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Frase de Line Lua

A Dama Assumo a loucura que me imputam. Todas elas. O rótulo dos amigos com bons olhos, o da família, o da sociedade, e o de toda a turma da psiquiatria. Assumo a loucura, mas não a consciência da loucura, pelo menos não a consciência plena que ultrapassa o diagnóstico e se aprofunda na psiquê. Assumo a loucura diagnosticada mas não a visão de mim mesmo como tal. Talvez seja aí que se encontra a gravidade da coisa, ou não. Queria mesmo era alguma explicação. Tudo me parece tão louco, tão do avesso em contraste com a minha exclusiva sanidade, que me faz questionar se sou eu, ou o resto do mundo que enlouqueceu. O pior de tudo é que o fato de passar pela minha cabeça que pode ser eu a louca, já demonstra um mínimo de sanidade mental. Ou não? O que me incomoda é a dúvida, a incerteza. Assumo a loucura. Tudo bem! Mas ao assumir a loucura, presumo instantaneamente que esse é um ato de uma pessoa sã. É nesse ponto que minha cabeça começa a doer e me sinto como a Dama do baralho, dividida em duas. Cabeça pra cima, cabeça pra baixo, sem saber qual é a real e qual é a imagem refletida. Isso me parece sintoma de loucura, mas como tive a consciência e a plena capacidade de analisar minha própria loucura, me sinto sã. Acho que é hora de parar. Tire suas próprias conclusões se quiser. Quanto a mim vou tentar ficar bêbada (só por hoje) para ter ao menos um momento de certeza nessa minha existência incerta. Bêbados são sempre bêbados e nada mais.

Line Lua

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Line Lua

Vou permanecer com o que eu tenho de melhor: meu otimismo, minha vontade de viver e minha coragem em admitir que errei quando eu errar, em admitir que preciso de ajuda quando eu precisar, que não sei o que fazer quando eu não souber, que amo mesmo quando eu já não for amada.
Distorção da percepção. É dessa forma que vivemos, com a percepção distorcida. Nem mesmo sabemos responder perguntas básicas como: O que somos? De onde viemos? Pra onde vamos? Não temos a percepção nem de nós mesmos e nos achamos bons o bastante para julgar os outros. Decidimos e…
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Distorção da percepção. É dessa forma que vivemos, com a percepção distorcida. Nem mesmo sabemos responder perguntas básicas como: O que somos? De onde viemos? Pra onde vamos? Não temos a percepção nem de nós mesmos e nos achamos bons o bastante para julgar os outros. Decidimos em quem vamos acreditar e taxamos a opinião diversa àquela que escolhemos, como uma opnião mentirosa. Rótulos!

Insones conversas Insones conversas desencaminhadas Que mudam a vida e não levam à nada
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Insones conversas Insones conversas desencaminhadas Que mudam a vida e não levam à nada Só eu e você enquanto a noite vira madrugada Eu, você e nossa vida em pauta Soluções na bandeja Teoria musicada O amanhecer transforma Os garranchos em vida jogando no lixo a certeza lírica Da poetisa que se conscientiza Que só o que sabe É tornar arte Palavras difíceis Que nunca sentiu Triste essa artista Que fez do papel Seu coração Triste essa artista Que recebeu o dom De emocionar Sem emoção Insones conversas desencaminhadas Que mudam a vida e não levam a nada Que tentam viver e se perdem na estrada É nas falácias da madrugada O único momento em que me encontro Desarmada E eu, menina, sempre tão desalmada Assumo que tudo não passa de medo De não ser amada

Quero brincar, sentar no chão, andar descalça, contar piada... Quero poder ser imatura, pular na cama elástica, nadar na piscina de bolinha, gravar um vídeoclip horroroso de uma música horrorosa e morrer de rir depois, quero poder cantar errado e bem alto. Quero amigos tão inteli…
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Quero brincar, sentar no chão, andar descalça, contar piada... Quero poder ser imatura, pular na cama elástica, nadar na piscina de bolinha, gravar um vídeoclip horroroso de uma música horrorosa e morrer de rir depois, quero poder cantar errado e bem alto. Quero amigos tão inteligentes, mas tão inteligentes, que consigam ser idiotas junto comigo e rir das idiotices que os pseudo-inteligentes estão “inteligentemente” falando. Inteligente é ser adulto, mas conseguir ser criança quando se quer. Inteligente é não querer se encaixar em uma sociedade que está, claramente, doente.