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Frases de Lucas santana

35 frases

Ser forte não significa que você nunca cai. Significa que você sempre levanta.
''Diz-me o que deveras sentes, coração!'' Ah, este teu bater dolente, A caminhar por entre a gente
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''Diz-me o que deveras sentes, coração!'' Ah, este teu bater dolente, A caminhar por entre a gente Que desdenha do teu jeito. Estás sempre amargurado, Nunca com nada contentado, Quais os males o têm feito? Este teu tormento me incomoda, Saibas que o sofrer virou moda E não há por que temer, A vida passa tão ligeiro, Se queres amar, tens o mundo inteiro, Então, por que se esconder? Diz-me o que deveras sentes, coração! Para que eu possa te ajudar, Nesta vida só há uma oração A qual, todos devemos orar, Mas por que, tu, só tu és indiferente, Quantas vezes não ouvistes meus conselhos, Foste mal, cruel e tão inclemente, Mas agora, olhe pra si, quedado de joelhos. Afasta de ti, os corriqueiros temores, Verás que do teu mal, eles são causadores, Que te empoem os vagarosos sofrimentos, Não olhemos mais para traz, Pois em nós, já se perdeu a paz De leves sonhos de penares isentos. Choremos juntos, meu irmão, Consigo, hei de unir a mão Para que doa menos a nossa solidão, Entoarei teus gritos nestes versos, Onde serão lidos pelos olhos perversos, Os mesmos que te jogaram no chão.

''As minhas perdas'' Procuro no meu desvairado viver, Uma única e humilde vitória
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''As minhas perdas'' Procuro no meu desvairado viver, Uma única e humilde vitória Para colher os píncaros da glória E algo que eu possa crer, No entanto vejo apenas perdas Ai... e como eu perco! Meus sorrisos inocentes Que eram puros e doirados, Perdi-os, e ganhei outros atordoados Que se vendem pra toda gente Sem cobrar um único tostão, Pois nada valem. Meus cantos mais bonitos, Que ecoavam em minha juventude, Agora se resume a um barulho rude Tal qual o cantar de corvos aflitos, Onde estava deus, quando te foste? Não sei, não sei: é a resposta. Quantas mãos já me acenaram ao partir, Sem perceber o mal que me faziam, Resignado, via aquelas sombras que se iam, Para nunca mais voltar e de pranto me cobrir Ai, dores que me afagam a toda hora, Eis que vem a saudade me acompanhar. Deixo-me acostumar com estas memórias, Talvez sejam as únicas em minha escuridão, Não tenho nada a não ser a minha solidão Que de fato ainda sabe me contar histórias: Ilusões e tormentos, paz e desesperos Tudo se atrela ao meu viver e são minhas perdas.

''Dei-te uma rosa encarnada'' Ao ver-te a passar pela minha viela, Com teus cálidos passos de princesa,
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''Dei-te uma rosa encarnada'' Ao ver-te a passar pela minha viela, Com teus cálidos passos de princesa, Um vestido de chita com uma fivela Dando a teu corpo forma e maior beleza, Trazias nos braços uma sexta de palha, Da minha roseira, tirei com a navalha Uma rosa encarnada que a ti se igualha, Por ser tão formosa e avermelhada Como tua pele macia e morena, Dei-te uma rosa encarnada P'ra pensares só em mim, serena. Na imensidão dos teus olhos negros, Deleitei meus sonhos de criança, Só por ti, escondi meus medos, Para no meu oculto amor, pôr esperança, Pus-te a rosa nos teus negros cabelos Quantas noites sonho em vê-los, Pois são a razão dos meus pesadelos, Em tuas mãos atirei meu coração Quando deitei-te o meu primeiro olhar, Não sei se esta noite, vens ou não, Mas sei que de ti a rosa jamais sairá.

''Na rua do meu silêncio'' Canto já só em minha solidão, Na quietude desta minha rua,
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''Na rua do meu silêncio'' Canto já só em minha solidão, Na quietude desta minha rua, Onde amores passam corridos Como pássaros perdidos, Acalentados pelo brilho da lua Que os abraça em nuvens d'algodão Na rua do meu silêncio, Passam figuras risonhas Do passado à que pertenço, Contando histórias tristonhas. Conservo no olhar uma tristeza incomum Que veio de não sei de onde, Mas que me é um grande tormento, Sento-me nas calçadas do sofrimento, Procurando a minha sombra que se esconde Dentro de mim não indo a lugar nenhum. Na rua do meu silêncio, Há vozes que ecoam pelo ar, Pensando que me convenço De que devo um dia falar.

''Dura caminhada'' Mau começa o dia, E eu já estou apressado,
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''Dura caminhada'' Mau começa o dia, E eu já estou apressado, O sol nem seus raios irradia E eu já estou atordoado, Basta despertar e a lágrima já cai. Dura caminhada cotidiana, Os mesmos olhos, os mesmos rostos, Cruzam meu caminho toda semana De tantos vê-los, já sei os seus desgostos, São só faces mórbidas e isto não me atrai. Pelas longas estradas prossigo solitário, Tendo apenas a minha sombra companheira Que me guia à pé para o trabalho, Pensando se sozinho, hei de seguir a vida inteira, Já nada me faz falta, a solidão está sempre comigo. Dura caminhada tristonha, Lá vai meu coração qualquer, Com desesperança de quem não sonha E a tristeza daquele que já perdeu a fé, Vai a vida a passar e eu a carpir este castigo.

''Atrevida declaração'' Perdão, oh, flor, mas quero dizer-lhe, Que já não me contenho de desejo,
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''Atrevida declaração'' Perdão, oh, flor, mas quero dizer-lhe, Que já não me contenho de desejo, Chego a estremecer quando lhe vejo Ao passar distraída ao lado dele, Sei que há uma diferença entre nós, Que faz do meu destino mais atroz. Abraçar-lhe, sei-o eu que não posso, Pois o que sou diante de si? Nada, eu há muito já compreendi, É por isso que sozinho me esforço Para poder chegar um dia ao teu encalço E ser maior que este ser tão falso. Um dia hás de me enxergar na escuridão Em que tu te cegaste, e te fizeste, Verás que meu amor te fará menos agreste, E assim me darás de corpo e alma teu coração, Peço-te desculpas por esta atrevida declaração Que não pude calar em minha mera ilusão.

''Fado da espera'' Passam-se as horas lentamente Como uma tortuosa procissão
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''Fado da espera'' Passam-se as horas lentamente Como uma tortuosa procissão Que arrasta toda a gente Seguindo pela rua sem direção, E eu aqui estou a esperar. Espero por um sorriso, Que me toma a cabeça à todo minuto Uma cabeça sem juízo Que foi-se embora com outro astuto, Deixando-me ver o tempo a passar. Oiço o relógio com seu tiquetaquear, Fazendo um tremendo concerto musical Onde estão cem mil músicos a tocar Fados, tangos, boleros para o meu mal Espero por uma imagem, Que não me foge dos olhos por um segundo É um tristonho personagem Que talvez esteja com os pés no mundo. Esperar, esperar, eis o meu fado Que por castigo Deus me deu, Talvez um dia eu a tivesse encontrado, Mas a minha espera já nos perdeu.

''Saudades de ti'' Ai, este teu olhar que não me esqueço, Esta tua voz ainda ecoa nos meu ouvidos,
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''Saudades de ti'' Ai, este teu olhar que não me esqueço, Esta tua voz ainda ecoa nos meu ouvidos, És p'ra mim a dor que adoro e pela qual padeço Tudo que é teu está ligado à meus sentidos, Por quê não vens mais uma vez viver ao meu lado?, Juro-te que serei o teu eterno amado. Ah, se meus lamentos te pudessem alcançar, Tu saberias o quanto sinto a falta do teu lindo olhar, Mas eis que para ti a vida continua E no entanto para mim, ela apenas passa A alegria dos dias nem se quer se insinua, Pois sem ti o meu jardim perdeu a graça. Voltarei a rever-te algum dia na eternidade Lá onde pairam doces melodias de amor Às quais guiaram a nossa felicidade, Porém a tristeza ao desprender-se, trouxe a dor, Quisera eu, que tu pudesses estar aqui, Para diminuir estas saudades que sinto de ti.

Penso que não fui merecedor, que poderia ter feito mais, que não deveria tê-lo deixado.... Me culpo e me martirizo. Mas realmente sou o culpado? E se eu te disser que fiz o máximo que pude mas não foi suficiente?
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Penso que não fui merecedor, que poderia ter feito mais, que não deveria tê-lo deixado.... Me culpo e me martirizo. Mas realmente sou o culpado? E se eu te disser que fiz o máximo que pude mas não foi suficiente? Não queria que fosse assim, queria estar contigo sentir o teu calor ver o teu sorriso. Isso é amor? Não ser correspondido... O que eu queria... Ah! Não posso ter. Mas o tempo, ah! o tempo... Como queria que ele voltasse!