APENAS UM SUSPIRO Na hora melancólica da luz poente No cerrado, no ocaso do fim do dia
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APENAS UM SUSPIRO Na hora melancólica da luz poente No cerrado, no ocaso do fim do dia A voz de um desalento impaciente Na sensação, um engano repetia Na lembrança o lembrar ausente Na dor, uma agonia que asfixia O aperto em um tom crescente Avivando o sentimento que jazia E no entardecer o olhar morria Nos perdemos de nós dois, fria A saudade, no silêncio a cicatriz Depois, sei lá depois, tudo calado Vazio, sem vontade de ser amado Pois, era apenas um suspiro, infeliz! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/12/ 2020, 08’59” – Araguari, MG