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Frases de Lilianmorais

11 frases

Hoje acordei com angústia. Pensando em meu pai, e meu coração, do tamanho de um coração de galinha,
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Hoje acordei com angústia. Pensando em meu pai, e meu coração, do tamanho de um coração de galinha, batendo trêmulo dentro do peito. A respiração perdeu o rumo. Medo que permanece como luz em janela antiga. E eu levanto devagar, carregando no peito um mundo inteiro de amor.

desconheço os relógios que os homens erguem para medir uns aos outros. Não caminho pelos calendários, não habito as horas, não me curvo aos anos. Sou feita de silêncios, de esperas invisíveis, de sementes que amadurecem nas profundezas da alma.
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desconheço os relógios que os homens erguem para medir uns aos outros. Não caminho pelos calendários, não habito as horas, não me curvo aos anos. Sou feita de silêncios, de esperas invisíveis, de sementes que amadurecem nas profundezas da alma. Por isso não me importam a juventude ou a meia-idade. Quando chego, chego inteira. Quando nasço, já trago comigo todas as estações que vivi dentro de quem me cria. Há quem me procure cedo. Há quem me encontre depois. Pouco importa. Pois ao elaborar-se e ao materializar seus repertórios, o artista aprende aquilo que sempre soube em segredo: tenho mais a ver com o tempo das ideias do que com o tempo de Cronos. E é por isso que jamais chego tarde. O atraso pertence aos relógios. Eu pertenço ao instante exato em que uma ideia se torna eternidade.

Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença. A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambien…
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Minha pesquisa atua na tensão entre silêncio e forma, onde o íntimo se afirma como presença. A partir desse território, expande-se para questões coletivas e políticas, atravessando os impactos da colonização, as violências contra povos indígenas e mulheres, e os conflitos ambientais ligados à monocultura do eucalipto, ao uso do mercúrio e à exploração de energia fóssil. Lilian Morais

sozinha já não é ausência amadurece em silêncio
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sozinha já não é ausência amadurece em silêncio quase doce quase liberdade penso no que nasce quando ninguém atravessa minha produção sem ruído sem moldura alheia sem o peso do olhar que mede o que surge de mim talvez seja mais cru mais meu descubro sou eu Lilian Morais

Eu me digo o que ninguém ousa porque o silêncio sempre cobrou caro demais. Aprendi que não nomear
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Eu me digo o que ninguém ousa porque o silêncio sempre cobrou caro demais. Aprendi que não nomear é permitir que o erro volte com outro rosto e a mesma violência. Eu não fui feita para a paz passiva, mas para a vigília. Observar é um gesto ético. Falar é uma forma de cuidado. Quando digo o nome das coisas, não crio conflitos eu interrompo ciclos. Não carrego culpa que não é minha. Carrego palavras. E palavras, quando ditas no tempo certo, impedem a repetição do horror. Eu falo porque existir em silêncio nunca me protegeu. Lilian Morais

Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração. A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la. A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do ofici…
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Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração. A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la. A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do oficial, aquilo que permanece criando, apesar de. Salvador aparece como matéria viva, onde a memória não se impõe; ela insiste. No traço, monumentos reaparecem não como réplica, mas como escuta. Releituras de gestos de Márcia Magno, Nádia Taguari, Eliana Kertész, Iêda Oliveira e Conceição Dias, inscritas não para ocupar o centro, mas para seguir habitando o tempo.