A Covarde. Em um dia, tu me indagaste: "Serás capaz de cessar tuas falsidades?"
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A Covarde. Em um dia, tu me indagaste: "Serás capaz de cessar tuas falsidades?" Emulo um embusteiro Implacável, desumano. Não sou uma quimera. Reconheces-te em mim, Um cínico, como tu chamas. Desgosto de mim? Foi o que murmuraste. Odeias-me, Pois enxergas teu reflexo em minha essência. Clara como fractais de cristais, Como desejas receber a veracidade? Se, quando a revelo, Tu não a suportas? Foge. Sempre assim, a covarde. Não há conforto na verdade, A dor é a única que encontrarás. Então, tu finalmente compreendes, E por isso, Tu corre. Corres, Desamparada, De um destino inexorável Que te aguarda.