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Frases de Lucas Collito

24 frases

Ouço muito e de toda gente Que nem tudo são flores Pasmos às dores da vida mansa
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Ouço muito e de toda gente Que nem tudo são flores Pasmos às dores da vida mansa / ou de navegadores. Para essas flores, Haja campo Recanto Amores Mas com dores! Ora, pois nem tudo são flores

Talvez (mas só talvez) As minhas paixões estejam
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Talvez (mas só talvez) As minhas paixões estejam Apenas na minha cabeça Talvez eu não as conheça Talvez em mim Eu amanheça Sem tristezas Quem sabe das minhas paixões Se nem eu as sei? Quem sabe o que isso significa Talvez (mas só talvez) Eu naufrague em meus Próprios sentidos E ainda assim, Sem nada sentir Talvez

Nada me feriu mais em calor frio da minha pele do que amar.
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Nada me feriu mais em calor frio da minha pele do que amar. Dos amores que escolhi Aos amores que tive Para os amores que nunca apareceram Entre os amores que nunca amei. Nada me doeu mais do que os sentimentos que matei, sufoquei Me doei e arrisquei. Sequestrei em tempos de escassez. Engraçado, Pois nunca ninguém amei.

Não há certezas reais da ilusão. Está no coração a chave para a arte
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Não há certezas reais da ilusão. Está no coração a chave para a arte da emoção Como prosseguir? Desespero meu querer ser bom ou meu dia diferente. Reviro a mão no bolso e nada encontro Nenhuma chave só realidade Como? Amanheço meu feriado ensolarado que logo será chuva desperto a prova real de quem é a ilusão, que floresce com quem a cuida Se não há certezas, Prossigo assim mesmo, Não me importa mais Não fará diferença. Sou convicto apático mesmo não o sendo esse sou eu. Como quem vai a lugar nenhum Redirecionando a estrada No inconsciente me encontro onde não imaginava me encontrar Um encontro real e surreal Como quem passa por mim na calçada Sem muito movimento De uma passagem familiar e reaparece à minha frente. Não há certezas Minha confusão mental toma conta de mim Mas sempre estive assim. Não há certezas reais Da ilusão Como prosseguir? Bordo meu coração com punhais de falsos diamantes, quebráveis tocáveis superficiais e eu não ligo Sereno de mim, som dos campos donde vim E com ela o invisível sensível num minado de mecanicidade social Não as quero em mim Como prosseguir?

A ideia é não ter ideia Só assim Transparentes de nós
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A ideia é não ter ideia Só assim Transparentes de nós Conseguimos mudar de estação. O jeito é não ter jeito Entregar meu microcosmo Ao universo dos meus pecados Que não são pecados, apenas traços de mim A que melhorar A que me conhecer de verdade A quem desejar Além de mim.

Bate o sol Na soleira da porta da frente
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Bate o sol Na soleira da porta da frente E ilumina com ela Meu sorriso incandescente Entre a mecanicidade da vida Entre rir e reclamar Aguarda-se que a vida Faça-se linda e bela Sem se esperar. A velocidade da gentileza Torna-se lenta e desalenta Desatenta. Para quem será, devo esta vida encorajar?

Este poema Não é um poema complicado, Tanto Estoicos
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Este poema Não é um poema complicado, Tanto Estoicos Quanto Epicuristas Compartilham do resultado Este poema não é um poema apaixonado cultivo uma apatheia sem ao menos fielmente ter tentado, alado às ridicularizações dos dois lados, fadados de qualquer forma às suas paixões de cada lado Sofrósinas você daqui Antes que lhe joguem o Buquê errado E você chegue a este mesmo Verso-estado de amar eufórico irracional e vulgarmente amarrotado A verdade é que Este poema É um poema falhado Sem resultado Amordaçado Do intelecto ao meu suspiro fraco Cansado De meu estado desolado Apaixonado-desapaixonado E tu Tu dos Estoicos e Epicuristas Está do mesmo lado, De paixões, conciliações E Hipona! Não entende nada, Coitados.

Existe um quadro a minha frente Eu só ainda não sei Se a pintura está no quadro
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Existe um quadro a minha frente Eu só ainda não sei Se a pintura está no quadro Ou se está na minha mente a pintura do quadro. Tem tons de verde e azul Mas na minha mente Ela repousa explícita Deleitando-se Em uma sutil arte nu. Tem falhas técnicas pífias Numa tela branca nítida De um desenho que não sei Compreender De um artista que não quer se Comprometer Ah, que tela linda Diz muito sobre a vida.

Pego minha mochila parto Vejo camomila crescer
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Pego minha mochila parto Vejo camomila crescer tranquila A nuvem oscila O sol me fuzila Minha atenção cochila. Putz grila camomila, vê se não vacila ainda há uma grande trilha a ser percorrida entre mim e minha última matilha!

Heliocentrismo Dança o universo inteirinho
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Heliocentrismo Dança o universo inteirinho bem calculado muitos números em algarismos. Não há erro engano ou parlamentarismo só há o Sol e seu extrovertido lirismo. Passou já hoje por aqui, queimou tanto minha pele a turismo, que de repente, Eritrismo!

XXV Joguei algumas moedas ao céu Para ver se elas viram ouro
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XXV Joguei algumas moedas ao céu Para ver se elas viram ouro Num futuro Em chuviscos De um outro dia frio Em que faço rabiscos. Vou batizar minha alegria de Sarah Em uma tenda amarelada Com frutas mordiscadas Cheiro de anis e cocada. Ah, Leveza encantada Tristeza libertada Nada sedentária! Dança embelezada Entre a coragem da alma E sorte na estrada.