Hoje o dia acordou sorrindo, brilhante e me dizendo coisas auspiciosas. Mas à tarde voltou atrás e me mandou ser cautelosa e não correr em direção às flores primaveris para não me machucar em seus espinhos. Travei, senti medo... Um misto de sentimentos conflitantes se apoderou de mim.
"A liberdade de escolha é um direito de todos, mas só alguns a exercem com elegância."
(Honorè de Balzac)
Liberdade para amar, para buscar aquilo que se quer, sempre com carinho, parcimônia, cuidado e empatia.
Ah, a tal empatia!!! Colocar-se no lugar dos outros, procurar entender, buscar aprimorar conjecturas sobre o sentimento alheio para não errar e transformar assertivas em decepções.
O que falar da parcimônia? Moderação é um tempero imprescindível, um antídoto para curar a afoiteza dos que se jogam da ponte em direção ao rio, sem antes tomar conhecimento de sua profundidade. Quem ignora o comedimento está fadado ao sofrimento desnecessário e ao sentimento de vilipêndio.
Uns falam decepcionados: "Não quero mais me iludir, sonhar com o que não vai acontecer. Agora vou seguir despido de fantasias e quimeras."
Outros dizem platonicamente: "Com certeza chegarei à lua sem nave espacial!"
Ambos os discursos são falaciosos e por serem conhecidos sofismas, aparentam verdade. O ser humano precisa de equilíbrio para viver, temperos diferentes que o encorajarão a galgar maiores territórios e a recuar ante o desejo absurdo.