momento e lugar. Como, pois, ouvir a mesma música mais de uma vez a não ser que se voltasse ao ambiente onde ela poderia ser escutada ou se, em tendo como, o próprio ouvinte lha tocasse? Difícil... Ouve o tempo? Não! O tempo é a régua do andar do espaço e não pode ser ouvido. Importantíssimo e quase inócuo, ele é o tecido que encobre a entretela do suposto acaso. Estamos aqui e, se não há limites ao ser, há uma direção que emerge, ou se alimenta, do ocaso. A vida é, também, medida pelo tamanho da morte de cada vivente.
Seria maravilhoso um mundo em que todas as pessoas pudessem viver e não meramente existir; seres humanos potencializados em direção ao ser, numa perfeita dinâmica com o próprio estar. Seguros das convicções em que navegassem, não temeriam opiniões diversas e nem se agastariam com…
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Seria maravilhoso um mundo em que todas as pessoas pudessem viver e não meramente existir; seres humanos potencializados em direção ao ser, numa perfeita dinâmica com o próprio estar. Seguros das convicções em que navegassem, não temeriam opiniões diversas e nem se agastariam com quaisquer contrários. Quão pobre é qualquer tentativa de planificação humana, como se o comum fosse o normal e esteio da plenificação do aqui.
Cada pessoa é um mundo e, assim sendo, carrega memórias e histórias diversas, haja vista que, mesmo que sofra o influxo das mesmas sensações de outrem, o receberá e processará – via sentidos – de forma diversa; nada é mais subjetivo e apenas tenuamente quantificável do que o ato,…
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Cada pessoa é um mundo e, assim sendo, carrega memórias e histórias diversas, haja vista que, mesmo que sofra o influxo das mesmas sensações de outrem, o receberá e processará – via sentidos – de forma diversa; nada é mais subjetivo e apenas tenuamente quantificável do que o ato, ou fato, de experimentar e (re)conhecer. Como reatar o nó de uma solução de continuidade tão intensa se as causas se volatilizaram frente à intensidade das consequências? Há respostas.
EIXO DE NÓS - nº 21 (Luiselza Pinto) A Terra gira em si mesma e o Sol acorda ou dorme. Ele nos cumprimenta quando desabrocham as manhãs, quando se avermelham as tardes, quando se avolumam as noites. O Sol convida a Terra à aproximação ou afastamento e assim emergem as estações;…
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EIXO DE NÓS - nº 21 (Luiselza Pinto) A Terra gira em si mesma e o Sol acorda ou dorme. Ele nos cumprimenta quando desabrocham as manhãs, quando se avermelham as tardes, quando se avolumam as noites. O Sol convida a Terra à aproximação ou afastamento e assim emergem as estações; e juntos, seguem pelo espaço que abrolha do movimento daquilo que primeiro há. Vozes, músicas e ruídos atravessam toda a Terra, mas ela guarda para si mesma os seus monólogos e os seus diálogos sonoros. Luzes atravessam este ovóide irregular e dizem dos seus vastos campos verdes ou secos, das suas encostas suaves ou altas, dos seus ares e mares molhados pela água das fantásticas pontes de hidrogênio; e do além... Histórias e notícias traspõem o Universo carregadas por toda a gama de ondas não sonoras: É o infravermelho que aquece, o ultravioleta que queima, as radiações gama que penetram, a luz que ilumina e cria a necessidade ou vontade de se usar a régua do tempo. Por mais salgadas que sejam, as lágrimas não se petrificam à eternidade; volatilizam-se. O seguir em frente é tão imperioso quanto o é a vida. O (re)nascer – numa estranha espiral – é obrigatório: Estamos sempre diferentes do instante anterior, contudo ainda somos a coluna vertebral do mesmo. O diverso do estar se agrega e combina ao ser de nós.
AVE Andante (Luiselza Pinto) És o primeiro alguém que te espera Na terra de alegres passos insanos
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AVE Andante (Luiselza Pinto) És o primeiro alguém que te espera Na terra de alegres passos insanos Neste espaço que trança entre anos Embalado pela realidade ou quimera. São as águas que preenchem os rios São os rios que preenchem os mares És um pilar primo dos teus altares A vida pulsante de cheios e vazios. Quando dores mareiam ponteiros sós Impera o comemorar pela eternidade Graças à vida! À morte! Há saudade... Navegue! Alguém te espera; por nós.
O coração é apenas uma bomba propulsora de sangue que dá algum suporte para que os pensamentos pulsem e naveguem. Mas nenhuma sensação é gratuita e absolutamente tudo que se quer exige pagamento duplo; ou mais... A vida conduz a que a próxima lenha na fogueira seja mais combustív…
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O coração é apenas uma bomba propulsora de sangue que dá algum suporte para que os pensamentos pulsem e naveguem. Mas nenhuma sensação é gratuita e absolutamente tudo que se quer exige pagamento duplo; ou mais... A vida conduz a que a próxima lenha na fogueira seja mais combustível que a anterior. Até que tudo se volatilize e o ciclo (re)comece para outrem, com ou sem nós.
A razão não pode nascer da suposta força da multidão unânime, mas pode emanar da firmeza de números incontestes.
Ninguém deve almejar o que não tem condições de amar; mas pode-se amar aquilo que não se tem como tocar além do querer.
Meus sorrisos ao sol que brilha Meus parabéns à chuva que cai Acordo e durmo. Que maravilha!
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Meus sorrisos ao sol que brilha Meus parabéns à chuva que cai Acordo e durmo. Que maravilha! Canto à vida que vem e que vai.
Das luzes emersas das estrelas aprendemos sobre a história do Universo conhecido. E, talvez os satélites naturais, nossa lua como exemplo mais próximo, representem uma transição que converge a nós: A lua é um corpo iluminado e, assim sendo, apenas pode dizer de si mesma quando re…
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Das luzes emersas das estrelas aprendemos sobre a história do Universo conhecido. E, talvez os satélites naturais, nossa lua como exemplo mais próximo, representem uma transição que converge a nós: A lua é um corpo iluminado e, assim sendo, apenas pode dizer de si mesma quando recebe alguma luz de alhures, de um ente inatamente brilhante... Em paralelo: Recebemos as ondas luminosas e aprendemos. Esse aprendizado visual é muito anterior ao auditivo, pois o som, para nascer, precisou se tecer às ligaduras do ventre da atmosfera, tão jovem esta, se comparada à idade do primo brilho mor. Além deste ar que respiramos e cujo oxigênio rareia nas alturas, podemos supor que as nossas lágrimas e os nossos sorrisos serão observados e registrados opticamente nos abstratos livros da história real, de modo indireto, nos confins onde os “nossos” fótons cheguem, ainda que não lhos saibamos e nem meçamos. Choramos, sorrimos e o Universo nos vê. Todavia, e até prova em contrário, nossas alegrias e tristezas são quase mudas ao vácuo surdo: As ondas sonoras que emitimos não encontram acolhida nos confins do nada material. E a música, como alguns podem achar, não é um bálsamo para a prisão; é uma consequência das causas que o ocaso nos ilude, sensitivamente, de não poder manipular.