AUSÊNCIA anoitece como se as estrelas caíssem e os relâmpagos se apagassem sem trovões
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AUSÊNCIA anoitece como se as estrelas caíssem e os relâmpagos se apagassem sem trovões como se nas veias me corresse ácido e tudo se perdesse nos meus olhos nem o brilho cristalizado pelo desejo nem a angelical imobilidade dos lábios entreabertos ou a memória das mãos no corpo protegem da insónia e atenuam a ausência apenas tento o sono depois de gritar o teu nome sobressalto ou inquietação tortura de pensar silêncio silêncio angústia