Pular para o conteúdo

Frases de Line Lua

30 frases

Pequenos raios dourados remanescentes do falso brilho do sol, arrancam alegria da amargura e personificam o quantum de amor que exite em todo o ódio. Inocência que sai pelos poros da luxúria frívola daquilo que deveria ter sido amor, mas não foi, para não ocupar o lugar da doçur…
Continuar lendo

Pequenos raios dourados remanescentes do falso brilho do sol, arrancam alegria da amargura e personificam o quantum de amor que exite em todo o ódio. Inocência que sai pelos poros da luxúria frívola daquilo que deveria ter sido amor, mas não foi, para não ocupar o lugar da doçura quente, tardia e atemporal que traz à tona a verdadeira insanidade que é o amor confrontado à realidade.

IMORTAIS No fim do arco multicolorido da Mensageira de Hera
Continuar lendo

IMORTAIS No fim do arco multicolorido da Mensageira de Hera Me aguardava leviano O anjo que combinava o som com o silêncio Que sucedeu a morte dos filhos de Urano A voz grave e melódica De coração dissonante Cantava o silêncio de força orquestral Que profetizava o arranjo final. O anjo enfermo que quer curar E se cura Almas expostas que sangram E sangrando se misturam Até se tornar singular E a alma ensolarada e siamesa Regra os excessos e duplica sua força Surgida do vazio original Amparada por Eros percorre do Caos ao Cosmo Se tornando imortal.

A Dama Assumo a loucura que me imputam. Todas elas. O rótulo dos amigos com bons olhos, o da família, o da sociedade, e o de toda a turma da psiquiatria.
Continuar lendo

A Dama Assumo a loucura que me imputam. Todas elas. O rótulo dos amigos com bons olhos, o da família, o da sociedade, e o de toda a turma da psiquiatria. Assumo a loucura, mas não a consciência da loucura, pelo menos não a consciência plena que ultrapassa o diagnóstico e se aprofunda na psiquê. Assumo a loucura diagnosticada mas não a visão de mim mesmo como tal. Talvez seja aí que se encontra a gravidade da coisa, ou não. Queria mesmo era alguma explicação. Tudo me parece tão louco, tão do avesso em contraste com a minha exclusiva sanidade, que me faz questionar se sou eu, ou o resto do mundo que enlouqueceu. O pior de tudo é que o fato de passar pela minha cabeça que pode ser eu a louca, já demonstra um mínimo de sanidade mental. Ou não? O que me incomoda é a dúvida, a incerteza. Assumo a loucura. Tudo bem! Mas ao assumir a loucura, presumo instantaneamente que esse é um ato de uma pessoa sã. É nesse ponto que minha cabeça começa a doer e me sinto como a Dama do baralho, dividida em duas. Cabeça pra cima, cabeça pra baixo, sem saber qual é a real e qual é a imagem refletida. Isso me parece sintoma de loucura, mas como tive a consciência e a plena capacidade de analisar minha própria loucura, me sinto sã. Acho que é hora de parar. Tire suas próprias conclusões se quiser. Quanto a mim vou tentar ficar bêbada (só por hoje) para ter ao menos um momento de certeza nessa minha existência incerta. Bêbados são sempre bêbados e nada mais.

BIG BANG Provocada pelo filho do vento Disforme e rejeitado
Continuar lendo

BIG BANG Provocada pelo filho do vento Disforme e rejeitado A partir da erupção quente e densa Do vulcão dantesco A expansão dos meus dissabores Arranca minha pele Dilacera minha carne Deixa expostos meus temores. Com a alma em carne morta, eu existo Nascida da explosão vazia Que ecoa num grito expressionista Da arte demente de Munch E percorre, tortuoso, o papel Misturando letras com lágrimas De água e óleo na pedra calcária Imprimindo meu pesar Em recitativa ária De uma diestesia evoco o grande Shaman Que cala todos os sinos para que eu vire poeta Transformando em arte a minha agonia Porque o Big Bang da Alma é a poesia

MÚSICA ALTA Ontem eu fui ao inferno em busca de aventuras O som estava alto do jeito que eu gosto
Continuar lendo

MÚSICA ALTA Ontem eu fui ao inferno em busca de aventuras O som estava alto do jeito que eu gosto O cheiro era morno, a cerveja era quente Risadas histéricas, uma loira gelada Dançando lindamente O inferno acolhe em seus braços Bancando o indulgente As almas enfermas, de olhar embebido Em água e sódio Que carregam o triste sorriso do incoerente E celebram para abortar o ódio O inferno te envolve em um enredo Te lambe sem segredo Com sua língua bifurcada e repelente Enquanto a vida, obediente Segue o curso que seguiria se você não tivesse o medo De viver e de ser gente. Tudo o que você ama e preza O inferno ignora O vendedor do ingresso te despreza Quem você amava, morreu A bússula que te norteava Agora só aponta para baixo As crianças cresceram e não carregam nada seu. Você agora é um morto-vivo Que passa os dias olhando sua vida estagnada Através de uma janela trincada pelo calor Você não sente nada. A música fica alta demais quando você quer descansar.