SILÊNCIO CORTANTE O que dizer às lágrimas
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SILÊNCIO CORTANTE O que dizer às lágrimas ligeiras, escorrendo feito rio incontrolável... será que adianta? Se por onde passa, só assiste um terreno abandonado, um espaço baldio. Amor platônico é um dia amanhecido, sem réstia de sol, numa casa feia, abandonada, com as janelas fechadas, sem circular a ventania, de folhagem seca, roçando o telhado, ferindo sem dó, a alma desconsolada. Amar sem ter amor, coração estarrecido, confusão de gatos gritando... rasgando a noite, confortando um silêncio cortante, asas doloridas, quebradas, de invernos, são os pássaros da ilusão, eterna adolescente, cegueira sem cor é a paixão. Sonhos não passam de passarinhos soltos, fantasiando sempre alcançar a lua deslumbrante... com olhos de sonhos vazios, mas repletos de amor, fitando o céu sem amor, vida de solidão aumentando, a paz aos poucos se acabando... perdida, terreno abandonado e esquecido, é uma alma sem amor. Autora: Liduina do Nascimento