O tempo não perdoa ninguém, Nem a mim e nem a ti… Nossas almas atormentadas…sussurram
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O tempo não perdoa ninguém, Nem a mim e nem a ti… Nossas almas atormentadas…sussurram Incessantemente uma pela outra, acalentando Um amor improvável…um amor impossível Aaa senhor do Tempo, não tem compaixão por nós? Em seu coração existe calor ou somente o gélido limiar do eterno? Cada minuto transformado em longos períodos de aprisionamento, Ele quase ficou louco, Eu quase morri por dentro. Heei! Diga-nos a verdade, será que já não pagamos O suficiente por esta transgressão? A infelicidade precisa ser perene enquanto não conseguimos desistir de nós? Eu te imploro…por que não conseguimos renunciar? Subindo o mais alto que pode, ele olhou pro céu, Enquanto abaixo murcha e seca, deixei este amor sangrar. Então em pura contradição e teimosia, sua voz vibrou o ar Em rompantes, murmúrios e tentações apaixonadas, Criando delírios e tormentas intensas em minh’alma, Abalou por completo a estrutura que fiz pra te afastar. Fez brotar então de terra seca…anseio, impulso e caloroso desejo. Dos beijos doces que suplicava, nada mais existia Apenas fome insaciável, penetrações possessivas, toques gulosos e beijos lascivos. Me tornando lentamente sua, Você se tornou completamente meu. A rendição foi inevitável e o futuro é incerto A necessidade do outro crescendo, urgência que berra. Mas…nada mais importa, Apenas o tempo que passamos juntos em nosso pequeno espaço, Quero viver e me afogar nos teus olhos, Enquanto os segundos levam para longe, o nosso cansaço.