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Frases de LUIS GONZAGA

25 frases

Pense N'Eu Pense n'eu quando em vez coração Pense n'eu vez em quando
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Pense N'Eu Pense n'eu quando em vez coração Pense n'eu vez em quando Onde estou, como estarei Se sorrindo ou se chorando Se sorrindo ou se chorando Pense n'eu... vez em quando Pense n'eu... vez em quando (bis) Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado Pela gente e pelo povo do meu país (olêlê) Tô feliz pois apesar do sofrimento Vejo um mundo de alegria bem na raiz (vamos lá) Alegria muita fé e esperança Na aliança pra fazer tudo melhor (e será) Felicidade o teu nome é união E povo unido é beleza mais maior.

Asa Branca Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João
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Asa Branca Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João Eu preguntei a Deus do céu, uai Por que tamanha judiação Que braseiro, que fornaia Nem um pé de prantação Por farta d'água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Inté mesmo a asa branca Bateu asas do sertão "Intonce" eu disse adeus Rosinha Guarda contigo meu coração Hoje longe muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Para eu voltar pro meu sertão Quando o verde dos teus oio Se espalhar na prantação Eu te asseguro não chore não, viu Que eu voltarei, viu Meu coração

Suplica Cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado
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Suplica Cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o senhor se zangou E só por isso o sol se arretirou Fazendo cair toda chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho Pedir pra chover, mas chover de mansinho Pra ver se nascia uma planta no chão Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe, Eu acho que a culpa foi Desse pobre que nem sabe fazer oração Oh! Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água E ter-lhe pedido cheinho de mágoa Pro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno Desculpe eu pedir para acabar com o inferno Que sempre queimou o meu Ceará

Forro do Ze do Baile O forró do Zé do Baile Tá pegando fogo
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Forro do Ze do Baile O forró do Zé do Baile Tá pegando fogo Tá pegando fogo Tá pegando fogo } bis Não é mais preciso A gente ir pro Norte Pra dançar baião, mem arrasta-pé Porque aqui mesmo no forró do Zé A gente se espalha do jeito que quer Lá tem sanfoneiro Que toca e que canta Mulé que encanta aquele salão E o Zé do Baile comanda a festança Todo mundo dança com satisfação O forró do Zé é organizado É fiscalizado pelo próprio Zé Se uma mulé cortar cavaleiro Vai logo ligeiro fazer o café

Riacho do Navio Riacho do Navio Corre pro Pajeú
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Riacho do Navio Riacho do Navio Corre pro Pajeú O rio Pajeú vai despejar No São Francisco O rio São Francisco Vai bater no meio do mar O rio São Francisco Vai bater no meio do mar Ah! se eu fosse um peixe Ao contrário do rio Nadava contra as águas E nesse desafio Saía lá do mar pro Riacho do Navio Saía lá do mar pro Riacho do Navio Pra ver o meu brejinho Fazer umas caçada Ver as "pegá" de boi Andar nas vaquejada Dormir ao som do chocalho E acordar com a passarada Sem rádio e nem notícia Das terra civilizada Sem rádio e nem notícia Das Terra civilizada.

Seu Delegado Seu delegado, digo a vossa senhoria
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Seu Delegado Seu delegado, digo a vossa senhoria Eu sou fio de uma famia Que não gosta de fuá Mas tresantontem No forró de Mané Vito Tive que fazer bonito A razão vou lhe explicar Bitola no Ganzá Preá no reco-reco Na sanfona de Zé Marreco Se danaram pra tocar Praqui, prali, pra lá Dançava com Rosinha Quando o Zeca de Sianinha Me proibiu de dançar Seu delegado, sem encrenca eu não brigo Se ninguém bulir comigo Num sou homem pra brigar Mas nessa festa Seu dotô, perdi a carma Tive que pegá nas arma Pois num gosto de apanhar Pra Zeca se assombrar Mandei parar o fole Mas o cabra num é mole Quis partir pra me pegar Puxei do meu punhá Soprei o candieiro Botei tudo pro terreiro Fiz o samba se acabar.

Dezessete e Setecentos Eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos
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Dezessete e Setecentos Eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Dezessete e setecentos! Dezesseis e setecentos!... Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Sou diplomata Freqüentei academia Conheço geografia Sei até multiplicar Dei vinte mango Prá pagar três e trezentos Dezessete e setecentos Você tem que me voltar... É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos! É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos! Mas se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas olha aqui Se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Eu acho bom Você tirar os nove fora Evitar que eu vá embora E deixe a conta sem pagar Eu já lhe disse Que essa droga está errada Vou buscar a tabuada E volto aqui prá lhe provar... Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! É dezessete e setecentos! É dezesseis e setecentos!... Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas rapaz olha aqui Se eu lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas é dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Porque dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Não, pera aí Mas se lhe dei vinte mil réis Prá pagar três e trezentos Você tem que me voltar Dezesseis e setecentos! Mas porque Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Mas olha aqui rapá Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos! Mas não é dezessete e setecentos? Dezesseis e setecentos! Dezesseis e setecentos? Dezesseis e setecentos!... Então deixa É por isso que não gosto De discutir com gente ignorante Por isso é que o Brasil Não "progrede" nisso...

Orelia Caminheiro sem destino O destino é Deus quem dá
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Orelia Caminheiro sem destino O destino é Deus quem dá Sempre em paz comigo mesmo Coração só pra cantar Um xamego hoje aqui Amanhã, um dengo acolá E o pó das estrada apagando Os xodós que eu tive por lá Foi entonce que ela surgiu Tava escrito Orélia chegar Orélia, ai, ai, Orélia Só de olhar teu olhar magneto Vi logo o meu fim Que paixão, foi um choque da peste Meu corpo tremeu que nem curumim Orélia, ai, ai, Orélia Ai, bichinha, se tu me deixar Vai ser muito ruim Faço arte no leste e no oeste No sul, no nordeste Dou cabo de mim

O Xote das Meninas (Mandacaru) Mandacaru Quando fulora na seca
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O Xote das Meninas (Mandacaru) Mandacaru Quando fulora na seca É o siná que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É siná que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já tá pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao dotô A filha adoentada Não come, nem estuda Não dorme, não quer nada... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mas o dotô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade Que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... Mandacaru Quando fulora na seca É o sinal que a chuva chega No sertão Toda menina que enjôa Da boneca É sinal que o amor Já chegou no coração... Meia comprida Não quer mais sapato baixo Vestido bem cintado Não quer mais vestir de mão... Ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar... De manhã cedo já está pintada Só vive suspirando Sonhando acordada O pai leva ao doutor A filha adoentada Não come, num estuda Num dorme, num quer nada... Porque ela só quer, hum! Porque ela só quer Só pensa em namorar... Mas o doutô nem examina Chamando o pai do lado Lhe diz logo em surdina Que o mal é da idade E que prá tal menina Não tem um só remédio Em toda medicina... Porque ela só quer, oh! Mas porque ela só quer, ai! Mas porque ela só quer Oi, oi, oi! Ela só quer Só pensa em namorar Mas porque ela só quer Só pensa em namorar Ela só quer Só pensa em namorar...

Ovo de Codorna Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver (bis)
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Ovo de Codorna Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver (bis) Eu tô madurão Passei da flor da idade Mas ainda tenho Alguma mocidade, Vou cuidar de mim Pra não acontecer Vou comprar ovo de codorna Pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu já procurei Um doutor meu amigo Ele me falou "Pode contar comigo" Ele me ensinou E eu passo pra você Vou lhe dar ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer... Eu andava triste Quase apavorado Estavam me fazendo De um pobre coitado Minha companheira Tá feliz porque Eu comprei ovo de codorna pra comer Eu quero um ovo de codorna pra comer O meu problema ele tem que resolver

Vem Morena Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar
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Vem Morena Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu fungado quente Bem no pé do meu pescoço Arrepia o corpo da gente Faz o véio ficar moço E o coração de repente Bota o sangue em arvoroço Vem, morena, pros meus braços Vem, morena, vem dançar Quero ver tu requebrando Quero ver tu requebrar Quero ver tu remechendo Resfulego da sanfona Inté que o sol raiar Esse teu suor sargado É gostoso e tem sabor Pois o teu corpo suado Com esse cheiro de fulô Tem um gosto temperado Dos tempero do amor Vem, morena, pros meus braços...

O ABC do Sertao Lá no meu sertão pros caboclo lê Têm que aprender um outro ABC
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O ABC do Sertao Lá no meu sertão pros caboclo lê Têm que aprender um outro ABC O jota é ji, o éle é lê O ésse é si, mas o érre Tem nome de rê Até o ypsilon lá é pissilone O eme é mê, O ene é nê O efe é fê, o gê chama-se guê Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê" A, bê, cê, dê, Fê, guê, lê, mê, Nê, pê, quê, rê, Tê, vê e zê.

Capim Novo Nem ovo de codorna, Catuaba ou tiborna
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Capim Novo Nem ovo de codorna, Catuaba ou tiborna Não tem jeito não Não tem jeito não Amigo véio pra você Tem jeito não Amigo véio pra você Tem jeito não, não, não Esse negócio de dizer que Droga nova Muita gente diz que aprova Mas a prática desmentiu O doutor disse Que o problema é psicologico Não é nada fisiológico Ele até me garantiu Não se iluda amigo véio Vai nessa não Essa tal de droga nova Nunca passa de ilusão Certo mesmo é Um ditado do povo: Pra cavalo véio O remédio é capim novo

A Vida do Viajante Minha vida é andar Por esse país
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A Vida do Viajante Minha vida é andar Por esse país Pra ver se um dia Descanso feliz Guardando as recordações Das terras por onde passei Andando pelos sertões E dos amigos que lá deixei. Chuva e sol Poeira e carvão Longe de casa Sigo o roteiro Mais uma estação E alegria no coração. Minha vida é andar... Mar e terra Inverno e verão Mostra o sorriso Mostra a alegria Mas eu mesmo não E a saudade no coração

Danca Mariquinha Dança, dança, Mariquinha Para o povo apreciar
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Danca Mariquinha Dança, dança, Mariquinha Para o povo apreciar Essa boa mazurquinha Que pra você vou cantar Ouça, meu bem, A sanfona tocar Quitiribom, quitiribom, Toca no baixo desse acordeom Quitiribom, quitiribom, Que mazurquinha Que compasso bom Quando pego na sanfona A turma se levanta E pede uma mazurca Quando bato a mão no fole Sei que a turma toda Vai ficar maluca Todo mundo se admira Do fraseada que a sanfona diz Quando acaba a contradança O povo admirado ainda pede bis.

Baiao de Sao Sebastiao Vim do Norte O quengo em brasa
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Baiao de Sao Sebastiao Vim do Norte O quengo em brasa Fogo e sonho do sertão E entrei na Guanabara Com tremor e emoção Era um mundo todo novo Diferente meu irmão Mas o Rio abriu meu fole E me apertou em suas mãos Ê Rio de Janeiro Do meu São Sebastião Pára o samba três minutos } bis Pra cantar o meu baião Ai meu São Sebastião Te ofereço este baião } bis No começo eu tive medo Muito medo meu irmão Mas olhando o Corcovado Assusseguei o coração Se hoje guardo uma saudade É enorme a gratidão E por isso Rio amigo Te ofereço este baião

Festa Junina Prá dançar quadria no sertão é mais mió sanfoneiro e violeiro tomam conta do forró
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Festa Junina Prá dançar quadria no sertão é mais mió sanfoneiro e violeiro tomam conta do forró não precisa orquestra pra animar a festa o fungado da sanfona vai-se até o nascer do sol(bis) Piriri piriri piriri Toca o fole na palhoça piriri piriri piriri como é bom São João na roça(bis)

Respeite Januario Quando eu voltei lá no sertão Eu quis mangar(zombar) de Januário
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Respeite Januario Quando eu voltei lá no sertão Eu quis mangar(zombar) de Januário Com meu fole prateado Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho Como nêgo empareado Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito Foram logo me dizendo: "De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!" E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó: "Luí" respeita Januário "Luí" respeita Januário "Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso E com ele ninguém vai, "Luí" Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai! Eita com seiscentos milhões, mas já se viu! Dispois que esse fi de Januário vortô do sul Tem sido um arvorosso da peste lá pra banda do Novo Exu Todo mundo vai ver o diabo do nego Eu também fui, mas não gostei O nego tá muito mudificado Nem parece aquele mulequim que saiu daqui em 1930 Era malero, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, feeei pa peste! Qual o quê! O nêgo agora tá gordo que parece um major! É uma casemiralascada! Um dinheiro danado! Enricou! Tá rico! Pelos cálculos que eu fiz, ele deve possuir pra mais de 10 ontos de réis! Safonona grande danada 120 baixos! É muito baixo! Eu nem sei pra que tanto baixo! Porque arreparando bem ele só toca em 2. Januário não! O fole de Januário tem 8 baixos, mas ele toca em todos 8 Sabe de uma coisa? Luiz tá com muito cartaz! É um cartaz da peste! Mas ele precisa respeitar os 8 baixos do pai dele E é por isso que eu canto assim! "Luí" respeita Januário "Luí" respeita Januário "Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso Nem com ele ninguém vai, "Luí" Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai! Respeita os oito baixo do teu pai!

Meu Cigarro de Paia Meu cigarro de paia Meu cavalo ligeiro
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Meu Cigarro de Paia Meu cigarro de paia Meu cavalo ligeiro Minha rede de malha Meu cachorro trigueiro Quando a manhã vai clareando Deixo a rede a balançar No meu cavalo vou montando Deixo o cão pra vigiar Cendo um cigarro vez em quando Pra me esquecer de me alembrar Que só me falta uma bonita morena Pra mais nada me faltar

Apologia ao Jumento É verdade, meu senhor Essa estória do sertão
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Apologia ao Jumento É verdade, meu senhor Essa estória do sertão Padre Vieira falou Que o jumento é nosso irmão A vida desse animal Padre Vieira escreveu Mas na pia batismal Ninguém sabe o nome seu Bagre, Bó, Rodó ou Jegue Baba, Ureche ou Oropeu Andaluz ou Marca-hora Breguedé ou Azulão Alicate de Embau Inspetor de Quarteirão Tudo isso, minha gente É o jumento, nosso irmão Até pr'anunciar a hora Seu relincho tem valor Sertanejo fica alerta O dandão nuca falhou Levanta com hora e vamo O jumento já rinchou Bom, bom, bom Ele tem tantas virtudes Ninguém pode carcular Conduzindo um ceguinho Porta em porta a mendigar O pobre vê, no jubaio Um irmão pra lhe ajudar Bom, bom, bom E na fuga para o Egito Quando o julgo anunciou O jegue foi o transporte Que levou nosso Senhor Vosmicê fique sabendo Que o jumento tem valor Agora, meu patriota Em nome do meu sertão Acompanhe o seu vigário Nessa terna gratidão Receba nossa homenagem Ao jumento, nosso irmão

Acacia Amarela Ela é tão linda é tão bela Aquela acácia amarela
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Acacia Amarela Ela é tão linda é tão bela Aquela acácia amarela Que a minha casa tem Aquela casa direita Que é tão justa e perfeita Onde eu me sinto tão bem Sou um feliz operário Onde aumento de salário Não tem luta nem discórdia Ali o mal é submerso E o Grande Arquiteto do Universo É harmonia, é concórdia É harmonia, é concórdia".

Karolina com K Karolinaaa.. Hahaa..
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Karolina com K Karolinaaa.. Hahaa.. Karolina foi o maior estrupicio que encontrei na minha vida!! ahh..mulé bagunceira da mulesta,mulé cangaceira.. Conheci Karolina num forró que eu tava tocando.. quando eu avistei aquela mulézona diferente no meio do salão sem dançar com ninguêm,só mangando dos matutos.. Eu pensei comigo.. -aquilo deve ser um grande pedaço de mal caminho!!. mulé bunita,morena trigueira,cabelo comprido,boa linha de lombo..haha..!! Ai eu começei a caprichar no Fole vei pra ver se ela dava fé de mim.. mais ela nem fé deu.. E eu pensei comigo.. -Destá danada..deixa aparecer um colega pra me da uma ajuda,eu vou ai pra tu ver o que é bom pra tosse!!.. Ai apareceu Ancermo.. -Ôh Ansermo!!..pega essa sanfona aqui.. Ancermo pegou a sanfoninha,ai eu fui na banda de Samarica -Samarica tem celveja??. -bote um caliçe.. -cerrejinha é essa Samarica??..só tem espuma.. -Oxente?!..celveja quente é assim mermo!!.. -Apois bote duas encangada ai no fundo do pote,que eu vorto mais tarde!!.. ai me butei pro salão com mais de mil!!.. xeguei perto dela e disse.. -Que mal pergunte..vois mi cê que é a Carolina??.. ela escorou na perna esquerda..descançou a direita.. botou as mão nos quartos..balançou,e disse.. -Perguntas bem..Karolina com K.. -Que dançar mais eu??.. ela disse.. -Só se for agora!!.. abufelei!!..e sai com essa mulé!!.. jogue ela pras direita,ela veio..joguei pra esquerda,ela tava ia.. mulé era adivinhona!!..chamei a mulé no vôo do karkará.. sabé comé o karkará né?..ele voa na vertical para no ar e fica penerando.. ai eu vim descendo com ela bem devagazinho nos meus braços.. quando ela triscou o chão..ela deu uma gaitada!.. -Hahaii!!..eh hoje.. eu digo é hoje mermu!! ai saimos fazendo aqueles fuxico todo, a mulé pegou o cabelão enrrolou na mão.. ki nem o vaqueiro quando vai derrubar boi..pendeu a cabeça pro lado.. e saiu rodado..e eu rodando mais ela dando cheiro no kangote dela!! nessa altura nois ja tava fazendo era triato..era o maior burburi da mundo!! ai eu disse pra ela: -Karolina vamu aculá??. ela respondeu: -Boraa.. Chegamo na banca de Samarica -Samarica..cerrejinha.. ela butou uma..nois bebemu.. -Bote mais uma.. ela butou a outra..nois bebemu.. eu disse: -Samarica..bote mais duas encangada no fundo do pote que nois vamu vortar mais tarde!!.. ai vortemu pro salão.. ai eu num tava fazendo akela mizera toda mais não.. ai nois ja tava sereno..nois ja tava dakele jeito..maior felicidade.. ai zé do bainha xegou bateu a mão no meu ombro e disse: -Gonzaga..acabou a festa.. eu digo: -oxente??..acabou a festa??.. -acabou pra você!!.. -você agora vai tocar.. -você que é o tocador?? -você ta aqui fazendo arte..ta fazendo até triato..ihh..vá tocar!! -Apois ta certu!! ai cheguei perto do Ansermo e disse: -Ansermo..passa a sanfona pra cá,e vá dançar com karolina.. -mais não vão pra longe não viu?..fica dançando aqui em vorta de mim.. ai Ansermo axou foi bom!!.. ai eu caprixei.. devez enquando..Ansermo passava por perto de mim assim.. karolina dava uma rabanada de vestido pra riba d'eu.. cubria a sanfona..ai eu só sentia aquele cheiro de fulô de amor..Haha!!.. maior filicidade.. ai Zé do bainha gritou de lá.. -é 5 mi reis..ta na hora da cota.. -é 5 mi reis..quem nun pagar nun dança.. -é 5 mi reis.. -nãooo!!..ta cunverçando homi!! -Oxente!! -num quero cocorê...nem xoro baixo!! -é 5mi reis..é 5mi reis..é 5mi reis.. Também foi ligeiro..fez a côta,xegou perto d'eu e disse -o teu ta aquii!!.. eu disse: -Ansermo..passa a sanfona ai pra Pedro meia garrafa.. -Sanfona na mão de Pedro meia garrafa!! ai eu saii..zé do bainha ganhou os quarenta.. ai eu sai com karolina e Ansermo!!.. -Vamu contar o dinheiro Ansermo!! é 20 pra tu..e 20 pra eu!! -eu vou contar..prontu!! -Um pra eu..um pra tu..um pra eu.. -Um pra eu..um pra tu..um pra eu.. Ansermo besta..com as butuca ensima de karolina.. nem presta atenção na minha contage..e eu tô lá!! -Um pra eu..um pra tu..um pra eu.. -Um pra eu..um pra tu..um pra eu.. -Pronto Ansermo!! -aqui ta o teu..aqui ta o meu.. -agora tu vai vorta a tocar até de manhã,guarda minha sanfona que amanhã eu vou buscar.. e eu já vou com karolina..hahaii.. xegamos na banda de Samarica.. -Samarica.. -Cerrejinhaa..cerrejinha.. Samarica passou a cerrejinha pra eu.. nois bebemu.. ota cerrejinha..bebemu a ota!! ai ja tava ali perto mermu do pé de sombrião onde minha éguinha tava amarrada.. xeguei perto da éguinha,acoxei a cia,passei a perna, joguei karolina na garupa,saimos escondidos pelos os fundos e fomos simbora.. ai karolina disse pra mim: -olha Gonzada,da uma buxa mermu que a cabruêira vem ai atraz.. parece que eles tão querendo butar gosto ruim no nosso amor.. -não diga issu karolina!!.. sapiquei a espora do suvaco no vazii dessa égua.. ai a éguinha se abaixou..saiu danada chega saiu baixinha.. -piriri..piriri..piriri..piriri..piriri..piriri..piriri... -êpa!!!... parei memu na beira do rio,o riacho tava cheiro rapaz!! ai..a égua rifugou água.. -e agora karolina? -vamu se esconder dentro das moitas!!..ai por dentro dos matos.. ai nos entremo nos matos..a negrada vinha atraz,riscou também na beira do rio.. ai nos escultamos foi o cunverceiro deles: -eh..sumiram..se encantaram..se escafedeucem.. -vamu caçar eles? -hoomiii..vamu vortar pro samba,que ainda tem umas 2 horas de forró.. -é mesmo..vamu vortar.. a cabrueira vortou..e nois 3 ali dentro da moita.. eu..karolina..e minha égua.. e ali nois 3..escultando a cantiga das águas.. tirei a sela..e lavei a éguaaa!!... Hahaii...

Assum Preto ajuda Tudo em vorta é só beleza
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Assum Preto ajuda Tudo em vorta é só beleza Sol de Abril e a mata em frô Mas Assum Preto, cego dos óio Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis) Tarvez por ignorança Ou mardade das pió Furaro os óio do Assum Preto Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis) Assum Preto veve sorto Mas num pode avuá Mil vez a sina de uma gaiola Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis) Assum Preto, o meu cantar É tão triste como o teu Também roubaro o meu amor Que era a luz, ai, dos óios meus Também roubaro o meu amor Que era a luz, ai, dos óios meus.

Cocota De manhã muito cedinho Lá vou eu para o meu banho de mar
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Cocota De manhã muito cedinho Lá vou eu para o meu banho de mar Visto o short, sai correndo No caminho é só dizendo Praia boa é Cocotá Pulo pra lá e pra cá Não me canso Sou forte que nem Sansão Tenho que ser véio macho Dá pra caça, é muito baixo Sou caboclo do sertão }bis Chego na beira da praia Com Helena meu amor Dou mais de vinte mergulho, opa! Véio macho! Sim senhor! Reumatismo foi embora Alergia se acabou Para um banho medicina Praia boa é Cocotá Ilha do Governador } bis