Então, pela fresta da janela desgastada e quebrada, emoldurando a parede descascada, mofada e danificada... A LUZ insistia em entrar e penetrar por dentro da habitação... Tão grande e tão vazia, tão cheia de mofo, poeira e sonhos desfeitos.
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Então, pela fresta da janela desgastada e quebrada, emoldurando a parede descascada, mofada e danificada... A LUZ insistia em entrar e penetrar por dentro da habitação... Tão grande e tão vazia, tão cheia de mofo, poeira e sonhos desfeitos. Atravancada com assoalhos soltos, pisados, arranhados e manchados... nas festas de outrora, as pessoas lá dentro... no chão de madeira que no passado reluzia como sintecada, de madeira nobre e bases sólidas para a casa. A Luz Solar, celestial e cósmica mostrava que a Luz Divina sempre irradia e expande por cada fresta e buraco; trazendo frescor e renovação... Acalorando o espaço frio e desabitado, restaurando sonhos e fé. Não havia nada, nem ninguém... apenas o vácuo dos sons de outrora nos passos da dança que riscaram o chão um dia, com saltos, pulos, mobílias e passos diversos... Não havia nada e nem haveria... A chave da entrada foi perdida... Mas a Luz penetrava e entrava por dentro e seu brilho resplandecia o chão... e o espaço. sempre lá... para sempre. nada mais importa apenas a luz. 11/08/2013 Leticia Gil Siqueira Santos