Chorei Mil Oceanos
A vida não é um mero acaso
Uma brincadeira de alguém
É um relâmpago entes da tempestade
É amor e os desencontros
São as coisas erradas
que tentamos fazer certo
É o adeus que damos a um amigo
É a felicidade que ainda não vivemos
É o choro de uma criança
que no medo transforma todos em monstros
De tanto olhar aquele abismo
Eu assim o tornei
Um monstro determinado
O fôlego da morte e vida em um só
Cansei de dizer meias palavras
De balbuciar ventos e sons
Cansei do cansaço
Cansei de pensar uma solução
Chorei mil oceanos
E nada ainda descobri
O advir da solidão
Sendo meu mais belo amigo
que ao menos não me trai
Faz-me realista
Faz-me humano
chorei mil oceanos
Quando acorda
Quando o sol acordar
E você sussurar
O meu nome
Eu eu não vou estar
Quando ver
Podes ver
Mesmo que sol se por
Seu amor não vai acabar
Como ver
Pode ser
Que no segundo vai lembrar
De tudo que passou
Não vai passar
Nunca pensei
Onde cheguei
Onde eu vou estar
Faz bem para mim
Pensar em você
Que o amor não acabou
Que ainda passou
O que insiste em ficar
Eu percebi
Talvez temos que fugir
Não temos que fingir
Não vim para explicar
Não quero nem falar
Do tempo perdido
Da poeira vivida
Relação acabada
Minha querida
O amooor
Que eu guardei para você
Que ainda aqui bate
Uma leve tristeza
Uma lembranças
Uma leve proeza
Da natureza
De tempos passados
Porque você
Se faz de cansada
Quando calada
Fala verdade
O que sente do mundo
Um instante parado
Um livro em braco
Uma namorada
Em segredo
Sai de minha vida
Dirá que foi foi embora
Refém da corrida
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar o triste
Desta estrada amarga
Que ainda insiste
Quanto tempo faz
O tempo que possou
E as feridas que ainda existe
Quanto tempo mais
O tempo vai Insistir
Em me fazer esperar
Uma tarde inteira
Quanto tempo, lento tempo, vento vai levar
Quanto tempo, lento tempo, vento vai rolar
Triste
decisões oblíquas
ilusões colossais
vindas de espíritos opacos
triste
por natureza translúcido
nunca soube quem sou eu
conto agora minha história
de lutas e glórias
mas vem um louco sádico
acádico arcaico
me dizendo o que devo fazer
RAM!!! vou dizer:
ou melhor o meu querer
se expande do meu ser
vai além do que posso ver
olha aqui seu doutor
sou um mendigo desgraçado
em pais capitalizado
quase não como
quando bebo falo meu vômito
minhas entranhas, minha esperança
meu povo empalidece
mas não se esquece
chão rachado
vento calado
mas aqui a fome
não tem outro nome
bota mais água no feijão para o homem
aquele que consome a vida social
Amor liquido
Olho todas
Essas coisas
E não dizem
O que eu sou
O que eu sou
(Plastico)
O que eu sou
Se eu fizer
Diferente
Me propor
Ir em frente
O que vai fazer ?
O que vai (fazer) ?
O que vai (fazer) ?
O que vai (fazer) ?
O que vai (fazer) ?
Vejo você ir embora
No seu mundo de plastico
Uma vez mais
O que vai
O que vai
o que vai
Vejo você agora
O que for
O que for
O que for
Se eu pudesse
ser
quem você queria
eu dizia
O que for
O que for
O que for
Meu bem
planos sintetísticos
Não vão levar
Não vão levar
Não vão levar
Espectros
Sois hoje um belo dia para morrer caro amigo, sois hoje um belo dia para viver, o que não muda é que es belo de qualquer que sejas a desvairada decisão, desvairados valores de imaculada concepção, pura, o que a de ser pura ? por ser virgem? por valores emergisse de convívios inseguros e infibuleis, de um tempo de fabulas enveráveis com carências “angulatorias” de vertentes suposta de verdade subjetivas reais, criticidade do a-priori, aceitação do iníquo como juízo, se ao menos pode viver a Falácias do sentimento instintivo. Pobre es sem um argumento, pois empurraste o fardo com a barriga, mesmo que falácias seja inconsciente, as verdades a de ser clara em seus olhos, não como a lua que rouba seu brilho do sol, mas como sua vontade de refletir por igual força, de beleza es apolínio
Hoje acordei mais cedo
Para ver o dia passar
Mas aqui não dá, não dá, não dá
As ideias superam o homem
Hoje eu só sou um ser humano
Fizemos uma ideia
Que não vai cumprir
chegamos a perfeição
Destruindo o coração
pela ideia da visão
Pela morte do devir
Hoje eu quero distrair
Hoje acordei mais cedo
Para ver o dia passar
Não quero mais provar
O que tenho a dizer
Prefiro me calar
Do que dar segmento
Essa plasticidade
Se é o homem ou a mulher
Se negro ou índio
Ser humano não é mais humano
Faz-se o discurso a mais de um ano
Prefiro ficar calado
Do que seguir o que foi falado
Só uma vida
Só o amor
Um par de pês
Muita Melancolia
Minha querida
Foi você que me salvou
Você que me afundou
Uma bela visão
Uma coisa vivida
E uma composição
Um sofrimento
Uma ilusão
Um pensamento me fugiu
Uma vida
Um sentimento
Um amor
Um sofrimento
Um céu azul
Uma estrada
Passos largos em corda bamba
passos largos em corda bamba
em dias de chuva se escorrega na lama
pedro quebrou o braço
sim!
um passo
um passo errado
um movimento tímido calado
exacerbou-se em teorias
dizia ele:
onde a trevas
há luz
há sombras
eu não quero estar aqui
quando as bambas estourarem
não brinco de juiz
não me disfarço em réu
aceito meu inferno
mas me fale do céu
então vá pedro
pois agora sebes a verdade
a pluralidade dos erros
a dor do mundo
agora sabes ir bem fundo
desvairou-se por mais uma vez
vê agora o canto o vomito
triste fim de pedro
sabes a moral dos vencidos e dos vencedores
Eis que eu surjo como a carnificina, morte do sistema, a descanificação da educação proletária, do capitalismo, de todos os ismos, da escola enquanto instituto, surjo como um vírus, infectando as mentes, logo serei lembrado, e talvez esquecido, mas não que minhas ações sejam esquecidas, seriei a desconstrução, serei o prego que empunhaste no coração para provar que ainda podeis viver segundo a você mesmo